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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Devising and organizing mechanisms to evaluate and monitor scientific activities has become a routine practice among many research support institutions in developed countries since the 1960s. It can be noted that, along with peer-review procedures, the performance of science and of scientists has turned out to be measured and evaluated by means of objective parameters, and many of them fall within the scope of the studies of Scientometry. Throughout decades, the interest in indicators of producti-vity (number of publications) and of visibility (number of citations) has spread, and they are largely used in most countries. Such process was no different in Brazil: the main agencies have made use of those indicators to make public and estimate the performance of Brazilian science, and also to provide support to models for evalua-ting individuals and institutions, as is the case with the graduate programs. This text aims at placing Scientometry into the context of mechanisms of science monitoring, as well as providing a panorama of the main characteristics of Brazilian science, pointed out in many scientometric studies. Finally, it discusses the limitations of the main information bases which have been served a source for studies of this nature.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><a name="top"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4">    <b>Indicadores de desempenho, ci&ecirc;ncia brasileira e a cobertura das bases    informacionais</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Jacqueline Leta</b>    </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Professora do Programa    de Educa&ccedil;&atilde;o, Gest&atilde;o e Difus&atilde;o em Bioci&ecirc;ncias    do Instituto de Bioqu&iacute;mica M&eacute;dica da Universidade Federal do Rio    de Janeiro</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A elabora&ccedil;&atilde;o    e organiza&ccedil;&atilde;o de mecanismos para avaliar e monitorar as atividades    cient&iacute;ficas tornou-se uma pr&aacute;tica rotineira entre os diversos    &oacute;rg&atilde;os de fomento de pa&iacute;ses desenvolvidos a partir dos    anos de 1960. Observa-se, assim, que, juntamente com a avalia&ccedil;&atilde;o    pelos pares, o desempenho da ci&ecirc;ncia e dos cientistas passou a ser medido    e avaliado por par&acirc;metros objetivos, sendo muitos deles do escopo dos    estudos da cientometria. Ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas, o interesse    por indicadores de produtividade (n&uacute;mero de publica&ccedil;&otilde;es)    e de visibilidade (n&uacute;mero de cita&ccedil;&otilde;es) disseminou-se, sendo    amplamente utilizados na maior parte dos pa&iacute;ses. No Brasil, esse processo    n&atilde;o foi diferente; as principais ag&ecirc;ncias t&ecirc;m se apropriado    desses indicadores tanto para divulgar e estimar o desempenho da ci&ecirc;ncia    brasileira assim como para dar suporte a modelos de avalia&ccedil;&atilde;o    individuais e institucionais, como no caso dos programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o.    Este texto pretende contextualizar a cientometria nos mecanismos de monitoramento    da ci&ecirc;ncia, assim como dar um panorama das principais caracter&iacute;sticas    da ci&ecirc;ncia brasileira, apontadas em diferentes estudos cientom&eacute;tricos    e, por fim, discutir as limita&ccedil;&otilde;es das principais bases informacionais    que t&ecirc;m servido de fonte para estudos dessa natureza.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b>    cientometria, ci&ecirc;ncia brasileira, bases informacionais.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Devising and organizing    mechanisms to evaluate and monitor scientific activities has become a routine    practice among many research support institutions in developed countries since    the 1960s. It can be noted that, along with peer-review procedures, the performance    of science and of scientists has turned out to be measured and evaluated by    means of objective parameters, and many of them fall within the scope of the    studies of Scientometry. Throughout decades, the interest in indicators of producti-vity    (number of publications) and of visibility (number of citations) has spread,    and they are largely used in most countries. Such process was no different in    Brazil: the main agencies have made use of those indicators to make public and    estimate the performance of Brazilian science, and also to provide support to    models for evalua-ting individuals and institutions, as is the case with the    graduate programs. This text aims at placing Scientometry into the context of    mechanisms of science monitoring, as well as providing a panorama of the main    characteristics of Brazilian science, pointed out in many scientometric studies.    Finally, it discusses the limitations of the main information bases which have    been served a source for studies of this nature.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b>    Scientometry, Brazilian science, information bases.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>A CI&Ecirc;NCIA    E OS MECANISMOS</b> </font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>DE    MONITORAMENTO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A avalia&ccedil;&atilde;o    e monitoramento da atividade cient&iacute;fica n&atilde;o &eacute; algo recente    e ocorre, nos dias atuais, em dois formatos: a avalia&ccedil;&atilde;o pelos    pares e a avalia&ccedil;&atilde;o por indicadores de desempenho.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Apesar de todas    as cr&iacute;ticas (Shatz, 2004), a avalia&ccedil;&atilde;o pelos pares &eacute;    o mecanismo de avalia&ccedil;&atilde;o da atividade cient&iacute;fica mais antigo    e que perpetua at&eacute; os dias atuais. Suas origens est&atilde;o no interior    da pr&oacute;pria atividade, quando os cientistas, num dado momento, perceberam    a necessidade de organizar e avaliar os manuscritos submetidos para as ainda    escassas revistas cient&iacute;ficas que circulavam. V&aacute;rios s&atilde;o    os autores (Zuckerman &amp; Merton, 1971; Bozeman, 1993; Hames, 2007) que apontam    a Royal Society of London como a institui&ccedil;&atilde;o que iniciou esse    movimento, ao criar, por volta dos anos 1790, as figuras do editor e dos avaliadores    dos manuscritos submetidos para sua revista, o <i>Philosophical Transactions    of the Royal Society</i>. Aos poucos, essa pr&aacute;tica foi se difundindo    para outras sociedades e academias de ci&ecirc;ncia que a incorporaram na rotina    de suas revistas, mas sem qualquer preocupa&ccedil;&atilde;o em seguir um formato,    um padr&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foi preciso mais    de um s&eacute;culo para que o processo de avalia&ccedil;&atilde;o pelos pares    se difundisse de fato entre as &aacute;reas e pa&iacute;ses. Para Hames (2007),    dois fatores permitiram a dissemina&ccedil;&atilde;o dessa pr&aacute;tica ap&oacute;s    a Segunda Guerra Mundial: 1) a demanda crescente para publica&ccedil;&atilde;o,    o que for&ccedil;ou as revistas a utilizarem um mecanismo avaliativo para selecionar    quais manuscritos deveriam publicar; e 2) com a especializa&ccedil;&atilde;o    das &aacute;reas, ap&oacute;s os anos de 1960, os editores n&atilde;o puderam    mais responder por tantas &aacute;reas e tem&aacute;ticas, exigindo, assim,    outros especialistas para revisar os manuscritos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O segundo e mais    recente mecanismo de monitoramento da atividade cient&iacute;fica, a avalia&ccedil;&atilde;o    por indicadores de desempenho, &eacute; concebido nos anos de 1960, em um cen&aacute;rio    onde o n&uacute;mero cada vez maior de cientistas competia avidamente por recursos    para C&amp;T cada vez mais escassos. Exatamente sobre esse momento, Velho (1985)    comenta:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">"&#91;...