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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[As fundações estaduais de amparo à pesquisa e o desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação no Brasil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article presents the international and national scientific scenario, focusing mainly on the trajectory Brazil has taken throughout the years, and on the perspective that can be inferred from the historical approach outlined. It demonstrates that the country cannot rely solely on the success achieved in the last few years as regards the indicator of indexed scientific production. It needs urgently and hastily to reach a new threshold and become a scientific and technological world power. The most recent success cases are presented in a way to demonstrate that it is possible to enhance national competiveness. To do that, we need to have as a basis a serious and consistent policy aimed at valuating the science-technology-innovation trinomial as one of the pillars to ensure the social and economical sustainable development of the country. Such policy demands, among other elements, the effective participation of the state support research foundations. The article presents recommendations that might point the knots to be untied; and also the devising of a strong and long-lasting policy for the national development.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><a name="top"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4">    <b>As funda&ccedil;&otilde;es estaduais de amparo &agrave; pesquisa e o desenvolvimento    da ci&ecirc;ncia, tecnologia e inova&ccedil;&atilde;o no Brasil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Mario Neto Borges</b>    </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Presidente da Funda&ccedil;&atilde;o    de Amparo &agrave; Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig)</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font>  </p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este artigo apresenta    o contexto cient&iacute;fico nacional e internacional com foco na trajet&oacute;ria    pavimentada ao longo dos anos no Brasil e na perspectiva que pode ser inferida    a partir do hist&oacute;rico tra&ccedil;ado. Demonstra-se que o pa&iacute;s    n&atilde;o pode mais depender apenas do sucesso alcan&ccedil;ado nos &uacute;ltimos    anos no indicador de produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica indexada. Precisa,    urgentemente e de forma &aacute;gil, mudar de patamar e se transformar numa    pot&ecirc;ncia cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica mundial. Os casos de sucesso    mais recentes s&atilde;o apresentados para demonstrar que &eacute; poss&iacute;vel    melhorar a competitividade nacional com base numa pol&iacute;tica s&eacute;ria    e consistente de valoriza&ccedil;&atilde;o do trin&ocirc;mio ci&ecirc;ncia,    tecnologia e inova&ccedil;&atilde;o como um dos pilares para garantir o desenvolvimento    social e econ&ocirc;mico sustent&aacute;vel do pa&iacute;s. Essa pol&iacute;tica    requer, entre outros elementos, a participa&ccedil;&atilde;o efetiva das funda&ccedil;&otilde;es    estaduais de amparo &agrave; pesquisa. O artigo apresenta recomenda&ccedil;&otilde;es    que poder&atilde;o, por um lado, indicar os gargalos a serem resolvidos e, por    outro, ajudar a elabora&ccedil;&atilde;o de uma pol&iacute;tica robusta e perene    para o desenvolvimento nacional.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave</b>:    produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, ci&ecirc;ncia, tecnologia, educa&ccedil;&atilde;o,    inova&ccedil;&atilde;o.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font>  </p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">This article presents    the international and national scientific scenario, focusing mainly on the trajectory    Brazil has taken throughout the years, and on the perspective that can be inferred    from the historical approach outlined. It demonstrates that the country cannot    rely solely on the success achieved in the last few years as regards the indicator    of indexed scientific production. It needs urgently and hastily to reach a new    threshold and become a scientific and technological world power. The most recent    success cases are presented in a way to demonstrate that it is possible to enhance    national competiveness. To do that, we need to have as a basis a serious and    consistent policy aimed at valuating the science-technology-innovation trinomial    as one of the pillars to ensure the social and economical sustainable development    of the country. Such policy demands, among other elements, the effective participation    of the state support research foundations. The article presents recommendations    that might point the knots to be untied; and also the devising of a strong and    long-lasting policy for the national development.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords</b>:    scientific production, science, technology, education, innovation.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A ci&ecirc;ncia    come&ccedil;ou a ser forjada pela civiliza&ccedil;&atilde;o ocidental h&aacute;    dois mil e quinhentos anos. Pit&aacute;goras iniciava, na Gr&eacute;cia antiga,    o processo de quantificar, interpretar, imaginar. Cento e cinquenta anos depois    Arist&oacute;teles, por sua proemin&ecirc;ncia e pelo seu dom de fazer descobertas,    aprofundava o conhecimento do mundo existente e criava uma forma de ci&ecirc;ncia.    A ci&ecirc;ncia de Arist&oacute;teles subsistiu durante dois mil anos e foi    ensinada e debatida nos grandes centros de conhecimento como Oxford, Paris e    Frankfurt (White, 2003).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Muita coisa mudou    e, especialmente na segunda metade do s&eacute;culo passado, ap&oacute;s a Segunda    Guerra Mundial, a ci&ecirc;ncia passou a ser vista associada com a tecnologia.    