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</front><body><![CDATA[ <p><a name="top"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4">    <b>T&oacute;picos sobre ci&ecirc;ncia e tecnologia no Brasil: apresenta&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Carlos Henrique    de Brito Cruz</b> </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Diretor cient&iacute;fico    da Fapesp</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Neste n&uacute;mero    da <i>Revista USP</i> apresentamos uma colet&acirc;nea de artigos sobre a C&amp;T    no Brasil.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em 2010, cientistas    sediados no Brasil publicaram 31.965 artigos cient&iacute;ficos<a name="top1"></a><a href="#back1"><sup>1</sup></a>    em revistas de circula&ccedil;&atilde;o internacional, segundo o Web of Science.    Embora a taxa de crescimento forte verificada h&aacute; alguns anos tenha se    arrefecido - de 2009 para 2010 a varia&ccedil;&atilde;o foi de 0,5% -, o valor    absoluto de artigos j&aacute; &eacute; suficientemente grande para que o pa&iacute;s    seja considerado um dos importantes produtores de ci&ecirc;ncia no mundo. O    impacto dessas publica&ccedil;&otilde;es vem crescendo. Por exemplo, a m&eacute;dia    de cita&ccedil;&otilde;es alcan&ccedil;ada pelos artigos publicados em 1994,    nos 24 meses subsequentes &agrave; publica&ccedil;&atilde;o, foi de 1,45. Essa    m&eacute;dia, para artigos de 2007, j&aacute; &eacute; de 2,05. Abel Packer    e Jacqueline Leta tratam dos desafios relativos &agrave; publica&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica em dois artigos neste dossi&ecirc;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Alguns marcos que    determinam essa evolu&ccedil;&atilde;o s&atilde;o conhecidos: a cria&ccedil;&atilde;o    da USP em 1934, a inser&ccedil;&atilde;o do artigo que originou a Fapesp na    Constitui&ccedil;&atilde;o Paulista de 1947, a cria&ccedil;&atilde;o do CNPq    e da Capes em 1951; a cria&ccedil;&atilde;o e implanta&ccedil;&atilde;o do Inpe    de 1961 a 1971; a inaugura&ccedil;&atilde;o da Fapesp em 1962; a cria&ccedil;&atilde;o    do Regime de Dedica&ccedil;&atilde;o Integral &agrave; Doc&ecirc;ncia e &agrave;    Pesquisa na USP em 1962; a cria&ccedil;&atilde;o da Finep, da Unicamp e da Embraer    em 1967; do FNDCT em 1969, do Pro&aacute;lcool em 1975 e da Unesp em 1976; a    institui&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia    em 1986, do Laborat&oacute;rio Nacional de Luz S&iacute;ncrotron de 1988 a 1996,    dos Fundos Setoriais de 1999 a 2002; a retomada de v&aacute;rias funda&ccedil;&otilde;es    estaduais a partir de 2004; o fim do contigenciamento sobre os fundos setoriais    a partir de 2008 e o estabelecimento do programa de INCTs, em 2008, numa bem-sucedida    parceria entre a Uni&atilde;o e estados.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O aumento da qualidade    e da quantidade dos artigos guarda rela&ccedil;&atilde;o com a intensidade dos    Disp&ecirc;ndios Nacionais em Pesquisa e Desenvolvimento (DNPD), que incluem    em disp&ecirc;ndios p&uacute;blicos e privados medidos em rela&ccedil;&atilde;o    ao PIB. Depois de atingir um ponto m&iacute;nimo em 2004, quando foi de 0,9%    do PIB, a intensidade do disp&ecirc;ndio est&aacute; estimada pelo MCT para    2009 em 1,19% do PIB<a name="top2"></a><a href="#back2"><sup>2</sup></a>. Se    na intensidade a melhoria &eacute; discreta (em 2001 a intensidade foi 1,04%    do PIB), o valor absoluto cresceu mais solidamente, em decorr&ecirc;ncia do    aumento do valor do PIB: em 2008, o disp&ecirc;ndio total foi 29% superior ao    