&#93;    tornava-se necess&aacute;rio avaliar e monitorar a atividade cient&iacute;fica    por pelo menos tr&ecirc;s raz&otilde;es: a) para assegurar que a ci&ecirc;ncia    participasse efetivamente na consecu&ccedil;&atilde;o dos objetivos econ&ocirc;micos    e sociais dos diferentes pa&iacute;ses; b) porque a disponibilidade de recursos    para esta atividade &eacute; limitada e obviamente compete com os demais setores    de investimento p&uacute;blico; c) porque o procedimento de deixar a decis&atilde;o    de alocar os recursos para ci&ecirc;ncia exclusivamente com os pr&oacute;prios    participantes dessa atividade deixava muito a desejar".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esse cen&aacute;rio    favoreceu uma s&eacute;rie de iniciativas, especialmente entre especialistas    e analistas de &oacute;rg&atilde;os de fomento de C&amp;T de pa&iacute;ses europeus    e dos EUA, as quais, em oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o    pelos pares, buscavam estabelecer um mecanismo externo de monitoramento e avalia&ccedil;&atilde;o    da ci&ecirc;ncia, com base em crit&eacute;rios objetivos. Assim, logo ap&oacute;s    a Segunda Guerra Mundial, essas iniciativas focaram-se em crit&eacute;rios que    avaliavam a atividade a partir de indicadores de insumos (<i>inputs</i>). Nas    d&eacute;cadas seguintes, o foco passou a ser nos resultados (<i>outputs</i>).    &Eacute; nesse contexto que s&atilde;o organizados semin&aacute;rios e encontros,    os quais resultam na elabora&ccedil;&atilde;o de diversos documentos, tal como    o <i>Manual Frascati</i>, o primeiro documento internacional a propor um conjunto    de indicadores para avaliar e monitorar a atividade cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica    que poderia ser utilizado por diferentes pa&iacute;ses de forma sistem&aacute;tica    e comparativa (Liberal, 2005).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A constru&ccedil;&atilde;o    desses indicadores acontece em um momento em que uma nova &aacute;rea do conhecimento    estava se consolidando, a cientometria. A &aacute;rea, que tem suas origens    no in&iacute;cio do s&eacute;culo XX, se dedica a investigar a ci&ecirc;ncia    e os cientistas a partir de produtos gerados por eles pr&oacute;prios, tais    como patentes, artigos e livros; sobre esses produtos &eacute; poss&iacute;vel    conduzir an&aacute;lises estat&iacute;sticas para investigar perfis e tend&ecirc;ncias    da pr&oacute;pria ci&ecirc;ncia. Tais estudos ganham refor&ccedil;o com a cria&ccedil;&atilde;o    de bases informacionais, reposit&oacute;rios do conhecimento cient&iacute;fico    e tecnol&oacute;gico, de onde era poss&iacute;vel acessar e coletar informa&ccedil;&otilde;es    (padronizadas) sobre produtos ou resultados da atividade cient&iacute;fica.    Assim, rapidamente as bases te&oacute;ricas e os principais objetos de an&aacute;lise    da cientometria se disseminam, sendo incorporados aos processos de formula&ccedil;&atilde;o    de indicadores objetivos, quantitativos, elaborados por &oacute;rg&atilde;os    de governo com o intuito de medir e avaliar a ci&ecirc;ncia de um pa&iacute;s,    de uma &aacute;rea e mesmo de uma comunidade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A cientometria    tem se mostrado cada vez mais um campo cient&iacute;fico multidisciplinar, estabelecendo    elos com v&aacute;rias &aacute;reas e outros campos do conhecimento, incluindo    sociologia, inform&aacute;tica, estat&iacute;stica, lingu&iacute;stica, biblioteconomia,    ci&ecirc;ncias pol&iacute;ticas, etc. (Gl&auml;nzel, 2005). Como consequ&ecirc;ncia,    os estudos originados nesse campo, a maior parte deles conduzida por especialistas    de outras &aacute;reas e campos, aplicam-se a uma variedade de enfoques. Para    Okubo (1997), por exemplo, as informa&ccedil;&otilde;es geradas nos estudos    cientom&eacute;tricos se aplicam a diferentes prop&oacute;sitos, como: aos estudos    da hist&oacute;ria da ci&ecirc;ncia, aos estudos das ci&ecirc;ncias sociais    e &agrave; documenta&ccedil;&atilde;o de peri&oacute;dicos. Mais recentemente,    Schoepflin e Gl&auml;nzel (2001) destacam como principais abordagens e tem&aacute;ticas    desses estudos: 1) teoria, leis e modelos; 2) estudo de casos; 3) novas metodologias    e aplica&ccedil;&otilde;es; 4) indicadores de tecnologia; 5) interface com aspectos    ou tem&aacute;ticas da sociologia da ci&ecirc;ncia; e 6) discuss&otilde;es em    torno de pol&iacute;ticas e gest&atilde;o em C&amp;T.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Seja qual for o    uso, abordagem e/ou prop&oacute;sito, as vari&aacute;veis mais frequentemente    utilizadas nos estudos desses campos s&atilde;o: 1) n&uacute;mero de publica&ccedil;&otilde;es;    2) n&uacute;mero de cita&ccedil;&otilde;es; e 3) n&uacute;mero de coautorias.    A seguir, ser&aacute; apresentada uma breve revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica    dos estudos que investigam a ci&ecirc;ncia brasileira a partir dessas vari&aacute;veis.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>A CI&Ecirc;NCIA    BRASILEIRA E OS ESTUDOS CIENTOM&Eacute;TRICOS</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recentemente uma    extensa mat&eacute;ria (Regalado, 2010) sobre a ci&ecirc;ncia brasileira causou    impacto n&atilde;o apenas &agrave; comunidade cient&iacute;fica do pa&iacute;s,    mas tamb&eacute;m a todos os leitores da prestigiada revista cient&iacute;fica    <i>Science</i>. O texto, intitulado "Brazilian Science: Riding a Gusher", chama    aten&ccedil;&atilde;o para os efeitos positivos que a expans&atilde;o da economia    e as descobertas de petr&oacute;leo poder&atilde;o proporcionar &agrave; pesquisa    brasileira, mas, ao mesmo tempo, aponta para os preju&iacute;zos que o atual    sistema educacional, que &eacute; fraco, pode causar para o pa&iacute;s e para    a atividade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dentre os indicadores    de desempenho da ci&ecirc;ncia brasileira apresentados no texto da <i>Science</i>,    destaca-se o n&uacute;mero de publica&ccedil;&otilde;es em revistas catalogadas    pela base de dados ISI/Thomson Reuters. Os dados, compilados em conjunto pelo    MCT e ISI/Thomson Reuters, indicam que o n&uacute;mero de publica&ccedil;&otilde;es    de autores brasileiros em peri&oacute;dicos catalogados nessa base passou de    6.038, em 1997, para 32.100, em 2007. Tal aumento foi acompanhado tamb&eacute;m    por um aumento na fra&ccedil;&atilde;o que as publica&ccedil;&otilde;es brasileiras    representam nessa base: de 0,8% para 2,7% no mesmo per&iacute;odo. Esse desempenho,    segundo o autor, levou o Brasil a ocupar a 13ª posi&ccedil;&atilde;o mundial    em publica&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas, &agrave; frente da Holanda,    Israel e Su&iacute;&ccedil;a.