O dom&iacute;nio da ci&ecirc;ncia e da tecnologia era a garantia de soberania    para os povos e na&ccedil;&otilde;es que dominavam o conhecimento. Ao final    do s&eacute;culo e, em particular, no in&iacute;cio deste, o bin&ocirc;mio j&aacute;    era insuficiente para satisfazer &agrave;s demandas da sociedade e para garantir    o pleno desenvolvimento dos pa&iacute;ses num cen&aacute;rio altamente competitivo.    Forma-se ent&atilde;o o trip&eacute;: ci&ecirc;ncia, tecnologia e inova&ccedil;&atilde;o    - CT&amp;I. Por tr&aacute;s, como for&ccedil;a propulsora, a necessidade de    expandir as fronteiras do conhecimento, agregar novidades e assegurar seu impacto    na melhoria da qualidade de vida da sociedade moderna.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quanto &agrave;    produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento cient&iacute;fico, podemos considerar    a &uacute;ltima d&eacute;cada como um momento positivo para o Brasil. Isso &eacute;    atestado pelos indicadores cient&iacute;ficos de produ&ccedil;&atilde;o de artigos,    em peri&oacute;dicos indexados, que cresceu de forma exponencial nos &uacute;ltimos    dez anos. Isso gra&ccedil;as aos investimentos perenes na p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o    nos &uacute;ltimos cinquenta anos feitos pela Capes e pelo CNPq. Esse &iacute;ndice    j&aacute; atinge a marca de 2,7% da produ&ccedil;&atilde;o mundial conforme    publicado na revista <i>Science</i> (3/12/10, issue 6009, pp. 1.237-440).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No entanto, falta    ainda avan&ccedil;ar no sentido de transformar esses &iacute;ndices de produ&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica em indicadores de desenvolvimento tecnol&oacute;gico e inova&ccedil;&atilde;o.    O Brasil s&oacute; ser&aacute; desenvolvido, econ&ocirc;mica e socialmente,    quando tiver uma s&oacute;lida e robusta plataforma n&atilde;o s&oacute; cient&iacute;fica,    mas tamb&eacute;m tecnol&oacute;gica e de inova&ccedil;&atilde;o. Exemplos n&atilde;o    faltam na Europa, Am&eacute;rica do Norte e &Aacute;sia demonstrando que, ao    investir em ci&ecirc;ncia e tecnologia, os pa&iacute;ses mudaram o patamar de    qualidade de vida de suas sociedades. O mundo moderno incentiva e persegue a    inova&ccedil;&atilde;o em suas pesquisas e em suas tecnologias. N&atilde;o pode    ser diferente no Brasil. A vis&atilde;o de futuro das nossas ag&ecirc;ncias    de fomento levou o pa&iacute;s a se debru&ccedil;ar sobre a inova&ccedil;&atilde;o    como elemento essencial para diminuir esse, ainda preocupante, fosso que nos    separa dos pa&iacute;ses plenamente desenvolvidos. Nesse contexto o pa&iacute;s    n&atilde;o pode prescindir da contribui&ccedil;&atilde;o das funda&ccedil;&otilde;es    estaduais de amparo &agrave; pesquisa - FAPs.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>HIST&Oacute;RICO    NACIONAL</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A hist&oacute;ria    da ci&ecirc;ncia no Brasil e, em particular, do fomento &agrave; ci&ecirc;ncia    &eacute; muito recente e tem pouco mais de meio s&eacute;culo. Comparado ao    contexto mundial, especialmente o europeu, cuja hist&oacute;ria &eacute; milenar,    apresenta uma realidade que precisa ser bem equacionada se se deseja colocar    o pa&iacute;s entre as pot&ecirc;ncias produtoras de conhecimento. Logo no in&iacute;cio    da d&eacute;cada de 50, o Brasil cria suas principais ag&ecirc;ncias de fomento:    a Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de N&iacute;vel    Superior - Capes e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico    e Tecnol&oacute;gico - CNPq. Essas iniciativas seriam respons&aacute;veis pelo    crescimento da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o e da ci&ecirc;ncia e tecnologia    e - consequentemente - por grande parte do sucesso que hoje o pa&iacute;s apresenta    no cen&aacute;rio internacional no que diz respeito &agrave; produ&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O pilar b&aacute;sico    do desenvolvimento cien-t&iacute;fico e tecnol&oacute;gico de qualquer sociedade    est&aacute; na forma&ccedil;&atilde;o de pesquisadores e cientistas. No Brasil,    as bolsas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, para incentivar a forma&ccedil;&atilde;o    de mestres e doutores, fazem parte do universo acad&ecirc;mico, sendo fundamental    para o incremento da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fico-tecnol&oacute;gica    e o sucesso da ci&ecirc;ncia nacional. Al&eacute;m dos benef&iacute;cios pr&aacute;ticos,    a bolsa cumpre o papel de formar pesquisadores e tem a fun&ccedil;&atilde;o    de despertar a voca&ccedil;&atilde;o para a ci&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A <a href="#t1">Tabela    1</a> apresenta os dados da forma&ccedil;&atilde;o de mestres e doutores num    intervalo de dez anos. Os dados mostram que houve um crescimento de mais de    duas vezes no n&uacute;mero de concluintes de mestrado e doutorado. Absorvidos    principalmente pelas universidades e centros de pesquisa, esses cientistas foram    respons&aacute;veis pelo aumento expressivo da produ&ccedil;&atilde;o indexada    nacional.