de 2000, calculando-se em reais corrigidos pelo IGP-DI. No entanto, a crise    fiscal revelada em 2010 obrigou o governo federal a realizar corte de 22,3%    no or&ccedil;amento do MCT<a name="top3"></a><a href="#back3"><sup>3</sup></a>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A <a href="/img/revistas/rusp/n89/02t01.jpg">Tabela    1</a> mostra os valores dos disp&ecirc;ndios nacionais em P&amp;D para 2009    classificados segundo a fun&ccedil;&atilde;o e a natureza administrativa da    fonte dos recursos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O disp&ecirc;ndio    p&uacute;blico responde por 52% do total. Da parte p&uacute;blica, 69% s&atilde;o    aplicados por fontes federais e 31% por fontes estaduais. Do disp&ecirc;ndio    federal total de R$ 13,462 bilh&otilde;es, 18% s&atilde;o aplicados no estado    de S&atilde;o Paulo, respons&aacute;vel por aproximadamente 50% dos artigos    cient&iacute;ficos criados no pa&iacute;s e publicados em revistas internacionais.    Por isso, nesse estado, as fontes estaduais s&atilde;o especialmente importantes:    representam 62% do disp&ecirc;ndio p&uacute;blico estadual e 38% do federal<a name="top4"></a><a href="#back4"><sup>4</sup></a>.    O artigo de Mario Neto Borges trata das mudan&ccedil;as no financiamento trazidas    por ag&ecirc;ncias estaduais ocorrido nos &uacute;ltimos anos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Num recorte diferente,    o ensino superior representa 25% das fontes de recursos para P&amp;D, sendo    que somente 8% (807 milh&otilde;es) s&atilde;o aplicados por institui&ccedil;&otilde;es    particulares de ensino superior. Ag&ecirc;ncias de financiamento, institutos    p&uacute;blicos de pesquisa e disp&ecirc;ndios diretos estatais representam    28% das fontes de recursos, enquanto empresas contribuem com 46%.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A <a href="/img/revistas/rusp/n89/02f01.jpg">Figura    1</a> mostra uma compara&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o brasileira    com a de alguns outros pa&iacute;ses no que diz respeito &agrave; intensidade    (disp&ecirc;ndio/PIB) do disp&ecirc;ndio em P&amp;D e de suas componentes governamental    e empresarial.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A posi&ccedil;&atilde;o    do Brasil entre os pa&iacute;ses comparadores escolhidos &eacute; pior no caso    da intensidade do disp&ecirc;ndio empresarial em P&amp;D do que no caso da intensidade    do disp&ecirc;ndio governamental. Por isso, um dos mais importantes desafios    para o pa&iacute;s &eacute; criar as condi&ccedil;&otilde;es para aumentar o    esfor&ccedil;o de P&amp;D empresarial. Tr&ecirc;s artigos neste n&uacute;mero    tratam do assunto: os de Carlos Calmanovici, Carlos Pacheco e de S&eacute;rgio    Queiroz. Al&eacute;m desses, o papel de institutos p&uacute;blicos de pesquisa    na acelera&ccedil;&atilde;o do processo de inova&ccedil;&atilde;o empresarial    no Brasil &eacute; analisado no artigo de Jo&atilde;o Fernando Gomes de Oliveira    e Luciana Oliveira Telles. O limitado esfor&ccedil;o empresarial em P&amp;D    afeta, &eacute; claro, a an&aacute;lise feita por Jo&atilde;o Furtado sobre    os desafios relacionados &agrave; composi&ccedil;&atilde;o da balan&ccedil;a    de pagamentos tecnol&oacute;gicos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em sintonia com    o artigo de Jo&atilde;o Fernando e Luciana, Gilberto C&acirc;mara, do Inpe,    analisa o hist&oacute;rico dos cinquenta anos de atua&ccedil;&atilde;o do instituto    que dirige; e Hern&aacute;n Chaimovich, do Instituto Butantan, reflete sobre    o papel da institui&ccedil;&atilde;o na associa&ccedil;&atilde;o virtuosa entre    a cria&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia, tecnologia e a produ&ccedil;&atilde;o    de vacinas e soros.