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Exalta&ccedil;&otilde;es    semelhantes em torno do desempenho cient&iacute;fico brasileiro no cen&aacute;rio    mundial t&ecirc;m sido cada vez mais frequentes, tanto na m&iacute;dia nacional    como na internacional, especializada ou n&atilde;o em temas cient&iacute;ficos    (exemplos: King, 2009; <i>Folha de S. Paulo</i>, 2009; BBC/Brasil).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como visto mais    adiante, os estudos acad&ecirc;micos sobre a ci&ecirc;ncia brasileira, com base    em indicadores cientom&eacute;tricos, se iniciam no final dos anos de 1970.    J&aacute; na d&eacute;cada de 1980 ocorrem as primeiras iniciativas de institutos    e &oacute;rg&atilde;os vinculados aos governos, nas diversas esferas, que pretendiam    divulgar estat&iacute;sticas e indicadores de C&amp;T, tanto de desempenho,    como tamb&eacute;m de recursos humanos e gastos. Esfor&ccedil;os mais recentes,    especialmente do Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (Brasil, 2001;    Brasil, 2002), da Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa do Estado    de S&atilde;o Paulo (Fapesp, 2002; 2005), da Academia Brasileira de Ci&ecirc;ncia    (ABC, 2002) e tamb&eacute;m de institui&ccedil;&otilde;es internacionais, como    a Unesco (2010), apontam para o uso estrat&eacute;gico que uma s&eacute;rie    bem estruturada de indicadores de C&amp;T pode representar seja para conhecer    o setor, seja como instrumento auxiliar para desenhar pol&iacute;ticas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No meio acad&ecirc;mico,    um dos mais recentes estudos foi conduzido, em 2009, por Peter Ingwersen (2009),    que retratou as tend&ecirc;ncias da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica    brasileira de 1981 a 2005. Acompanhando o foco do trabalho pioneiro de Morel    e Morel, Ingwersen tamb&eacute;m tra&ccedil;a compara&ccedil;&otilde;es entre    o desempenho brasileiro e de outros dois pa&iacute;ses, M&eacute;xico e &Aacute;frica    do Sul. Dentre os resultados, o autor destaca que, diferente desses dois pa&iacute;ses,    o perfil da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica brasileira tornou-se mais    global, em termos de tem&aacute;ticas e peri&oacute;dicos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em uma busca na    Internet, &eacute; poss&iacute;vel encontrar algumas centenas de publica&ccedil;&otilde;es    que buscam, a partir dos indicadores cientom&eacute;tricos, entender e identificar    tend&ecirc;ncias e perfis da ci&ecirc;ncia brasileira<a name="top1"></a><a href="#back1"><sup>1</sup></a>.    A maior parte foca na produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica de uma determinada    &aacute;rea e/ou tem&aacute;tica. Dentre essas publica&ccedil;&otilde;es, tamb&eacute;m    se encontram livros e cap&iacute;tulos de livros, especialmente alguns organizados    por &oacute;rg&atilde;os governamentais, tanto da esfera federal como da estadual.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Utilizando alguns    filtros, no Google Acad&ecirc;mico, &eacute; poss&iacute;vel chegar a uma lista    reduzida dessas publica&ccedil;&otilde;es, que est&aacute; apresentada no <a href="/img/revistas/rusp/n89/05q01.jpg">Quadro    1</a>, em que foram inclu&iacute;das somente publica&ccedil;&otilde;es no formato    de artigos publicados em peri&oacute;dicos cient&iacute;ficos nacionais ou internacionais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dos dezesseis trabalhos,    onze foram publicados nesta &uacute;ltima d&eacute;cada, todos t&ecirc;m como    foco a ci&ecirc;ncia brasileira e somente um deles n&atilde;o tem autoria de    brasileiro. Importante tamb&eacute;m notar que a maior parte dos dados apresentados    retrata principalmente o cen&aacute;rio da ci&ecirc;ncia brasileira nos anos    de 1980, um per&iacute;odo em que o pa&iacute;s passou por grande instabilidade    econ&ocirc;mica. Finalmente, com exce&ccedil;&atilde;o do trabalho de Mugnaini    e col. (2004), os demais utilizam dados extra&iacute;dos da base ISI/Thomson.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Todos os estudos    t&ecirc;m car&aacute;ter descritivo, ou seja, buscam essencialmente descrever    caracter&iacute;sticas da ci&ecirc;ncia brasileira a partir de algumas vari&aacute;veis    objetivas, sem que haja qualquer interfer&ecirc;ncia do investigador. J&aacute;    em rela&ccedil;&atilde;o ao foco do trabalho, fica evidente que predominam os    estudos acerca da vari&aacute;vel <i>publica&ccedil;&atilde;o</i>. A &uacute;nica    exce&ccedil;&atilde;o &eacute; o trabalho de autoria de Meneghini e Packer (2006),    que se prop&otilde;e a identificar o n&uacute;cleo de excel&ecirc;ncia da ci&ecirc;ncia    brasileira a partir dos trabalhos brasileiros de maior repercuss&atilde;o, estimada    pelas cita&ccedil;&otilde;es que esses trabalhos receberam.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A seguir, s&atilde;o    apresentados detalhes das dezesseis publica&ccedil;&otilde;es no que tange &agrave;    vari&aacute;vel <i>publica&ccedil;&atilde;o</i>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>CI&Ecirc;NCIA    BRASILEIRA: O QUE DIZEM OS ESTUDOS CIENTOM&Eacute;TRICOS SOBRE AS PUBLICA&Ccedil;&Otilde;ES?</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como resultado    mais frequente em torno da vari&aacute;vel <i>publica&ccedil;&atilde;o</i>,    os estudos apontam para um forte aumento do n&uacute;mero de publica&ccedil;&otilde;es    brasileiras na base do ISI, que tem ampla visibilidade no cen&aacute;rio da    ci&ecirc;ncia mundial. Alguns estudos, no entanto, tamb&eacute;m analisam o    impacto de tal aumento no total das publica&ccedil;&otilde;es da base e identificam    um aumento da fra&ccedil;&atilde;o de participa&ccedil;&atilde;o do Brasil nessa    base (<a href="#q2">Quadro 2</a>). Esse &eacute; o caso dos estudos de Morel    e Morel (1977), Leta e De Meis (1996), Meneghini (1996), Sikka (1997), Chaimovich    (2000), Pinheiro-Machado e Oliveira (2001), Zanotto (2002), Glanzel e col (2006),    Brito Cruz (2007) e De Meis e col. (2007). Todos esses autores apontam um significativo    aumento da parcela de participa&ccedil;&atilde;o brasileira (em termos de n&uacute;mero    de publica&ccedil;&otilde;es) na base do ISI, parcela essa que &eacute; maior    ou menor dependendo do per&iacute;odo de estudo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="q2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rusp/n89/05q02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O trabalho de Morel    e Morel, muito embora indique aumento da fra&ccedil;&atilde;o que as publica&ccedil;&otilde;es    brasileiras representavam na base, foca na contribui&ccedil;&atilde;o do Brasil    na base do ISI a partir do n&uacute;mero de autores. Para essa vari&aacute;vel,    os autores tamb&eacute;m observam um forte aumento: "em n&uacute;meros absolutos,    nossa produ&ccedil;&atilde;o cresceu de 207 autores em 1967 para 988 em 1974.    Nossa posi&ccedil;&atilde;o relativa nesse per&iacute;odo n&atilde;o se alterou    muito: 329º em 1967, 339º em 1968, 32º em 1969, 31º em 1970, 33º em 1971, 32º    em 1972, 31º em 1973 e 29º em 1974".