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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O papel dos institutos públicos de pesquisa na aceleração do processo de inovação empresarial no Brasil]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Instituto de Pesquisas Tecnológicas  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article presents a brief diagnosis on innovation of Brazilian companies, aspects of the regulatory mark, and programs for furthering innovation. Based on that panorama, it advances that the public institutions of technological research should act as articulators of projects involving universities and companies in phases of innovation processes that now lack investment, as it is the case with scaling phases and proofs of concept. Section "Casos do IPT" presents the recent changes in IPT [Institute for Technological Research] so as to work on the proposed model, and two pilot projects. The main conclusions are that Brazil needs models of articulation to take better advantage of the existing support structure and to solve the big national technological problems; and that the institutes need to qualify to be agents in this process.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><a name="top"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4">    <b>O papel dos institutos p&uacute;blicos de pesquisa na acelera&ccedil;&atilde;o    do processo de inova&ccedil;&atilde;o empresarial no Brasil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Jo&atilde;o    Fernando Gomes de Oliveira<sup>I</sup>; Luciana Oliveira Telles<sup>II</sup></b>    </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Diretor-presidente    do Instituto de Pesquisas Tecnol&oacute;gicas (IPT)    <br>   <sup>II</sup>Assistente da Diretoria de Inova&ccedil;&atilde;o do IPT</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O artigo apresenta    um breve diagn&oacute;stico da inova&ccedil;&atilde;o nas empresas brasileiras,    aspectos do marco regulat&oacute;rio e os programas de fomento &agrave; inova&ccedil;&atilde;o.    Com base nesse panorama, prop&otilde;e-se que os institutos p&uacute;blicos    de pesquisa tecnol&oacute;gica atuem como articuladores de projetos envolvendo    universidades e empresas, em fases do processo de inova&ccedil;&atilde;o que    s&atilde;o atualmente carentes de investimento, como as fases de escalonamento    e provas de conceito. A se&ccedil;&atilde;o "Casos do IPT" apresenta as recentes    mudan&ccedil;as no IPT para operar no modelo proposto e dois projetos-piloto.    As principais conclus&otilde;es s&atilde;o que o Brasil necessita de modelos    de articula&ccedil;&atilde;o para melhor aproveitar o aparato de fomento j&aacute;    existente e para solucionar grandes problemas tecnol&oacute;gicos nacionais,    e que &eacute; preciso que os institutos se capacitem para atuar nesse processo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b>    inova&ccedil;&atilde;o, universidade/empresa, IPT.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font>  </p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">This article presents    a brief diagnosis on innovation of Brazilian companies, aspects of the regulatory    mark, and programs for furthering innovation. Based on that panorama, it advances    that the public institutions of technological research should act as articulators    of projects involving universities and companies in phases of innovation processes    that now lack investment, as it is the case with scaling phases and proofs of    concept. Section "Casos do IPT" presents the recent changes in IPT &#91;Institute    for Technological Research&#93; so as to work on the proposed model, and two    pilot projects. The main conclusions are that Brazil needs models of articulation    to take better advantage of the existing support structure and to solve the    big national technological problems; and that the institutes need to qualify    to be agents in this process.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b>    innovation, university/company, IPT.