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Novos desafios    surgiram nos &uacute;ltimos anos: por exemplo, o avan&ccedil;o da pesquisa em    biologia molecular e suas aplica&ccedil;&otilde;es trouxe ao pa&iacute;s o debate    sobre a regula&ccedil;&atilde;o e os impactos das descobertas cient&iacute;ficas    e seus usos, o que &eacute; discutido por Walter Colli, ex-presidente da CTNBio.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quanto &agrave;s    &aacute;reas do conhecimento, para ilustrar alguns avan&ccedil;os recentes e    considerando as limita&ccedil;&otilde;es de espa&ccedil;o, escolhemos analisar    neste dossi&ecirc; as ci&ecirc;ncias da computa&ccedil;&atilde;o, em artigo    de Cla&uacute;dia B. Medeiros; a biodiversidade, em artigo de Carlos Joly, C&eacute;lio    F. B. Haddad, Luciano M. Verdade, Mariana Cabral de Oliveira, Vanderlan da Silva    Bolzani e Roberto G. S. Berlink, membros da Coordena&ccedil;&atilde;o do Programa    Biota Fapesp; astronomia, por Jo&atilde;o Steiner, Laerte Sodr&eacute;, Augusto    Damineli e Cl&aacute;udia Mendes de Oliveira; e &oacute;leo e g&aacute;s, por    Claudio Oller e Lincoln Fernando L. Moro.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Finalmente, Luiz    Davidovich, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, coordenador da 4ª Confer&ecirc;ncia    Nacional de C&amp;T&amp;I (2009), contribui com um artigo que discute as principais    conclus&otilde;es e propostas do evento.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O conjunto do dossi&ecirc;    permite conhecer alguns aspectos importantes da ci&ecirc;ncia e tecnologia no    Brasil. Cabe alertar que n&atilde;o se pretendeu exaurir aqui o tema. Outras    oportunidades para complementar o debate certamente existir&atilde;o na <i>Revista    USP</i>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back1"></a><a href="#top1">1</a>    Contagem realizada em 30 de mar&ccedil;o de 2011 com a restri&ccedil;&atilde;o    a Document Type=(Article OR Letter OR Proceedings Paper).    <br>   <a name="back2"></a><a href="#top2">2</a> Valor reportado na p&aacute;gina <i>web</i>    de Indicadores de C&amp;T do MCT em <a href="http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/29144.html" target="_blank">http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/29144.html</a>,    consultada em 3 de abril de 2011. Esse valor provavelmente superestima os disp&ecirc;ndios    em P&amp;D do setor privado pois, para a estimativa, aplica a mesma taxa de    crescimento verificada de 2000 a 2005 aos anos p&oacute;s-2005, e sabe-se que    houve um importante decr&eacute;scimo nos investimentos privados devido &agrave;    crise econ&ocirc;mica mundial de 2008-09. De qualquer modo a diferen&ccedil;a    parece n&atilde;o ser muito grande visto que o valor estimado pelo setor de    Indicadores da Fapesp para 2009 &eacute; 1,11% do PIB.    <br>   <a name="back3"></a><a href="#top3">3</a> "Or&ccedil;amento 2011 do MCT Sofre    Corte de 22,3%", in <i>Inova&ccedil;&atilde;o Unicamp</i>, 21 de fevereiro de    2011 (ver: <a href="http://www.inovacao.unicamp.br/report/noticias/index.php%20?cod=863" target="_blank">http://www.inovacao.unicamp.br/report/noticias/index.php    ?cod=863</a>).    <br>   <a name="back4"></a><a href="#top4">4</a> Dados de 2009 calculados pelo setor    de Indicadores de C&amp;T&amp;I da Fapesp.</font></p>      ]]></body>
<REFERENCES></REFERENCES
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