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">J&aacute; Meneghini    (1996), que foca principalmente a vari&aacute;vel coautoria, n&atilde;o apenas    descreve o aumento da participa&ccedil;&atilde;o brasileira na base do ISI,    mas tamb&eacute;m aponta para um forte aumento de publica&ccedil;&otilde;es    realizadas em colabora&ccedil;&atilde;o, especialmente aqueles com parceiros    internacionais. Segundo o autor, haveria, portanto, uma forte rela&ccedil;&atilde;o    entre colabora&ccedil;&atilde;o (expressa pelas coautorias) e fra&ccedil;&atilde;o    da publica&ccedil;&atilde;o na base ISI. Nas palavras de Meneghini: "&#91;...&#93;    <i>the possibility of Brazilian scientists tasting the search of scientific    findings at the frontiers of science is increasing as a function of more international    collaboration</i>".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mugnaini e col.    (2004), ao utilizarem a base Pascal, indicam que "entre 1991 e 2000, houve um    aumento de cerca de 120% da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica brasileira    registrada na base, tendo passado de 2.642 para 5.822 artigos". Os autores sugerem    que tal crescimento est&aacute; associado n&atilde;o apenas a um aumento da    "internacionaliza&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o em C&amp;T" no    per&iacute;odo, mas tamb&eacute;m &agrave; "amplia&ccedil;&atilde;o da cobertura    do n&uacute;mero de revistas indexadas pela base bibliogr&aacute;fica".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Parte dessas 16    publica&ccedil;&otilde;es apresenta a informa&ccedil;&atilde;o sobre as &aacute;reas    de maior destaque na produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica do pa&iacute;s.    Para isso, utilizam, essencialmente, um c&aacute;lculo que tem como base a raz&atilde;o    entre o total de publica&ccedil;&otilde;es da &aacute;rea e o total do pa&iacute;s.    Gl&auml;zel e col. (2006), no entanto, utilizam c&aacute;lculo um pouco mais    complexo, em que o total de publica&ccedil;&otilde;es de uma determinada &aacute;rea    do pa&iacute;s &eacute; normalizado pelo total de &aacute;rea do mundo (a pr&oacute;pria    base), o que permite tra&ccedil;ar compara&ccedil;&otilde;es mais fidedignas    dos desempenhos de &aacute;rea entre diferentes pa&iacute;ses.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Independentemente    do c&aacute;lculo, observa-se certa homogeneidade em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s    &aacute;reas apontadas, pelos diferentes autores, como de melhor destaque e/ou    maior contribui&ccedil;&atilde;o. Nesse caso, as &aacute;reas mais apontadas    s&atilde;o as ci&ecirc;ncias biom&eacute;dicas, f&iacute;sica, ci&ecirc;ncias    biol&oacute;gicas e agr&aacute;rias. Pa&iacute;ses com melhor desempenho nessas    &aacute;reas s&atilde;o classificados como pa&iacute;ses que seguem o modelo    "bio-ambiental". Tal classifica&ccedil;&atilde;o, proposta em 1997, est&aacute;    descrita no 2<sup>nd</sup> European Report on S&amp;T Indicators (Reist-2, 1997).    Importante tamb&eacute;m notar que as &aacute;reas que aparecem como as de melhor    desempenho foram a base da constru&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia brasileira    (Schwartzman, 2001).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Vale a pena mencionar    a an&aacute;lise competente conduzida por Meneghini e Packer (2006), que indicou    a medicina como a &aacute;rea mais frequente entre as 37 publica&ccedil;&otilde;es    brasileiras mais citadas (cita&ccedil;&atilde;o <u>&gt;</u> 250). Nesse reduzido    universo, por&eacute;m de maior visibilidade e/ou impacto, os autores identificaram    dezoito publica&ccedil;&otilde;es cuja &aacute;rea principal era medicina. Finalmente,    o peso da medicina na produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica brasileira foi    tamb&eacute;m notado por Mugnaini e col. (2004), os quais, diferente dos demais    estudos, utilizaram a base de dados Pascal, cuja cobertura prioriza publica&ccedil;&otilde;es    das ci&ecirc;ncias naturais e tecnol&oacute;gicas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Interessante &eacute;    o fato de que, segundo Gl&auml;nzel e col. (2006), a medicina &eacute; uma das    &aacute;reas de menor desempenho no Brasil (vari&aacute;vel <i>publica&ccedil;&otilde;es</i>)    quando comparada ao restante da base.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por fim, como &uacute;ltimo    item de an&aacute;lise, seis dos dezesseis estudos destacam o forte papel das    universidades p&uacute;blicas brasileiras como principais institui&ccedil;&otilde;es    da pesquisa brasileira. Tal desempenho contrasta com a baixa participa&ccedil;&atilde;o    do setor privado, como descrevem Velloso e col. (2004) e Leta e col. (2006).    Como resultado mais evidente desses trabalhos aparece a Universidade de S&atilde;o    Paulo (USP) como a institui&ccedil;&atilde;o que mais contribui para a produ&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica brasileira, indexada na base do ISI. A soma das publica&ccedil;&otilde;es    da USP (aquelas que apresentam pelo menos um endere&ccedil;o de autor filiado    &agrave; USP) representa cerca de &#188; das publica&ccedil;&otilde;es totais    do pa&iacute;s. O papel de principal institui&ccedil;&atilde;o de pesquisa do    pa&iacute;s &eacute; resultado de pelo menos dois fatores: a concep&ccedil;&atilde;o    que estava por tr&aacute;s da cria&ccedil;&atilde;o da USP, que nasce como a    primeira universidade de pesquisa do pa&iacute;s, e o forte e cont&iacute;nuo    investimento que &eacute; concedido &agrave; institui&ccedil;&atilde;o pela    ag&ecirc;ncia Fapesp, que permitiu (permite) o fortalecimento e consolida&ccedil;&atilde;o    da atividade seja em termos de infraestrutura, seja em termos de forma&ccedil;&atilde;o    de pessoal qualificado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Unicamp e UFRJ    s&atilde;o as duas institui&ccedil;&otilde;es que aparecem logo abaixo da USP,    cada uma com participa&ccedil;&atilde;o que varia entre 8 e 10% do total brasileiro,    dependendo do per&iacute;odo estudado.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>CRESCIMENTO    DA CI&Ecirc;NCIA BRASILEIRA NO CEN&Aacute;RIO INTERNACIONAL: UMA QUEST&Atilde;O    DE COBERTURA DAS BASES?