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo dados da    Pesquisa de Inova&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica (Pintec) 2008, as empresas    no Brasil ainda investem pouco em atividades inovadoras. Apesar de muitas iniciativas    para fomentar a inova&ccedil;&atilde;o, h&aacute; uma grande dificuldade em    se obter indicadores que demonstrem o desenvolvimento inovador nas empresas    brasileiras.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A forma&ccedil;&atilde;o    do nosso sistema industrial ocorreu de forma que, principalmente a partir da    d&eacute;cada de 1950, houvesse uma concentra&ccedil;&atilde;o de multinacionais    nos setores de bens de capital e de consumo dur&aacute;veis. As empresas estatais    ficavam &agrave; frente de setores de infraestrutura - como os de transporte    e energia -, e as empresas nacionais privadas, grosso modo, permaneciam nos    bens de consumo perec&iacute;veis e semidur&aacute;veis. A atua&ccedil;&atilde;o    das multinacionais no Brasil era focada na produ&ccedil;&atilde;o para atender    mercados espec&iacute;ficos, enquanto investimentos em P&amp;D eram realizados    em seus pa&iacute;ses de origem. Esse fato certamente limitou o est&iacute;mulo    &agrave; inova&ccedil;&atilde;o, j&aacute; naquela &eacute;poca. O desenvolvimento    industrial brasileiro estabelecia-se sem a cultura de P&amp;D na empresa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outros fatores    tamb&eacute;m podem compor uma explica&ccedil;&atilde;o para os atuais baixos    investimentos das empresas nacionais em P&amp;D. Alguns s&atilde;o de car&aacute;ter    mais social, como a falta de cultura para inova&ccedil;&atilde;o, conforme j&aacute;    explicado, ou a exist&ecirc;ncia de uma avers&atilde;o ao risco do empres&aacute;rio    brasileiro. Outros s&atilde;o econ&ocirc;micos, como: conjunturas macroecon&ocirc;micas    desfavor&aacute;veis (elevadas taxas de juros ou per&iacute;odos de baixo crescimento),    altos encargos tribut&aacute;rios (o que faz com que as finan&ccedil;as fiquem    muito justas, sem folga para investir em P&amp;D), elevados riscos associados    ao investimento em P&amp;D, mercado interno pouco qualificado associado a uma    baixa inser&ccedil;&atilde;o das empresas nacionais na economia global - exigindo    pouco da competitividade.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em paralelo a esse    cen&aacute;rio, o pa&iacute;s apresenta um robusto sistema p&uacute;blico de    C&amp;T, o qual vem se fortalecendo nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas. Os investimentos    em C&amp;T, considerando-se recursos p&uacute;blicos e privados, passaram de    1,3% do PIB, em 2000, para 1,72% em 2009, representando uma quantia de R$ 54,2    bilh&otilde;es naquele &uacute;ltimo ano.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O n&uacute;mero    de pesquisadores e pessoal de apoio envolvido em P&amp;D cresceu 72% entre 2000    e 2008, aumento direcionado principalmente para as institui&ccedil;&otilde;es    de ensino superior. Ocorreu tamb&eacute;m um aumento sistem&aacute;tico na forma&ccedil;&atilde;o    de doutores. No entanto, enquanto o n&uacute;mero de doutores nas empresas passou    de 1.390, em 2000, para 2.447, em 2008, o n&uacute;mero de doutores vinculados    ao ensino superior passou de 26.351 para 64.230 no mesmo per&iacute;odo (<a href="#g1">Gr&aacute;fico    1</a>).</font></p>     <p><a name="g1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rusp/n89/14g01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O pa&iacute;s alcan&ccedil;ou    a 13ª posi&ccedil;&atilde;o na produ&ccedil;&atilde;o mundial de artigos cient&iacute;ficos,    em um <i>ranking</i> de 183 pa&iacute;ses da base internacional Thomson Reuters-ISI.    No per&iacute;odo 2000-2008, o n&uacute;mero de artigos publicados por pesquisadores    e estudantes em peri&oacute;dicos de circula&ccedil;&atilde;o internacional    passou de 25.657 para 66.916. A participa&ccedil;&atilde;o do Brasil no total    de publica&ccedil;&otilde;es de pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina, em peri&oacute;dicos    cient&iacute;ficos indexados pela Thomson-ISI, saltou de 34,27%, em 1981, para    54,42% em 2009. A participa&ccedil;&atilde;o do Brasil nas publica&ccedil;&otilde;es    mundiais passou de 0,43, em 1981, para 2,69, em 2009.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De um lado, empresas    que inovam pouco, de outro, um sistema din&acirc;mico e produtivo de C&amp;T.    