</font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rusp/n89/12t01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O Brasil &eacute;    hoje o 13º pa&iacute;s produtor de ci&ecirc;ncia do mundo sendo respons&aacute;vel    por 2,7% de toda a produ&ccedil;&atilde;o mundial indexada. Isso representa    um avan&ccedil;o significativo se se considerar que nesse intervalo houve um    crescimento exponencial no n&uacute;mero de publica&ccedil;&otilde;es. Isso    significa que a produ&ccedil;&atilde;o nacional de artigos indexados cresce    mais rapidamente que nos outros pa&iacute;ses, conforme demonstra a <a href="#f1">Figura    1</a>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rusp/n89/12f01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Vale ressaltar    que esse crescimento se deu numa velocidade maior do que a de outros pa&iacute;ses    importantes como Su&eacute;cia, Su&iacute;&ccedil;a, R&uacute;ssia e Holanda,    que foram ultrapassados pelo Brasil. Acelerar ainda mais a produ&ccedil;&atilde;o    nacional e direcion&aacute;-la para &aacute;reas estrat&eacute;gicas de import&acirc;ncia    para o desenvolvimento pa&iacute;s &eacute; uma das recomenda&ccedil;&otilde;es    deste artigo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esse avan&ccedil;o    se deve tamb&eacute;m ao maior volume de recursos disponibilizados para que    esses pesquisadores, formados em n&uacute;meros crescentes, tenham podido executar    seus projetos de pesquisa. Recursos esses provenientes, principalmente, dos    fundos setoriais criados nos anos 2000. Deve-se considerar tamb&eacute;m os    investimentos feitos pelos estados a partir da cria&ccedil;&atilde;o de suas    funda&ccedil;&otilde;es de amparo &agrave; pesquisa - FAPs, que contribu&iacute;ram    para o crescimento da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica nacional.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; preciso    destacar que as FAPs, que hoje totalizam 23 institui&ccedil;&otilde;es em atividade,    t&ecirc;m aportado recursos expressivos na ci&ecirc;ncia nacional. Algumas,    como a Fapesp e a Fapergs, j&aacute; contabilizam mais de 40 anos de exist&ecirc;ncia;    a Faperj e a Fapemig j&aacute; t&ecirc;m 30 e 25 anos de cria&ccedil;&atilde;o    respectivamente. Com uma capilaridade sem precedentes e atuando em todas as    regi&otilde;es do pa&iacute;s, as FAPs nestes &uacute;ltimos 3 anos t&ecirc;m    investido recursos da mesma ordem daqueles executados pelo CNPq no mesmo per&iacute;odo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Se, por um lado,    os indicadores de produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica d&atilde;o destaque    ao pa&iacute;s, por outro lado, os resultados advindos da transforma&ccedil;&atilde;o    dessa ci&ecirc;ncia em desenvolvimento tecnol&oacute;gico e inova&ccedil;&atilde;o    s&atilde;o ainda constrangedores. Os indicadores de propriedade intelectual,    sejam eles marcas, patentes, cultivares, programas de computador ou desenhos    industriais, est&atilde;o muito aqu&eacute;m do necess&aacute;rio para garantir    ao pa&iacute;s uma condi&ccedil;&atilde;o de gera&ccedil;&atilde;o de riqueza    interna e competitividade no cen&aacute;rio internacional. No caso de patentes    depositadas nos Estados Unidos, para ficar apenas num exemplo, o Brasil det&eacute;m    apenas 0,2% do total. A <a href="#f2">Figura 2</a> apresenta os indicadores    socioecon&ocirc;micos e de CT&amp;I do Brasil em rela&ccedil;&atilde;o ao mundo    em valores percentuais (Borges e Vilela, 2010).</font></p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/rusp/n89/12f02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ciente da necessidade    de corrigir essa discrep&acirc;ncia, o pa&iacute;s criou no final da d&eacute;cada    de 70 a Financiadora de Estudos e Projetos - Finep. Atualmente a Finep, como    secretaria-executiva do Fundo Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico    e Tecnol&oacute;gico - FNDCT, se autodenomina ag&ecirc;ncia de inova&ccedil;&atilde;o.    Muitos programas e a&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m sido concebidos para fomentar    a inova&ccedil;&atilde;o desde ent&atilde;o, mas este &eacute; um desafio herc&uacute;leo    que o Brasil ainda tem que enfrentar.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>PANORAMA INTERNACIONAL</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O cen&aacute;rio    internacional aponta para uma realidade em que a competi&ccedil;&atilde;o internacional    se d&aacute; - cada vez mais - pelo dom&iacute;nio do conhecimento. O desenvolvimento    sustent&aacute;vel, neste s&eacute;culo do conhecimento, &eacute; baseado na    gera&ccedil;&atilde;o de riqueza com lastro que, por sua vez, necessariamente    depende da ci&ecirc;ncia, tecnologia e inova&ccedil;&atilde;o. Com base nessa    premissa e no fato de que quem produz ci&ecirc;ncia, tecnologia e inova&ccedil;&atilde;o    s&atilde;o os pesquisadores e cientistas, fica caracterizada a necessidade de    o pa&iacute;s ainda investir mais - e de forma estrat&eacute;gica - na forma&ccedil;&atilde;o    de pesquisadores.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Se por um lado    essa forma&ccedil;&atilde;o de mestres e doutores &eacute; um dos bons resultados    que o pa&iacute;s apresenta, verifica-se no cen&aacute;rio internacional que    o n&uacute;mero de pesquisadores por habitantes &eacute; ainda muito baixo no    Brasil. A <a href="#f3">Figura 3</a> mostra na vertical o n&uacute;mero de pesquisadores    por mil habitantes e na horizontal o Produto Interno Bruto - PIB <i>per capita</i>.    Em destaque, o Brasil, a Coreia do Sul, o Jap&atilde;o e os Estados Unidos.    Verifica-se que o Brasil apresenta 0,5 pesquisador por 1.000 habitantes enquanto    a Coreia do Sul apresenta n&uacute;mero pr&oacute;ximo de quatro, o Jap&atilde;o,    mais de cinco, e os Estados Unidos, pr&oacute;ximo de cinco.</font></p>     <p><a name="f3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rusp/n89/12f03.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outra observa&ccedil;&atilde;o    importante obtida na <a href="#f3">Figura 3</a> &eacute; que, quanto maior o    n&uacute;mero de pesquisadores em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; popula&ccedil;&atilde;o,    maior &eacute; o PIB <i>per capita</i> de um pa&iacute;s. A <a href="#f3">Figura    3</a> tamb&eacute;m desmonta o mito, muitas vezes apresentado ao p&uacute;blico    leigo, de que o Brasil forma muitos mestres e doutores que n&atilde;o t&ecirc;m    onde trabalhar. Primeiro, os dados da <a href="#f3">Figura 3</a> mostram o contr&aacute;rio    - precisamos de mais pesquisadores. Segundo, ainda existe no pa&iacute;s a ideia    de que mestres e doutores s&atilde;o formados para atuar apenas nas universidades.    