</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nos &uacute;ltimos    anos a ci&ecirc;ncia brasileira ganhou repercuss&atilde;o no cen&aacute;rio    nacional e internacional. Muito embora diversos pesquisadores brasileiros tenham    recebido importantes premia&ccedil;&otilde;es internacionais nos &uacute;ltimos    anos<a name="top2"></a><a href="#back2"><sup>2</sup></a>, &eacute; o crescimento    da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica brasileira nas bases informacionais    internacionais que tem levado a ci&ecirc;ncia brasileira &agrave; m&iacute;dia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; importante,    no entanto, considerar tal desempenho como um resultado do modelo de avalia&ccedil;&atilde;o    dos pesquisadores brasileiros, implantado nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas    pela Capes. Esse modelo tende a priorizar o cumprimento de padr&otilde;es internacionais,    estimulando e valorizando a comunica&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica publicada    em peri&oacute;dicos de alto impacto e de visibilidade internacional. Por outro    lado, &eacute; tamb&eacute;m importante considerar a possibilidade de esse crescimento    ser um reflexo das din&acirc;micas de inclus&atilde;o e exclus&atilde;o de peri&oacute;dicos    das bases informacionais. Um mecanismo cont&iacute;nuo das bases de dados, o    qual visa equalizar a rela&ccedil;&atilde;o entre m&uacute;ltiplos fatores:    demanda crescente pela inclus&atilde;o de novos peri&oacute;dicos, desempenho    dos peri&oacute;dicos j&aacute; inclu&iacute;dos na base e limita&ccedil;&atilde;o    f&iacute;sica das bases, dentre outros (Garfield, 1990; Testa, 1998). Por diversos    interesses, essa rela&ccedil;&atilde;o dificilmente se mostrar&aacute; a favor    de uma cobertura mais equilibrada de peri&oacute;dicos no que tange ao pa&iacute;s    de origem, &agrave; l&iacute;ngua e &agrave; &aacute;rea do peri&oacute;dico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim, considerando-se    a cobertura das principais bases informacionais da literatura cient&iacute;fica    internacional, com car&aacute;ter multidisciplinar, &eacute; poss&iacute;vel    afirmar que o crescimento da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica ocorreu    por uma maior inser&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia brasileira em ve&iacute;culos    internacionais? Ou ser&aacute; que esse processo foi resultado de uma maior    inser&ccedil;&atilde;o de peri&oacute;dicos brasileiros nas bases? Ou ainda    outro motivo ou um conjunto deles &eacute; respons&aacute;vel por esse processo?</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como tentativa    de obter respostas para essas indaga&ccedil;&otilde;es, algumas informa&ccedil;&otilde;es    sobre a produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica em peri&oacute;dicos indexados    por duas bases, Web of Science (WoS), da ISI/Thomson, e Scopus, da Elsevier,    foram coletadas<a name="top3"></a><a href="#back3"><sup>3</sup></a>. As informa&ccedil;&otilde;es    sobre total de publica&ccedil;&otilde;es, publica&ccedil;&otilde;es no formato    artigo original, idioma da publica&ccedil;&atilde;o e peri&oacute;dicos centrais    s&atilde;o analisadas em nove bi&ecirc;nios, que se iniciam em 1969 e 70 e se    referem aos totais 176.964 e 168.005 de publica&ccedil;&otilde;es indexadas    nas bases da Scopus e da WoS, respectivamente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A <a href="/img/revistas/rusp/n89/05f01.jpg">Figura    1</a> mostra a evolu&ccedil;&atilde;o, nas duas bases, das publica&ccedil;&otilde;es    que cont&ecirc;m pelo menos um autor com endere&ccedil;o no Brasil, que cresce    com a mesma tend&ecirc;ncia em ambas as bases. Importante notar que h&aacute;    diferen&ccedil;a na cobertura das duas bases: a WoS cobre um n&uacute;mero maior    de publica&ccedil;&otilde;es brasileiras at&eacute; os anos de 1990; depois    disso, a Scopus assume esse papel. Nos anos mais recentes, a Scopus catalogou    77.122 publica&ccedil;&otilde;es brasileiras, enquanto a WoS 70.623, uma diferen&ccedil;a    que est&aacute; pr&oacute;xima dos 10%.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com base na <a href="/img/revistas/rusp/n89/05f01.jpg">Figura    1</a>, foi poss&iacute;vel investigar tr&ecirc;s crit&eacute;rios: formato em    artigo original e idioma da publica&ccedil;&atilde;o, que permitem entender    para qual p&uacute;blico essas publica&ccedil;&otilde;es est&atilde;o destinadas    (<a href="#t1">Tabela 1</a>) e o pa&iacute;s de origem dos peri&oacute;dicos    (<a href="/img/revistas/rusp/n89/05t02.jpg">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rusp/n89/05t01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sobre o formato    da publica&ccedil;&atilde;o, &eacute; importante lembrar que, ao longo dos poucos    s&eacute;culos de institucionaliza&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia moderna,    a comunica&ccedil;&atilde;o escrita entre os cientistas tem se mantido em cont&iacute;nua    atualiza&ccedil;&atilde;o e mudan&ccedil;a. Cartas e livros j&aacute; foram    os principais meios de divulga&ccedil;&atilde;o de novos conhecimentos. Mas,    pelo menos desde o s&eacute;culo XVII, essa fun&ccedil;&atilde;o passou a ser    dos artigos originais (<i>papers</i>), publicados pelas revistas cient&iacute;ficas.    &Eacute; poss&iacute;vel, assim, observar que os artigos originais representam    a maior parcela da publica&ccedil;&atilde;o brasileira indexada nas duas bases.    Nos anos mais recentes, os artigos representam cerca de 80% do total de publica&ccedil;&atilde;o    brasileira. Mas essa &eacute; uma fra&ccedil;&atilde;o que oscila de forma significativa,    especialmente na base Scopus.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como n&atilde;o    h&aacute; dados semelhantes para outros pa&iacute;ses, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel    afirmar que essa seja uma tend&ecirc;ncia natural dentro das bases. No entanto,    a se desconsiderar o volume de publica&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o se constituem    em publica&ccedil;&atilde;o de novo conhecimento, deve-se esperar que o crescimento    da ci&ecirc;ncia brasileira nessas bases ocorra num ritmo e velocidade menores    do que o que vem sendo divulgado atualmente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outra informa&ccedil;&atilde;o    coletada refere-se ao idioma da publica&ccedil;&atilde;o. Inicialmente, os idiomas    da ci&ecirc;ncia eram o latim e o italiano, mas aos poucos foram cedendo lugar    para outras l&iacute;nguas at&eacute; a consolida&ccedil;&atilde;o do ingl&ecirc;s    como a l&iacute;ngua franca da ci&ecirc;ncia (Meadows, 1974). Segundo Crystal    (2003), esse fato tem suas origens no papel de dominador que o imp&eacute;rio    brit&acirc;nico exerceu nos &uacute;ltimos s&eacute;culos assim como no papel    de grande pot&ecirc;ncia econ&ocirc;mica e militar que os Estados Unidos assumem    no p&oacute;s-Segunda Guerra Mundial. &Eacute;, portanto, inquestion&aacute;vel    a presen&ccedil;a cada vez mais forte da l&iacute;ngua inglesa como componente    fundamental na ci&ecirc;ncia global. Assim, ter o dom&iacute;nio de uma l&iacute;ngua    universal &eacute; requisito para fazer parte desse universo, a ci&ecirc;ncia    central (Filgueiras, 2001). De fato, segundo Van Leeuwen e col. (2001), de cada    100 peri&oacute;dicos indexados na base Thomson/ISI, 95 s&atilde;o escritos    em ingl&ecirc;s.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A maior parte da    ci&ecirc;ncia brasileira est&aacute; escrita na l&iacute;ngua franca, no ingl&ecirc;s.    Com algumas varia&ccedil;&otilde;es, &eacute; poss&iacute;vel observar que cerca    de 80% das publica&ccedil;&otilde;es brasileiras est&atilde;o em ingl&ecirc;s.    