Finalmente, outro ingrediente a ser acrescentado nesse cen&aacute;rio &eacute;    a crescente preocupa&ccedil;&atilde;o com o tema da inova&ccedil;&atilde;o,    tanto do lado das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, como por algumas lideran&ccedil;as    empresariais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como consequ&ecirc;ncia,    nos &uacute;ltimos anos tem ocorrido um consider&aacute;vel aumento no n&uacute;mero    de programas visando o incentivo &agrave; pesquisa, desenvolvimento e inova&ccedil;&atilde;o    (P&amp;D&amp;I) nas empresas. Dentre os programas, pode-se citar, por exemplo,    os ligados ao MCT, como o Sibratec, os editais de subven&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica    da Finep e as bolsas de fomento tecnol&oacute;gico do CNPq - para a aloca&ccedil;&atilde;o    de doutores nas empresas; os programas geridos pelo BNDES, como o Funtec, e    os programas Pite e Pipe da Fapesp. No entanto, uma caracter&iacute;stica comum    &agrave; maioria desses programas (o Pipe &eacute; a uma das exce&ccedil;&otilde;es)    &eacute; a exig&ecirc;ncia de que os projetos tenham a participa&ccedil;&atilde;o    de uma ICT p&uacute;blica sem fins lucrativos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esse panorama -    de pouca inova&ccedil;&atilde;o nas empresas, sistema p&uacute;blico de C&amp;T    fortalecido e crescente capacidade de financiamento p&uacute;blico &agrave;    inova&ccedil;&atilde;o nas empresas vinculada a projetos com institui&ccedil;&otilde;es    p&uacute;blicas de pesquisa - cria a perspectiva de um modelo de inova&ccedil;&atilde;o    para o Brasil que explore o potencial de P&amp;D&amp;I p&uacute;blica de forma    diferenciada. Por outro lado, surge tamb&eacute;m a necessidade de um sistema    p&uacute;blico de suporte &agrave; inova&ccedil;&atilde;o altamente eficiente,    com boa velocidade de resposta, e de mecanismos de adapta&ccedil;&atilde;o da    estrutura p&uacute;blica de P&amp;D aos novos desafios da inova&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As oportunidades    decorrentes da maior disponibilidade de recursos p&uacute;blicos para a inova&ccedil;&atilde;o    se contrap&otilde;em &agrave;s exig&ecirc;ncias legais dos tribunais de contas    para a correta aplica&ccedil;&atilde;o de leis de licita&ccedil;&otilde;es,    que atrasam intensamente os processos gerenciais e resultam, muitas vezes, em    limita&ccedil;&otilde;es na escolha de equipamentos, sistemas e solu&ccedil;&otilde;es    para as atividades de pesquisa. Observa-se, frequentemente, as empresas desistindo    de recursos p&uacute;blicos por causa da baixa velocidade no julgamento de projetos    e na execu&ccedil;&atilde;o das tarefas inerentes &agrave; inova&ccedil;&atilde;o.    Surge ent&atilde;o um dilema para a empresa: arriscar a aplica&ccedil;&atilde;o    de recursos pr&oacute;prios para inovar ou ficar sujeita &agrave; demora decorrente    das exig&ecirc;ncias intr&iacute;nsecas dos recursos p&uacute;blicos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m desse    dilema, h&aacute; tamb&eacute;m a dificuldade de se encontrar atores dispostos    a financiar ou desenvolver as fases intermedi&aacute;rias do processo de inova&ccedil;&atilde;o,    como provas de conceito, testes em escala piloto, escalonamento de processos    de produ&ccedil;&atilde;o ou produ&ccedil;&atilde;o de prot&oacute;tipos funcionais    para testes e certifica&ccedil;&atilde;o. Tais etapas s&atilde;o as mais dispendiosas    e menos adequadas para serem realizadas por universidades ou institutos de pesquisa    devido a diversas dificuldades, entre elas: incapacidade de contrata&ccedil;&atilde;o    r&aacute;pida de pessoal t&eacute;cnico para atividades b&aacute;sicas de teste    e opera&ccedil;&atilde;o em escala piloto, demora em licita&ccedil;&otilde;es    ou, ainda, o pouco interesse dos setores acad&ecirc;micos para desenvolver tarefas    que n&atilde;o resultem na produ&ccedil;&atilde;o de conhecimentos public&aacute;veis    em peri&oacute;dicos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>DIFICULDADES    PARA PROMOVER A INOVA&Ccedil;&Atilde;O A PARTIR DE CONHECIMENTOS ACAD&Ecirc;MICOS</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A inova&ccedil;&atilde;o    pode ocorrer de muitas formas. Com pouco investimento e uma boa ideia de sistema    na web &eacute; poss&iacute;vel inovar e produzir um enorme movimento financeiro.    