Enquanto no Brasil aproximadamente 66% dos pesquisadores est&atilde;o nas universidades    e apenas 26% nas empresas, na Coreia, no Jap&atilde;o e nos Estados Unidos esse    n&uacute;mero n&atilde;o ultrapassa 7% nas universidades e est&aacute; pr&oacute;ximo    de 70% nas empresas (CNI, 2006).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Certamente para    manter e acelerar os avan&ccedil;os na produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica    e ao mesmo tempo corrigir a distor&ccedil;&atilde;o descrita s&atilde;o necess&aacute;rios,    entre outras coisas que ainda ser&atilde;o discutidas neste artigo, fazer investimentos    robustos e perenes. O Brasil investe hoje aproximadamente 1,24% de seu PIB em    P&amp;D. A <a href="#f4">Figura 4</a> apresenta o percentual do PIB investido    em P&amp;D ao longo dos anos. Verifica-se que o Brasil teve um crescimento,    indicado na linha azul, nos investimentos ao longo dos &uacute;ltimos 6 anos,    de 0,9% para 1,24% do PIB.</font></p>     <p><a name="f4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rusp/n89/12f04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outra caracter&iacute;stica    do percentual de investimento que deve ser considerada &eacute; sua composi&ccedil;&atilde;o    quanto &agrave; participa&ccedil;&atilde;o do setor p&uacute;blico e privado.    Nesse caso a <a href="#t2">Tabela 2</a> apresenta dados importantes como o fato    de que os investimentos p&uacute;blicos no Brasil, ainda que em patamares razo&aacute;veis,    precisam crescer. No entanto os investimentos privados t&ecirc;m que crescer    muito mais para termos situa&ccedil;&atilde;o semelhante &agrave; dos pa&iacute;ses    desenvolvidos. Esse diagn&oacute;stico j&aacute; &eacute; aceito pelos empres&aacute;rios    que, em 2009, criaram o Movimento Empresarial pela Inova&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/rusp/n89/12t02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A an&aacute;lise    das <a href="#f3">figuras 3</a> e <a href="#f4">4</a> leva &agrave; conclus&atilde;o    de que duas recomenda&ccedil;&otilde;es s&atilde;o importantes. A primeira &eacute;    que as ag&ecirc;ncias p&uacute;blicas que fomentam a p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o    t&ecirc;m que aumentar a oferta de cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o    - com foco em &aacute;reas estrat&eacute;gicas para o pa&iacute;s - e por consequ&ecirc;ncia    tamb&eacute;m aumentar o n&uacute;mero de bolsas de mestrado e doutorado. A    segunda &eacute; que, para cumprir a primeira recomenda&ccedil;&atilde;o, os    governos (federal e estaduais) devem investir mais em suas ag&ecirc;ncias de    fomento para ampliar a quantidade de bolsas concedidas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Considerando-se    os dados da <a href="#t2">Tabela 2</a>, fica evidente que o setor empresarial    - interessado direto que &eacute; na forma&ccedil;&atilde;o de pesquisadores    para atuar na inova&ccedil;&atilde;o das empresas - deve tamb&eacute;m participar,    diretamente ou via os incentivos existentes, nos investimentos a serem feitos    em CT&amp;I.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>CI&Ecirc;NCIA,    TECNOLOGIA E INOVA&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Um desafio importante    a ser enfrentado &eacute; a realidade hoje distorcida em rela&ccedil;&atilde;o    ao trin&ocirc;mio ci&ecirc;ncia, tecnologia e inova&ccedil;&atilde;o. A <a href="#f5">Figura    5 (A)</a> &eacute; uma representa&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica da realidade    vigente, fruto dos investimentos nacionais feitos nos &uacute;ltimos 60 anos.    Esses investimentos resultaram num avan&ccedil;o significativo da ci&ecirc;ncia    nacional mas, por outro lado, n&atilde;o houve o correspondente avan&ccedil;o    nem na tecnologia e nem na inova&ccedil;&atilde;o. Isso produziu um desenvolvimento    distorcido expresso pelo diagrama tridimensional da <a href="#f5">Figura 5 (A)</a>.</font></p>     <p><a name="f5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rusp/n89/12f05.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O desafio agora    e para o futuro &eacute;, al&eacute;m de continuar investindo e acelerando a    produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica nacional, atuar de maneira estrutural    e estrat&eacute;gica para avan&ccedil;ar no desenvolvimento tecnol&oacute;gico    e na inova&ccedil;&atilde;o no contexto nacional. Assim fazendo, o pa&iacute;s    poder&aacute; encontrar um equil&iacute;brio entre essas a&ccedil;&otilde;es,    como indicado na <a href="#f5">Figura 5 (B)</a>, de modo a promover o desenvolvimento    sustent&aacute;vel t&atilde;o desejado e que colocaria o Brasil em condi&ccedil;&otilde;es    de competir no cen&aacute;rio internacional.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A pol&iacute;tica    para enfrentar esse desafio n&atilde;o requer apenas o aumento dos investimentos    em CT&amp;I, mas tamb&eacute;m e principalmente uma mudan&ccedil;a de foco.    Essa mudan&ccedil;a de foco come&ccedil;ou a ser delineada no escopo do Plano    de A&ccedil;&atilde;o da Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o    - PACTI e da Pol&iacute;tica de Desenvolvimento Produtivo - PDP (s.d.). Sem    um direcionamento estrat&eacute;gico e coerente dos cursos de gradua&ccedil;&atilde;o    e p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o oferecidos e da concess&atilde;o de cotas    de bolsas, essa mudan&ccedil;a de foco se torna imposs&iacute;vel de ser alcan&ccedil;ada.    