Isso lhes garante maior visibilidade, uma vez que aumentam as chances de que    pesquisadores de diferentes pa&iacute;ses tenham interesse e consigam ler seus    trabalhos. Chama aten&ccedil;&atilde;o, no entanto, o percentual de publica&ccedil;&otilde;es    que est&atilde;o escritas em outros idiomas: 19,7% e 25% escritas em portugu&ecirc;s    no &uacute;ltimo bi&ecirc;nio (dados n&atilde;o apresentados). Muito embora    essas publica&ccedil;&otilde;es estejam catalogadas em duas bases internacionais,    n&atilde;o apenas visibilidade, mas a leitura e a compreens&atilde;o desses    trabalhos ficam comprometidas uma vez que n&atilde;o est&atilde;o escritos no    idioma "oficial" da ci&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Finalmente, um    terceiro e &uacute;ltimo dado coletado e que caracteriza as publica&ccedil;&otilde;es    brasileiras, nestas bases, foi o pa&iacute;s de origem dos peri&oacute;dicos    (<a href="/img/revistas/rusp/n89/05t02.jpg">Tabela 2</a>). Para esta an&aacute;lise, optou-se    por focar a distribui&ccedil;&atilde;o e origem dos peri&oacute;dicos centrais    ou <i>core journals</i>, que s&atilde;o aqueles em que est&aacute; publicado    1/3 da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica<a name="top4"></a><a href="#back4"><sup>4</sup></a>.    Para uma determinada &aacute;rea do conhecimento, as publica&ccedil;&otilde;es    contidas nesse conjunto de peri&oacute;dicos expressam o n&uacute;cleo central    da &aacute;rea. Para uma institui&ccedil;&atilde;o ou para um pa&iacute;s, elas    expressam os caminhos centrais por onde passam seus esfor&ccedil;os cient&iacute;ficos.    Considerando, portanto, esta premissa, foram analisadas as publica&ccedil;&otilde;es    da WoS e da Scopus. Para ambas as bases, &eacute; poss&iacute;vel observar um    aumento significativo desses peri&oacute;dicos. Na WoS, o n&uacute;mero de peri&oacute;dicos    centrais passou de 1, no bi&ecirc;nio 1969-70, para 97, no bi&ecirc;nio 2009-10;    j&aacute; na Scopus, esse aumento foi de 11 para 160, no mesmo per&iacute;odo.    Assim, como uma primeira conclus&atilde;o, a ci&ecirc;ncia brasileira, ao longo    dos anos, deixou de ser concentrada, ganhou novos espa&ccedil;os provavelmente    tamb&eacute;m novos p&uacute;blicos, nova audi&ecirc;ncia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A esse respeito,    &eacute; poss&iacute;vel inferir que, sobre os 33% da produ&ccedil;&atilde;o    brasileira indexada nas duas bases, os novos espa&ccedil;os de divulga&ccedil;&atilde;o    da produ&ccedil;&atilde;o brasileira parecem ser velhos conhecidos dos pesquisadores    brasileiros. Ao longo do per&iacute;odo, a fra&ccedil;&atilde;o de peri&oacute;dicos    centrais nacionais &eacute; por vezes maior do que a fra&ccedil;&atilde;o internacional.    Para o &uacute;ltimo bi&ecirc;nio, por exemplo, os peri&oacute;dicos centrais    nacionais representam 63,1% e 63,9% do total de peri&oacute;dicos centrais da    Scopus e WoS, respectivamente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A fra&ccedil;&atilde;o    de publica&ccedil;&otilde;es brasileiras em <i>core journals</i> nacionais oscila    nas duas bases, especialmente na WoS. O predom&iacute;nio de peri&oacute;dicos    centrais nacionais no &uacute;ltimo bi&ecirc;nio &eacute; acompanhado pelo aumento    da fra&ccedil;&atilde;o de publica&ccedil;&otilde;es nesses ve&iacute;culos,    que chegou a 71% e 73% na Scopus e na WoS, respectivamente. Assim, al&eacute;m    de serem mais peri&oacute;dicos nacionais respons&aacute;veis pelo 1/3 de publica&ccedil;&otilde;es,    eles tamb&eacute;m concentram a maior parte dessas publica&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Essa constata&ccedil;&atilde;o    leva a mais uma conclus&atilde;o: os novos e recentes espa&ccedil;os conquistados    pela ci&ecirc;ncia brasileira, nas bases de dados internacionais, n&atilde;o    s&atilde;o t&atilde;o novos assim. S&atilde;o caminhos conhecidos internamente,    mas que ganharam visibilidade internacional com a recente indexa&ccedil;&atilde;o    pelas bases.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES    FINAIS</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O processo de institucionaliza&ccedil;&atilde;o    do setor de ci&ecirc;ncia e tecnologia no Brasil bem como de o forma&ccedil;&atilde;o    e expans&atilde;o da comunidade cient&iacute;fica t&ecirc;m suas origens nos    anos de 1950, quando uma s&eacute;rie de iniciativas e a&ccedil;&otilde;es de    governo, baseadas na ideia da ci&ecirc;ncia como "fronteira sem fim"<a name="top5"></a><a href="#back5"><sup>5</sup></a>,    passou a nortear o setor, financiando projetos em todos os campos do conhecimento.    Nesse momento da hist&oacute;ria recente do pa&iacute;s, a meta era investir    na constru&ccedil;&atilde;o de infraestrutura de ci&ecirc;ncia e tecnologia    e, para isso, era necess&aacute;ria a cria&ccedil;&atilde;o de institui&ccedil;&otilde;es    de financiamento, como CNPq e Capes, que s&atilde;o fundadas nesse contexto.    Nas d&eacute;cadas seguintes, uma s&eacute;rie de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas    voltadas para a forma&ccedil;&atilde;o de recursos humanos para o setor (exemplo:    1º Plano Nacional de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o) &eacute; elaborada    enfatizando o papel da universidade como elemento central n&atilde;o apenas    da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, mas da ci&ecirc;ncia brasileira. Como    resultado, observa-se a multiplica&ccedil;&atilde;o, em todo o pa&iacute;s e    nas mais diversas &aacute;reas do conhecimento, dos programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o    que permitiram o avan&ccedil;o e consolida&ccedil;&atilde;o do parque cient&iacute;fico    e tecnol&oacute;gico no pa&iacute;s.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma consequ&ecirc;ncia    natural desse movimento foi o aumento de diversos indicadores associados &agrave;    produ&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica cient&iacute;fica. Assim, foi not&aacute;vel    o aumento no n&uacute;mero de pesquisadores (indicadores de insumo), no n&uacute;mero    de titula&ccedil;&otilde;es, especialmente de doutores (indicadores de processo),    no n&uacute;mero de teses e publica&ccedil;&otilde;es em peri&oacute;dicos (indicadores    de produto). Uma an&aacute;lise recente sobre esses diversos indicadores &eacute;    apresentada por Brito Cruz e Chaimovich (2010).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; incontest&aacute;vel,    por&eacute;m, o crescimento das publica&ccedil;&otilde;es brasileiras nos diversos    formatos e ve&iacute;culos. O crescimento quantitativo desses produtos da ci&ecirc;ncia    &eacute; uma consequ&ecirc;ncia natural desse processo e, mais recentemente,    &eacute; tamb&eacute;m resultado do processo de avalia&ccedil;&atilde;o da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o.    