O jovem de 26 anos Mark Zuckenberg n&atilde;o fez doutorado, nem parceria com    nenhuma universidade e com apenas alguns milhares de d&oacute;lares ficou milion&aacute;rio    em poucos anos com a cria&ccedil;&atilde;o do Facebook. A inova&ccedil;&atilde;o    na pequena empresa tamb&eacute;m pode ocorrer sem a necessidade de vultuosos    investimentos, principalmente quando se investe progressivamente em um novo    conceito de produto com mercado em expans&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por outro lado,    quando se busca inova&ccedil;&atilde;o em processos ou produtos com grande demanda    e de forma r&aacute;pida, a necessidade de investimentos pode ser muito grande    em algumas fases do processo. O uso de materiais comp&oacute;sitos em p&aacute;s    de turbinas de avi&otilde;es, novos processos qu&iacute;micos ou bioqu&iacute;micos,    novos materiais para a ind&uacute;stria automobil&iacute;stica ou mesmo o desenvolvimento    de ve&iacute;culos el&eacute;tricos s&atilde;o exemplos de inova&ccedil;&otilde;es    altamente demandantes de investimentos em testes e escalamento de processos    robustos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Suh (2009) prop&otilde;e    onze passos que podem ocorrer em um processo de inova&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o    eles:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A. Identificar    a necessidade de um novo produto, processo, servi&ccedil;o ou sistema.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">B. Realizar as    pesquisas necess&aacute;rias.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">C. Criar, testar,    selecionar e revisar ideias ("via <i>funneling</i>").</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">D. Demonstrar a    aplicabilidade da ideia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">E. Testar a viabilidade    comercial da ideia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">F. Encontrar um    "<i>Angel Investor</i>" para investir nas fases D e E.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">G. Encontrar capital    de risco ou grandes empresas para desenvolver a ideia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">H. Criar ou encontrar    uma empresa de capital de risco para produzir e vender o produto.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">I. Contratar pessoas    talentosas para todas as atividades corporativas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">J. Buscar capital    via oferta p&uacute;blica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">K. Vender a empresa    de capital de risco.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Numa perspectiva    de sistema de inova&ccedil;&atilde;o com o est&iacute;mulo &agrave; participa&ccedil;&atilde;o    de ICTs, como se configura no Brasil, os passos B e C podem ser desenvolvidos    por universidades ou outros tipos de ICT, sendo o passo A uma atividade das    empresas, mas que tamb&eacute;m pode vir das universidades e institutos de pesquisa.    Os passos de G a K podem ser realizados por empresas, sejam elas de capital    de risco ou n&atilde;o. Basta que haja dados sobre a viabilidade comercial obtida    nas fases D, E e F.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entretanto, existe    um espa&ccedil;o a ser preenchido entre os resultados das pesquisas - geralmente    produzidos nas universidades p&uacute;blicas - e as demandas das empresas. As    atividades nas fases D e E s&atilde;o muito dispendiosas, envolvem tarefas essencialmente    t&eacute;cnicas e o conhecimento produzido n&atilde;o &eacute; normalmente public&aacute;vel.    Assim, hoje n&atilde;o h&aacute; atores capacitados a realiz&aacute;-las e h&aacute;    dificuldade de se obter recursos para o seu financiamento. Fica ent&atilde;o    o entendimento por parte da sociedade de que: muito do que se cria e pesquisa    n&atilde;o se transforma em inova&ccedil;&atilde;o para o mercado e para os    cidad&atilde;os em raz&atilde;o das defici&ecirc;ncias de liga&ccedil;&atilde;o    entre academia e setor empresarial.