A a&ccedil;&atilde;o indutora do poder p&uacute;blico tem papel importante nesse    processo, n&atilde;o s&oacute; no n&iacute;vel federal mas tamb&eacute;m nos    estados. Ambos os poderes, federal e estaduais, podem induzir e atuar como articuladores    - via novos modelos de forma&ccedil;&atilde;o de pesquisadores - da aproxima&ccedil;&atilde;o    das universidades e centros de pesquisa do setor empresarial e das ind&uacute;strias.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Casos de sucesso    podem ser destacados. Um exemplo &eacute; o Programa de Institutos Nacionais    de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia - INCT (2008). Esse programa j&aacute; considera,    em sua concep&ccedil;&atilde;o, a articula&ccedil;&atilde;o dos diversos est&aacute;gios    da pesquisa e do desenvolvimento tecnol&oacute;gico decorrente, incluindo a    concess&atilde;o de bolsas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o via participa&ccedil;&atilde;o    importante das FAPs e da Capes. A <a href="#f6">Figura 6</a> demonstra modelo    de organiza&ccedil;&atilde;o do Sistema Nacional de CT&amp;I conforme elabora&ccedil;&atilde;o    do MCT incluindo os INCTs.</font></p>     <p><a name="f6"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rusp/n89/12f06.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A complexidade    da ci&ecirc;ncia e a atual dimens&atilde;o do Sistema Nacional de CT&amp;I requerem    que sejam adotados esquemas flex&iacute;veis e robustos de financiamento &agrave;    pesquisa, &agrave; semelhan&ccedil;a do observado em outros pa&iacute;ses. Com    essa vis&atilde;o, o MCT, atrav&eacute;s do CNPq em parceria com as FAPs e outros    parceiros, implementou este que &eacute; o maior programa de financiamento de    pesquisa no pa&iacute;s - os INCTs. Os institutos t&ecirc;m foco tem&aacute;tico    em uma &aacute;rea de conhecimento. Entre os principais objetivos destacam-se:    impulsionar a pesquisa cient&iacute;fica b&aacute;sica melhorando sua competitividade    internacional, fortalecer a forma&ccedil;&atilde;o de recursos humanos na &aacute;rea    e desenvolver pesquisa tecnol&oacute;gica de ponta associada a aplica&ccedil;&otilde;es    em estreita articula&ccedil;&atilde;o com empresas inovadoras.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Vale destacar que    esse programa representa um investimento da ordem de R$ 600 milh&otilde;es,    em que as funda&ccedil;&otilde;es estaduais de amparo &agrave; pesquisa participaram    com recursos da ordem de R$ 215 milh&otilde;es, como mostra a <a href="#f7">Figura    7</a>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="f7"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rusp/n89/12f07.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>A P&Oacute;S-GRADUA&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o    &eacute; certamente o setor educacional brasileiro de melhor desempenho e que    teve ao longo de d&eacute;cadas o planejamento de m&eacute;dio e longos prazos    e financiamento consistentes do Estado brasileiro. O desempenho da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o    sempre contou com a permanente participa&ccedil;&atilde;o da comunidade acad&ecirc;mica    nacional e foi integrado por a&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas com a comunidade    cient&iacute;fica internacional. Al&eacute;m disso, a p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o,    desde cedo, incorporou um adequado sistema de avalia&ccedil;&atilde;o institucional,    realizado pela pr&oacute;pria comunidade cient&iacute;fica das &aacute;reas    respectivas (Barreto e Borges, 2009).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o,    entretanto, apresenta enormes assimetrias em seu funcionamento, tanto do ponto    de vista regional, intrarregional e entre estados, como tamb&eacute;m na evolu&ccedil;&atilde;o    de &aacute;reas disciplinares tradicionais e de novas &aacute;reas na fronteira    do conhecimento. O diagn&oacute;stico dessa situa&ccedil;&atilde;o aponta para    a necessidade da formula&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias espec&iacute;ficas    visando &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de novos paradigmas para a evolu&ccedil;&atilde;o    do sistema. Caso contr&aacute;rio, nos pr&oacute;ximos anos se observar&aacute;    a continuidade do crescimento da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o com a perman&ecirc;ncia    das assimetrias regionais e sem foco em &aacute;reas estrat&eacute;gicas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Se por um lado    n&atilde;o se pode pensar em reduzir os investimentos nos grupos mais qualificados,    por outro lado torna-se necess&aacute;rio criar condi&ccedil;&otilde;es adequadas    para o desenvolvimento dos grupos j&aacute; estabelecidos em regi&otilde;es    com menor densidade de grupos de pesquisa ou em &aacute;reas do conhecimento    estrat&eacute;gicas para o desenvolvimento harm&ocirc;nico da ci&ecirc;ncia    e tecnologia nacional. Isso implica o estabelecimento de propostas indutoras    que contemplem recursos novos preferencialmente ao remanejamento de or&ccedil;amentos.    As iniciativas para corre&ccedil;&atilde;o da tend&ecirc;ncia deveriam come&ccedil;ar    pelo reconhecimento, por parte dos governos estaduais, da import&acirc;ncia    da qualifica&ccedil;&atilde;o de recursos humanos locais para propiciar o desenvolvimento    do estado e da regi&atilde;o. Nesse aspecto as FAPs t&ecirc;m importante papel    a desempenhar.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para resolver essas    assimetrias deve-se enfatizar a proposta do estabelecimento de programas estrat&eacute;gicos    espec&iacute;ficos, que ser&atilde;o idealizados e propostos pelas ag&ecirc;ncias,    a partir de consultas &agrave;s universidades, aos institutos de pesquisa, aos    &oacute;rg&atilde;os de governo estadual, ao setor empresarial e a outros setores    diretamente ligados ao desenvolvimento nacional, que objetivem solucionar cada    tipo das assimetrias observadas. A proposta tem como base uma forte articula&ccedil;&atilde;o    entre as ag&ecirc;ncias de fomento federais (Capes, CNPq e Finep) e destas com    as funda&ccedil;&otilde;es de amparo &agrave; pesquisa - FAPs e com o setor    empresarial.