Em muitos casos, para manterem seu <i>status quo</i>, muitos programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o    imp&otilde;em crit&eacute;rios r&iacute;gidos de produtividade para docentes    e discentes. Assim, se por um lado os pesquisadores brasileiros s&atilde;o for&ccedil;ados    a um modelo internacionalizado de ci&ecirc;ncia, no qual se privilegiam tem&aacute;ticas    e ve&iacute;culos de visibilidade internacional, por outro lado, vivem a rotina    do <i>publish or perish</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nesse contexto,    os peri&oacute;dicos nacionais acabam assumindo um papel coadjuvante na divulga&ccedil;&atilde;o    da ci&ecirc;ncia brasileira. Sobre isso, Muller (1995) apresenta uma bela reflex&atilde;o,    na qual a autora chama aten&ccedil;&atilde;o para os efeitos da baixa visibilidade    e de financiamento assim como para os problemas de distribui&ccedil;&atilde;o,    acesso e periodicidade. Assim, n&atilde;o ter um ou todos esses aspectos leva    o peri&oacute;dico a um "c&iacute;rculo vicioso", em que os que nada t&ecirc;m    perdem cada vez mais, n&atilde;o conseguindo entrar no c&iacute;rculo de peri&oacute;dicos    mais prestigiosos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os dados mostrados    aqui revelam, no entanto, que boa parte da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica    brasileira, reconhecida como internacional, est&aacute;, na verdade, em peri&oacute;dicos    nacionais, a maior parte deles indexada recentemente pelas bases. A inclus&atilde;o    ou exclus&atilde;o de um peri&oacute;dico por esss bases &eacute; um processo    complexo e de m&uacute;ltiplos interesses. No caso brasileiro, fica evidente    o papel do projeto SciELO, que, dentre tantos outros aspectos, tem fortalecido    o processo editorial e de publica&ccedil;&atilde;o de centenas de peri&oacute;dicos    brasileiros, o que lhes tem garantido o padr&atilde;o de qualidade necess&aacute;rio    para serem incorporados nas bases internacionais (Meneghini, 2002). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>BIBLIOGRAFIA</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ABC. <i>Science    in Brazil</i>. Rio de Janeiro, Academia Brasileira de Ci&ecirc;ncias, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002082&pid=S0103-9989201100020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BBC/Brasil. "Produ&ccedil;&atilde;o    Cient&iacute;fica do Brasil Ultrapassa a da R&uacute;ssia, Indica Levantamento".    Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2010/01/100127_brasil_russia_ciencia_rw.shtml" target="_blank">http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2010/01/100127_brasil_russia_    ciencia_rw.shtml</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002084&pid=S0103-9989201100020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BOZEMAN, B. "Peer    Review and Evaluation of R&amp;D Impacts", in B. Bozeman; J. Melker (orgs.).    <i>Evaluating R&amp;D Impacts: Methods and Practice</i>. MA &#91;US&#93;, Kluwer    Academic Publishers, 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002086&pid=S0103-9989201100020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BRASIL. Minist&eacute;rio    da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia. <i>Livro Branco: Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e    Inova&ccedil;&atilde;o</i>. Bras&iacute;lia, Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia    e Tecnologia, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002088&pid=S0103-9989201100020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BRITO CRUZ, C.    H. &amp; CHAIMOCH, H. "Brazil", in <i>The Current Status of Science around the    World. Unesco Science Report 2010</i>. Paris, Unesco, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002090&pid=S0103-9989201100020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">CRYSTAL, D. <i>English    as a Global Language</i>. 2<sup>nd</sup> ed. Cambridge, Cambridge University    Press, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002092&pid=S0103-9989201100020000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">FILGUEIRAS, C.    A. "Hist&oacute;ria da Ci&ecirc;ncia e o Objeto de Seu Estudo: Confrontos entre    a Ci&ecirc;ncia Perif&eacute;rica, a Ci&ecirc;ncia Central e a Ci&ecirc;ncia    Marginal", in <i>Qu&iacute;mica Nova</i>, 24 (5), 2001, pp. 709-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002094&pid=S0103-9989201100020000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">FOLHA DE S. PAULO.    "Produ&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica Cresce 56% no Brasil", 2009. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u561181.shtml" target="_blank">http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u561181.shtml</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002096&pid=S0103-9989201100020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">GARFIELD, E. "How    ISI Selects Journals for Coverage: Quantitative and Qualitative Considerations",    in <i>Essays of an Information Scientist</i> (13) 22, 1990, pp. 185-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002098&pid=S0103-9989201100020000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">GL&Auml;NZEL, W.    "Historical Remarks (Chapter 1)", in <i>Bibliometrics as a Research Field -    A Course on Theo-ry and Application of Bibliometric Indicators. Course Script</i>.    2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002100&pid=S0103-9989201100020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">HAMES, I. <i>Peer    Review and Manuscript Management in Scientific Journals: Guidelines for Good    Practice</i>. Malden &#91;USA&#93;, Blackwell Publishing, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002102&pid=S0103-9989201100020000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">INGWERSEN, P. "Brazil    Research in Selected Scientific Areas: Trends 1981-2005", in B. Larsen &amp;    J. Leta (eds.). <i>Proceedings of ISSI 2009 - the 12th International Conference    of the International Society for Scientometrics and Informetrics. Rio de Janeiro,</i>    Bireme/Paho/WHO/Federal University of Rio de Janeiro, 2009, pp. 692-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002104&pid=S0103-9989201100020000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">KING, C. "Brazilian    Science on the Rise" in <i>Science Watch</i>, 2009. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://sciencewatch.com/ana/fea/09julaugFea/" target="_blank">http://sciencewatch.com/ana/fea/09julaugFea/</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002106&pid=S0103-9989201100020000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">LANDI, Francisco    Romeu (coord.). <i>Indicadores de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o    em S&atilde;o Paulo 2001</i>. S&atilde;o Paulo, Fapesp, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002108&pid=S0103-9989201100020000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">________. <i>Indicadores    de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o em S&atilde;o Paulo 2004</i>.    S&atilde;o Paulo, Fapesp, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002110&pid=S0103-9989201100020000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">LIBERAL C. G. "Indicadores    de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia: Conceitos e Elementos Hist&oacute;ricos", in    <i>Ci&ecirc;ncia &amp; Opini&atilde;o</i>, 2 (1/2), 2005, pp. 121-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002112&pid=S0103-9989201100020000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">MEADOWS, A. J.    <i>Communication in Science</i>. London, Butterworths, 1974.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002114&pid=S0103-9989201100020000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">MENEGHINI, R. "O    Projeto SciELO (Scientific Electronic Library On Line) e a Visibilidade da Literatura    Cient&iacute;fica 'Perif&eacute;rica'", in <i>Quimica Nova</i> (26) 2, 2002,    p. 155.