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para preencher    esse espa&ccedil;o, foram criadas ag&ecirc;ncias de inova&ccedil;&atilde;o nas    universidades, incubadoras e parques tecnol&oacute;gicos, entre outras a&ccedil;&otilde;es.    Tais iniciativas, no entanto, n&atilde;o esgotam o potencial dos empreendimentos    capazes de aproximar universidades e empresas para consolidar inova&ccedil;&otilde;es.    H&aacute; pesquisas de grande impacto que podem gerar novos benef&iacute;cios    &agrave; sociedade. S&atilde;o projetos que demandam mais que transfer&ecirc;ncia    tecnol&oacute;gica, exigindo articula&ccedil;&atilde;o entre empresas, institui&ccedil;&otilde;es    de pesquisa e governo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O hiato est&aacute;    na prova das novas tecnologias para torn&aacute;-las vi&aacute;veis em escala    industrial, s&atilde;o as plantas pilotos e as etapas de escalonamento, como    se diz nas ind&uacute;strias qu&iacute;mica e farmac&ecirc;utica. Esse &eacute;    o elo da cadeia de inova&ccedil;&atilde;o de maior risco, em que o Brasil precisa    se fortalecer. Hoje n&atilde;o h&aacute; quem queira ser o primeiro a desempenhar    esse papel, ou seja capaz de financiar individualmente os altos investimentos    necess&aacute;rios.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>CARACTER&Iacute;STICAS    DOS ATUAIS PROGRAMAS DE FOMENTO &Agrave; INOVA&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao se acrescentar    o tema da inova&ccedil;&atilde;o na pauta da ci&ecirc;ncia e tecnologia, surgiu    a necessidade de se pensar novos arranjos institucionais e programas que fossem    adequados ao seu fomento. Assim, desde o final dos anos 1990, o Brasil passou    por amplas reformas no seu marco regulat&oacute;rio, de modo a possibilitar    o surgimento de novos programas de apoio &agrave; inova&ccedil;&atilde;o, visando,    principalmente, acelerar o desenvolvimento tecnol&oacute;gico nas empresas e    criar um ambiente institucional mais favor&aacute;vel &agrave; coopera&ccedil;&atilde;o    com institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas de ci&ecirc;ncia e tecnologia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tais programas    buscavam, essencialmente, aproximar as universidades e outras ICTs das empresas,    mas sem tratar adequadamente do apoio &agrave;s principais lacunas da inova&ccedil;&atilde;o,    como as fases D, E e F descritas na se&ccedil;&atilde;o anterior. Alguns deles    abordam o tema, mas com disponibilidade de recursos pouco compat&iacute;vel    com os custos dessas etapas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pode-se destacar    como elementos principais da nova legisla&ccedil;&atilde;o: a cria&ccedil;&atilde;o    dos fundos setoriais; a "Lei do Bem", que concede incentivos fiscais para a    promo&ccedil;&atilde;o da inova&ccedil;&atilde;o e exporta&ccedil;&atilde;o    (Lei nº 11.196/2005); e a "Lei de Inova&ccedil;&atilde;o" (Lei nº 10.973/2004).    Quanto &agrave; Lei de Inova&ccedil;&atilde;o (nº 10.973/2004), cabe destacar    seus esfor&ccedil;os para: criar condi&ccedil;&otilde;es para promover as parcerias    entre universidades, institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa e empresas; aumentar    a flexibilidade de atua&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas    e tecnol&oacute;gicas (ICTs); estabelecer condi&ccedil;&otilde;es de trabalho    mais flex&iacute;veis para os pesquisadores de ICTs p&uacute;blicas; e possibilitar    o investimento direto de recursos financeiros da uni&atilde;o e das ag&ecirc;ncias    de fomento nas empresas, para apoiar atividades de P&amp;D.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Apesar da exist&ecirc;ncia    de novas leis, ainda h&aacute; grande dificuldade para as ICTs p&uacute;blicas    usarem seus benef&iacute;cios, principalmente porque h&aacute; conflitos entre    o aumento de flexibilidade por elas proporcionado e a rigidez da lei de licita&ccedil;&atilde;o,    quando se trata da rela&ccedil;&atilde;o p&uacute;blico-privada.