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No que diz respeito    ao foco ou modalidades dos cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s,    os dados da Capes apresentam duas caracter&iacute;sticas que merecem reflex&atilde;o.    A primeira diz respeito &agrave;s modalidades dos cursos de engenharia que se    concentram em &aacute;reas tradicionais como a el&eacute;trica, mec&acirc;nica    e metal&uacute;rgica. Essas tr&ecirc;s modalidades representam mais de 45% do    total de cursos. O Brasil precisa formar quadros de engenheiros (em n&iacute;vel    de mestrado e doutorado) em &aacute;reas mais estrat&eacute;gicas e que podem    contribuir para tornar o pa&iacute;s mais competitivo como, por exemplo: na    nanotecnologia, na qu&iacute;mica fina, em energias alternativas, dentre outras.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outra caracter&iacute;stica    que chama a aten&ccedil;&atilde;o &eacute; o n&uacute;mero de cursos de engenharia    em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s demais &aacute;reas do conhecimento, comparado    ao n&uacute;mero total de cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, recomendados    pela Capes, atualmente em funcionamento no Brasil. Fica evidenciado que o n&uacute;mero    de cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em engenharia representa em    torno de 11% do total de cursos (<a href="/img/revistas/rusp/n89/12t03.jpg">Tabela 3</a>), ou    seja, muito pouco num cen&aacute;rio mundial de competi&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Isso, somado ao    n&uacute;mero de concluintes de cursos de gradua&ccedil;&atilde;o em engenharia,    em torno de 3,3% (Almeida &amp; Borges, 2007), no mesmo ano, torna-se motivo    de preocupa&ccedil;&atilde;o nacional. A preocupa&ccedil;&atilde;o se fundamenta    na necessidade de forma&ccedil;&atilde;o de profissionais em quantidade e qualidade    adequada para responder pelo desenvolvimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico    do pa&iacute;s num momento hist&oacute;rico reconhecido como o s&eacute;culo    do conhecimento. Pol&iacute;ticas de indu&ccedil;&atilde;o do crescimento e    direcionamento dos cursos de gradua&ccedil;&atilde;o e p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o    em engenharia s&atilde;o, portanto, um desafio que se faz necess&aacute;rio    com a urg&ecirc;ncia com que se deseja o crescimento nacional.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>INOVA&Ccedil;&Atilde;O    NAS EMPRESAS</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A tecnologia e    a inova&ccedil;&atilde;o se d&atilde;o majoritariamente nas empresas - isso    &eacute; o que t&ecirc;m ensinado os pa&iacute;ses desenvolvidos e os emergentes    que v&ecirc;m superando o Brasil com economias mais robustas. Portanto, outro    desafio nacional &eacute; alavancar a ind&uacute;stria, motiv&aacute;-la a fazer    inova&ccedil;&atilde;o, a desenvolver tecnologias pr&oacute;prias ao inv&eacute;s    de comprar pacotes tecnol&oacute;gicos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O elemento primordial    de acelera&ccedil;&atilde;o desse processo, praticado &agrave; exaust&atilde;o    nos pa&iacute;ses da Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o    e Desenvolvimento Econ&ocirc;mico - OCDE, &eacute; a subven&ccedil;&atilde;o    direta a empresas, especialmente &agrave;s m&eacute;dias e pequenas que, sem    esse incentivo, est&atilde;o fadadas a desaparecer na feroz competi&ccedil;&atilde;o    internacional. A subven&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica &eacute; definida como    o investimento p&uacute;blico de recursos, n&atilde;o reembols&aacute;veis,    em projetos espec&iacute;ficos de inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica    das empresas. A subven&ccedil;&atilde;o &eacute;, portanto, o compartilhamento,    dos custos e riscos da pesquisa e desenvolvimento entre a empresa e o Estado.    No s&eacute;culo passado, existiu grande resist&ecirc;ncia de agentes p&uacute;blicos    e da academia - principalmente no seio das universidades p&uacute;blicas - quanto    a essa modalidade de investimento. Felizmente essa vis&atilde;o vem mudando    &agrave; medida que muitos doutores v&atilde;o sendo formados e conseguem desenvolver    pesquisas que des&aacute;guam em produtos de interesse da sociedade, como medicamentos,    <i>softwares</i> e eletr&ocirc;nicos, para ficar em poucos exemplos. Produtos    esses que n&atilde;o ser&atilde;o produzidos nas universidades e sim transferidos    para empresas j&aacute; existentes, ou que ir&atilde;o gerar novas empresas    eles mesmos. Empresas essas que precisam do incentivo &agrave; inova&ccedil;&atilde;o    tecnol&oacute;gica para se estabelecerem e come&ccedil;arem a gerar empregos,    produzir renda e recolher impostos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Exemplos j&aacute;    come&ccedil;am a ser frequentes, no Brasil, de empreendimentos que, assim criados,    recolhem hoje milhares de vezes mais reais em impostos anuais do que o investimento    p&uacute;blico que lhes deu a chance de se instalar. A <a href="/img/revistas/rusp/n89/12t04.jpg">Tabela    4</a> demonstra que esse tipo de empresa gera mais emprego, fatura mais e agrega    maior valor aos seus produtos. Outros indicadores relevantes tamb&eacute;m s&atilde;o    apresentados na <a href="/img/revistas/rusp/n89/12t04.jpg">Tabela 4</a>, que demonstra que as    empresas inovadoras pagam melhores sal&aacute;rios, t&ecirc;m empregados de    melhor escolaridade e que permanecem mais tempo no emprego.