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002116&pid=S0103-9989201100020000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">MUELLER, S. "O    C&iacute;rculo Vicioso que Prende os Peri&oacute;dicos Nacionais", in <i>DataGramaZero    - Revista de Ci&ecirc;ncia da Informa&ccedil;&atilde;o</i>, 1995. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.dgz.org.br/dez99/Art_04.htm" target="_blank">http://www.dgz.org.br/dez99/Art_04.htm</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002118&pid=S0103-9989201100020000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">OKUBO, Y. <i>Bibliometric    Indicators and Analysis of Research Systems: Methods and Examples</i>. Paris,    Organisation for Economic Co-operation and Development (OECD), <i>1997</i>,    pp. 1-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002120&pid=S0103-9989201100020000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">REGALADO, A. "Brazilian    Science: Riding a Gusher", in <i>Science</i>, 330 (6009), 2010, pp. 1.306-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002122&pid=S0103-9989201100020000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">REIST-2. <i>The    European Report on Science and Technology Indicators 1997</i>. <i>EUR 17639</i>.    Brussels, European Commission, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002124&pid=S0103-9989201100020000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">SCHOEPFLIN, U.    &amp; GL&Auml;NZEL, W. "An Interdisciplinary Field Represented by its Leading    Journal", in <i>Scientometrics</i>, 50 (2), 2001, pp. 301-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002126&pid=S0103-9989201100020000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">SCHWARTZMAN, S.    <i>Um Espa&ccedil;o para a Ci&ecirc;ncia: Forma&ccedil;&atilde;o da Comunidade    Cient&iacute;fica no Brasil</i>. Bras&iacute;lia, Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia    e Tecnologia, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002128&pid=S0103-9989201100020000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">SHATZ, D. <i>Peer    Review: A Critical Inquiry</i>. Lanham Rowman &amp; Littlefield, MD &#91;US&#93;,    2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002130&pid=S0103-9989201100020000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">SILVA, C. G. &amp;    De MELO, L. C. P. (coords.). <i>Desafio para a Sociedade Brasileira - Livro    Verde</i>. Bras&iacute;lia, Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia/Academia    Brasileira de Ci&ecirc;ncias, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002132&pid=S0103-9989201100020000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">TESTA, J. "A Base    de Dados ISI e seu Processo de Sele&ccedil;&atilde;o de Revistas", in <i>Ci&ecirc;ncia    da Informa&ccedil;&atilde;o</i>, 27 (2), 1998, pp. 233-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002134&pid=S0103-9989201100020000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">UNESCO. Science    Report 2010. <i>The Current Status of Science around the World</i>. Paris, Unesco,    2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002136&pid=S0103-9989201100020000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">VAN LEEUWEN e col.    "Language Biases in the Coverage of the <i>Science Citation Index</i> and its    Consequences for International Comparisons of National Research Performance",    in <i>Scientometrics</i>,51 (1), 2001, pp. 335-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002138&pid=S0103-9989201100020000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">VELHO, L. M. S.    "Como Medir Ci&ecirc;ncia?", in <i>Revista Brasileira de Tecnologia</i>, 16    (1), 1985, pp. 35-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002140&pid=S0103-9989201100020000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ZUCKERMAN, H. Q.    &amp; MERTON, R. K. "Patterns of Evaluation in Science: Institutionalization,    Structure and Functions of the Referee System", in <i>Minerva</i>, 9 (1), 1971,    pp. 66-100.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002142&pid=S0103-9989201100020000500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back1"></a><a href="#top1">1</a>    Na busca na Internet, a partir do motor de busca Google Acad&ecirc;mico, foram    considerados os termos "Brazilian science", "science in Brazil", "ci&ecirc;ncia    no Brasil", "ci&ecirc;ncia brasileira", "produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica",    "produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica brasileira" para os quais foram obtidos    os resultados: 41, 85, 75, 40, 962 e 95 artigos, respectivamente. Para a inclus&atilde;o    no <a href="/img/revistas/rusp/n89/05q01.jpg">Quadro 1</a> foram consideradas: 1) apresentar    indicadores de <i>output</i> da ci&ecirc;ncia brasileira; 2) per&iacute;odo    de an&aacute;lise ser igual ou maior a cinco anos; 3) &ecirc;nfase na ci&ecirc;ncia    brasileira; e 4) estar publicado em peri&oacute;dico. Al&eacute;m disso, publica&ccedil;&otilde;es    em formato de livro e tese n&atilde;o foram inclu&iacute;das.    <br>   <a name="back2"></a><a href="#top2">2</a> Alguns exemplos: Mayana Zatz, docente    da USP, ganhou o Pr&ecirc;mio M&eacute;xico de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia em    2009; Patr&iacute;cia M&eacute;dici, pesquisadora do Instituto de Pesquisas    Ecol&oacute;gicas, ganhou o Golden Ark Award, em 2008; Jerson Silva, docente    da UFRJ, recebeu o pr&ecirc;mio em Biologia da Academia de Ci&ecirc;ncias do    Mundo em Desenvolvimento, em 2005.    <br>   <a name="back3"></a><a href="#top3">3</a> Consultas realizadas no dia 1/12/2010.    Na Scopus, foi utilizado o filtro <i>affiliation</i> igual a "Brasil" OR "Brazil"    mais o filtro <i>publication year</i> igual ao bi&ecirc;nio desejado. Em seguida,    os resultados foram refinados seguindo os crit&eacute;rios de <i>document type</i>,    <i>language</i> e <i>source title</i>. Na WoS, foi utilizado o filtro <i>address</i>    igual ao "Brasil" OR "Brazil" mais o filtro <i>timespan</i> igual ao bi&ecirc;nio    desejado. Em seguida, os resultados foram refinados segundo os crit&eacute;rios    <i>subject &aacute;rea</i>, <i>document type</i>, <i>language</i> e <i>source    title</i>.    <br>   <a name="back4"></a><a href="#top4">4</a> Lei de Bradford, ou Lei de Dispers&atilde;o,    "<i>if scientific journals are arranged in order of decreasing productivity    on a given subject, they may be divided into a nucleus of journals more particularly    devoted to the subject and several groups or zones containing the same number    of articles as thenucleus when the numbers of periodicals in the nucleus and    the succeeding zones will be as 1: b : b&#178; ...</i>" (Gl&auml;nzel, 2005,    p. 6).    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <a name="back5"></a><a href="#top5">5</a> Em 1945, Vannevar Bush apresentou    o estudo intitulado "Science: the Endless Frontier" que norteou o modelo de    desenvolvimento linear, conhecido como <i>science pushed</i> que sintetizou    o posicionamento do governo federal, da ind&uacute;stria, da academia e da sociedade    norte-americana no per&iacute;odo do p&oacute;s-guerra (National Science Foundation,    <i>Science &amp; Engineering Indicators</i>. 2000).</font></p>      ]]></body>
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