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Agrave; medida    que o novo marco regulat&oacute;rio foi institu&iacute;do, novos programas foram    sendo criados pelas ag&ecirc;ncias de fomento. Estes diferem, por exemplo, quanto    ao foco para a forma&ccedil;&atilde;o de recursos humanos, o est&iacute;mulo    para a produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico    e o incentivo &agrave; inova&ccedil;&atilde;o nas empresas. Eles tamb&eacute;m    se distinguem quanto &agrave; participa&ccedil;&atilde;o da comunidade cient&iacute;fica,    a diversidade dos temas apoiados, o grau de duplicidade de esfor&ccedil;os gerados,    o tipo das inova&ccedil;&otilde;es produzidas - se radicais ou incrementais    -, entre outros.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A <a href="#f1">Figura    1</a> apresenta a organiza&ccedil;&atilde;o dos principais atores do sistema    brasileiro de ci&ecirc;ncia, tecnologia e inova&ccedil;&atilde;o. Nela &eacute;    apresentada a articula&ccedil;&atilde;o entre os diversos agentes de P&amp;D    em diferentes contextos (embaixo, mais livres e acad&ecirc;micos e, acima e    &agrave; direita, mais estruturados e voltados para a inova&ccedil;&atilde;o).    O <a href="/img/revistas/rusp/n89/14q01.jpg">Quadro 1</a> apresenta alguns dos principais programas    de financiamento &agrave; inova&ccedil;&atilde;o existentes no pa&iacute;s,    buscando caracteriz&aacute;-los segundo diferentes fatores.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rusp/n89/14f01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O Edital Universal    do CNPq - direcionado para a forma&ccedil;&atilde;o de recursos humanos e fomento    &agrave; pesquisa cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica - &eacute; um exemplo    de programa com larga abrang&ecirc;ncia na comunidade cient&iacute;fica e pluralidade    de temas financi&aacute;veis. No entanto, sua capacidade de financiamento &eacute;    limitada a R$ 150 mil por projeto. Assumindo que os processos de inova&ccedil;&atilde;o    s&atilde;o multidisciplinares e exigem a articula&ccedil;&atilde;o entre institui&ccedil;&otilde;es,    n&atilde;o &eacute; de esperar que um edital universal seja capaz de produzir    resultados para a inova&ccedil;&atilde;o nas empresas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outros programas    buscam o fortalecimento da estrutura de C&amp;T, como os que criam os INCTs    (institutos nacionais de ci&ecirc;ncia e tecnologia) ou formam as redes nacionais    de car&aacute;ter inter-regional e interdisciplinar. Neles &eacute; poss&iacute;vel    aumentar a efici&ecirc;ncia do sistema reduzindo duplicidade de projetos e ampliando    a coopera&ccedil;&atilde;o. Entretanto, os recursos alocados frequentemente    n&atilde;o s&atilde;o suficientes para as tarefas de <i>scale</i>-<i>up</i>    ou prova de conceito, gargalos da inova&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">H&aacute; ainda    iniciativas que visam melhorar as conex&otilde;es entre oferta e demanda tecnol&oacute;gicas,    como o Sibratec, que aproximam as redes de pesquisa das empresas. O Sibratec    organiza as ICTs para oferecerem suporte &agrave; inova&ccedil;&atilde;o nas    empresas, por meio de servi&ccedil;os tecnol&oacute;gicos como tecnologias industriais    b&aacute;sicas (TIBs), atividades de P&amp;D&amp;I (no programa Centros de Inova&ccedil;&atilde;o)    e extens&atilde;o para a pequena e m&eacute;dia empresa. Tal programa busca    um melhor casamento entre as demandas da inova&ccedil;&atilde;o e as ofertas    das ICTs. Seu sucesso, entretanto, depender&aacute; da capacidade das ICTs de    desenvolver as tarefas necess&aacute;rias ao processo de inova&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">J&aacute; os programas    direcionados para incentivar a inova&ccedil;&atilde;o nas empresas, como as    chamadas para subven&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica da Finep e o Pipe da Fapesp,    t&ecirc;m como caracter&iacute;sticas o fato de poderem atingir uma diversidade    de empresas inovadoras, com variedade de &aacute;reas apoi&aacute;veis. Por    outro lado, os recursos s&atilde;o distribu&iacute;dos em projetos de porte    pequeno (Pipe) ou intermedi&aacute;rio (Finep/subven&ccedil;&atilde;o). O resultado    desses programas tem sido significativo, mas atinge principalmente as pequenas    e m&eacute;dias empresas em projetos pouco demandantes de investimentos. O Pite    