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; estrat&eacute;gico    para o nosso pa&iacute;s, portanto, avan&ccedil;ar nessas pol&iacute;ticas e    fazer a subven&ccedil;&atilde;o. Isso &eacute; necess&aacute;rio e urgente para    levar o conhecimento cient&iacute;fico produzido ao ponto em que venha aperfei&ccedil;oar    a ind&uacute;stria, tanto na cria&ccedil;&atilde;o de novos produtos, quanto    na melhoria da qualidade daqueles j&aacute; existentes. Isso dar&aacute; mais    competitividade &agrave; ind&uacute;stria nacional, gerando mais trabalho, renda    e impostos. N&atilde;o faz&ecirc;-lo significa ficar para tr&aacute;s na competi&ccedil;&atilde;o    nacional e mundial.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>O PAPEL DAS    FAPS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para buscar maior    sucesso na pol&iacute;tica de CT&amp;I o pa&iacute;s n&atilde;o pode prescindir    da participa&ccedil;&atilde;o das FAPs em seus planejamentos e suas a&ccedil;&otilde;es.    Essas entidades estaduais j&aacute; cumprem um papel essencial no processo,    e podem cumpri-lo ainda com mais vigor. Um dos elementos importantes da participa&ccedil;&atilde;o    dos estados atrav&eacute;s de suas FAPs &eacute; a real possibilidade de aumento    de recursos destinados &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de pesquisadores. Levantamento    recente do Conselho Nacional das Funda&ccedil;&otilde;es Estaduais de Amparo    &agrave; Pesquisa - Confap indicou que nos &uacute;ltimos anos os or&ccedil;amentos    efetivamente executados pelo conjunto das FAPs foi em torno de R$ 1,6 bilh&atilde;o    por ano (<a href="#t5">Tabela 5</a>).</font></p>     <p><a name="t5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rusp/n89/12t05.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esse &eacute; um    montante expressivo para que - somado aos investimentos federais e do setor    empresarial - possa acelerar o desenvolvimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico    nacional. Para ficar apenas num exemplo e considerando-se o est&aacute;gio atual,    as FAPs contribuem hoje, como mostra a <a href="#t6">Tabela 6</a>, com uma concess&atilde;o    de cotas de bolsas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o que se aproxima de    10.000 anuais.</font></p>     <p><a name="t6"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rusp/n89/12t06.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outro aspecto relevante    de contribui&ccedil;&atilde;o das FAPs &eacute; sua capilaridade nacional. Com    entidades estaduais de fomento &agrave; CT&amp;I em praticamente todos os estados    da federa&ccedil;&atilde;o e com as dimens&otilde;es continentais do Brasil,    essas estruturas estaduais representam uma rede capaz de chegar ao pa&iacute;s    como um todo. Experi&ecirc;ncia de sucesso j&aacute; comprovado de utiliza&ccedil;&atilde;o    dessa capilaridade &eacute; a parceria do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    com as FAPs na promo&ccedil;&atilde;o do Programa de Pesquisa para o Sistema    &Uacute;nico de Sa&uacute;de - PPSUS. Esse modelo j&aacute; come&ccedil;a a    ser estudado como uma op&ccedil;&atilde;o para a pesquisa cient&iacute;fica    e desenvolvimento de estrat&eacute;gias nacionais para melhoria da qualidade    da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, a&ccedil;&atilde;o essencial para aperfei&ccedil;oar    o sistema educacional como um todo com profundos reflexos no desenvolvimento    em m&eacute;dio e longo prazo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Some-se ao aspecto    anterior o conhecimento que as FAPs t&ecirc;m de suas especificidades regionais    e estaduais. Isso permite o uso mais adequado dos recursos federais em a&ccedil;&otilde;es    apropriadas para a realidade de cada estado. Em outras palavras as FAPs representam    hoje, considerando-se as leis de inova&ccedil;&atilde;o, estruturas que reproduzem    nos estados as importantes miss&otilde;es em n&iacute;vel federal das ag&ecirc;ncias    Capes, CNPq e Finep. O Brasil tem de se beneficiar desse acervo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>CONCLUS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para que o pa&iacute;s    possa - de fato - se tornar competitivo no cen&aacute;rio internacional e se    colocar, de forma sustent&aacute;vel, como pot&ecirc;ncia econ&ocirc;mica, cient&iacute;fica    e tecnol&oacute;gica, sugerem-se as recomenda&ccedil;&otilde;es a seguir (Confap,    2010).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#149; Aumento    dos investimentos direcionados em P&amp;D para 2% do PIB em dez anos. O Brasil    tem a oportunidade, nos pr&oacute;ximos dez anos, de consolidar-se no cen&aacute;rio    mundial de CT&amp;I como um pa&iacute;s de produ&ccedil;&atilde;o competitiva    e portador de pol&iacute;tica arrojada. Para isso precisar&aacute; garantir:    a perenidade das pol&iacute;ticas de Estado; que as ag&ecirc;ncias federais    tenham seus or&ccedil;amentos ampliados e que as FAPs em todos os estados tenham    seus or&ccedil;amentos cumpridos conforme estabelecido nas respectivas legisla&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#149; Aperfei&ccedil;oamento    do arcabou&ccedil;o legal e das pr&aacute;ticas de controle com a adequa&ccedil;&atilde;o    da legisla&ccedil;&atilde;o para fins de compatibiliza&ccedil;&atilde;o com    as especificidades da pesquisa. Diferentemente dos demais &oacute;rg&atilde;os    que integram a administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, as ag&ecirc;ncias    de fomento requerem, justamente pela especificidade de sua atividade fim, trato    diferenciado. &Eacute; necess&aacute;rio ocorrer uma ampla discuss&atilde;o    nos poderes Legislativo e Executivo com o objetivo de simplificar os procedimentos.    Quanto &agrave; necess&aacute;ria fiscaliza&ccedil;&atilde;o e controle externo    exercidos pelos &oacute;rg&atilde;os de controle, seja em &acirc;mbito federal    ou estadual, entende-se que eles devam ser excepcionalmente adaptados para o    tipo de atividade fim que exercem as ag&ecirc;ncias de fomento. Assim, tendo    como meta a amplia&ccedil;&atilde;o da inova&ccedil;&atilde;o nas empresas e    a consolida&ccedil;&atilde;o do Sistema Nacional de CT&amp;I, faz-se necess&aacute;rio    a flexibiliza&ccedil;&atilde;o da atual legisla&ccedil;&atilde;o e o aprimoramento    dos sistemas de controle.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#149; Aperfei&ccedil;oamento    da intera&ccedil;&atilde;o entre o governo, as universidades e as empresas.    A Lei de Inova&ccedil;&atilde;o, sancionada em 2004, estabeleceu medidas de    incentivo &agrave; inova&ccedil;&atilde;o e &agrave; pesquisa cient&iacute;fica    e tecnol&oacute;gica no ambiente empresarial, com vistas &agrave; capacita&ccedil;&atilde;o    e ao alcance da autonomia tecnol&oacute;gica e ao desenvolvimento industrial.    O desafio que o Brasil enfrentar&aacute; nos pr&oacute;ximos anos, para melhor    aproveitamento de suas reais e potenciais capacidades, &eacute; o aprimoramento    dessa rela&ccedil;&atilde;o. As empresas precisam estar convencidas de que a    inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica em seus produtos e processos proporcionar&aacute;    maior competitividade e que a alian&ccedil;a com os &oacute;rg&atilde;os governamentais    de fomento &agrave; pesquisa e com a comunidade cient&iacute;fica tem muito    a colaborar com o sucesso dessa pretens&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ainda vale mencionar    que os pesquisadores e cientistas que desempenham as atividades de pesquisa    e p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o n&atilde;o podem ser inclu&iacute;dos na    mesma categoria de um servidor que presta servi&ccedil;os de natureza meramente    administrativa, subsequentemente, suas atividades n&atilde;o podem circunscrever-se    t&atilde;o somente ao exerc&iacute;cio de atividades acad&ecirc;micas. O pesquisador    pode e deve, al&eacute;m de promover a inova&ccedil;&atilde;o, participar da    inser&ccedil;&atilde;o do resultado de sua pesquisa no mercado produtivo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Finalmente, mas    n&atilde;o menos importante, enfatiza-se que o Sistema Nacional de CT&amp;I    n&atilde;o pode abrir m&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o protagonista    das FAPs para contribuir com seu sucesso.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>BIBLIOGRAFIA</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ALMEIDA, N. N.;    BORGES, M. N. "A P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Engenharia no Brasil:    uma Perspectiva Hist&oacute;rica no &Acirc;mbito das Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas",    in <i>Ensaio - Avalia&ccedil;&atilde;o e Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas em    Educa&ccedil;&atilde;o.</i> Funda&ccedil;&atilde;o Cesgranrio. Vol. 15, nº 56,    julho-setembro/2007, pp. 323-39.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=003577&pid=S0103-9989201100020001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BARRETO, F. C.    S.; BORGES, M. N. "Novas Pol&iacute;ticas de Apoio &agrave; P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o:    o Caso Fapemig-Capes", in <i>Ensaio - Avalia&ccedil;&atilde;o e Pol&iacute;ticas    P&uacute;blicas em Educa&ccedil;&atilde;o</i>. Funda&ccedil;&atilde;o Cesgranrio.    Vol.17, nº 65, outubro-dezembro/2009, pp. 599-612.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=003579&pid=S0103-9989201100020001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BORGES, M. N.;    VILELA, E. F. "Developing Strategies: Minas Gerais Science and Technology Parks".    Artigo aceito para publica&ccedil;&atilde;o nos <i>Anais</i> do XXVII IASP World    Conference on Science and Technology Parks. Daedok, Coreia do Sul, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=003581&pid=S0103-9989201100020001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">CNI - Confedera&ccedil;&atilde;o    Nacional da Ind&uacute;stria. "iNOVA Engenharia -Propostas para a Moderniza&ccedil;&atilde;o    da Educa&ccedil;&atilde;o em Engenharia no Brasil". CNI/Sesi/Senai/IEL, Bras&iacute;lia,    2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=003583&pid=S0103-9989201100020001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">CONFAP - Conselho    Nacional das Funda&ccedil;&otilde;es Estaduais de Amparo &agrave; Pesquisa.    Itens extra&iacute;dos da proposta publicada nos <i>Anais</i> da 4ª Confer&ecirc;ncia    Nacional de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o - CNCTI, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=003585&pid=S0103-9989201100020001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">MCT - Minist&eacute;rio    da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia. "Programa Institutos Nacionais de C&amp;T - INCT".    MCT-CNPq. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.cnpq.br/editais/ct/2008/docs/015_anexo.pdf" target="_blank">http://www.cnpq.br/editais/ct/2008/docs/015_anexo.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=003587&pid=S0103-9989201100020001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">PDP - Pol&iacute;tica    de Desenvolvimento Produtivo. Minist&eacute;rio do Desenvolvimento, Ind&uacute;stria    e Com&eacute;rcio Exterior - MDIC, s. d. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.mdic.gov.br/pdp/index.php/sitio/inicial" target="_blank">http://www.mdic.gov.br/pdp/index.php/sitio/inicial</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=003589&pid=S0103-9989201100020001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">WHITE, M. <i>Rivalidades    Produtivas - Disputas e Brigas que Impulsionaram a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia</i>.    Rio de Janeiro, Record, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=003591&pid=S0103-9989201100020001200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
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