da Fapesp prop&otilde;e uma boa articula&ccedil;&atilde;o entre empresa e academia,    mas a academia continua com a dificuldade de realizar as tarefas gargalo da    inova&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A partir da Lei    da Inova&ccedil;&atilde;o tem-se tamb&eacute;m a possibilidade da "encomenda    tecnol&oacute;gica" como modalidade de financiamento, por meio da qual a administra&ccedil;&atilde;o    p&uacute;blica pode contratar empresas, cons&oacute;rcio de empresas ou entidades    nacionais de direito privado, sem fins lucrativos, visando &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o    de P&amp;D para a solu&ccedil;&atilde;o de problemas t&eacute;cnicos espec&iacute;ficos    ou obten&ccedil;&atilde;o de produto ou processo inovador. Essa modalidade tem    como caracter&iacute;sticas a necessidade de uma articula&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via    das compet&ecirc;ncias e da defini&ccedil;&atilde;o dos atores de P&amp;D e    empresas beneficiadas. Seu principal benef&iacute;cio &eacute; tornar poss&iacute;vel    o investimento em projetos de grande porte em &aacute;reas estrat&eacute;gicas,    com potencial de grande impacto para a inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A variedade de    programas de financiamento mostra que o Brasil possui uma estrutura capaz de    dar suporte &agrave; inova&ccedil;&atilde;o. Entretanto, ainda faltam modelos    aprimorados de empreendimentos que sejam capazes de potencializar a utiliza&ccedil;&atilde;o    das diversas fontes de financiamento, de forma agregada e de modo a alavancar    projetos de grande porte, que incluam as fases de <i>scale-up</i> e prova de    conceito, resultando em elevado potencial de inova&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>PROPOSTA DE    UM MODELO DE ATUA&Ccedil;&Atilde;O DOS INSTITUTOS P&Uacute;BLICOS DE PESQUISA    TECNOL&Oacute;GICA</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; evidente    que universidades e empresas s&atilde;o dom&iacute;nios distintos e distantes.    Enquanto na universidade o trabalho &eacute; colaborativo e public&aacute;vel,    na empresa &eacute; competitivo e secreto. Enquanto os resultados s&atilde;o    de longo prazo, no primeiro caso, na empresa precisam ser r&aacute;pidos. As    capacita&ccedil;&otilde;es acumuladas ao longo dos anos s&atilde;o diferentes    nesses dois mundos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">S&atilde;o os institutos    tecnol&oacute;gicos que, por j&aacute; fornecerem servi&ccedil;os para a ind&uacute;stria    e desenvolverem projetos com a academia, t&ecirc;m um potencial aglutinador,    podendo ser os catalisadores da inova&ccedil;&atilde;o. A <a href="#f2">Figura    2</a> apresenta uma proposta de atua&ccedil;&atilde;o dos institutos de pesquisa    tecnol&oacute;gica e sua interface com empresas e universidades.</font></p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rusp/n89/14f02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A parte superior    da <a href="#f2">Figura 2</a> mostra as v&aacute;rias etapas do processo de    inova&ccedil;&atilde;o que ocorrem predominantemente dentro da empresa. Elas    incluem desde as pesquisas b&aacute;sicas (no caso de alguns setores) at&eacute;    a gest&atilde;o do ciclo de vida do produto, passando pelas etapas de testes    piloto, desenvolvimento do produto, produ&ccedil;&atilde;o, entre outras. Mesmo    que uma empresa possa realizar todas essas fases internamente, &eacute; mais    prov&aacute;vel que ela recorra a parceiros externos para completar v&aacute;rias    delas. &Eacute; muito dif&iacute;cil que uma empresa tenha os recursos suficientes    para manter internamente todas as compet&ecirc;ncias necess&aacute;rias para    realizar todas as etapas com sucesso.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entre os potenciais    parceiros externos das empresas para a inova&ccedil;&atilde;o est&atilde;o as    universidades e institutos de pesquisa. As universidades contribuem principalmente    com a forma&ccedil;&atilde;o de recursos humanos e com a produ&ccedil;&atilde;o    de pesquisas b&aacute;sicas e aplicadas, enquanto os institutos de pesquisa    tecnol&oacute;gica t&ecirc;m oferecido, tradicionalmente, servi&ccedil;os diversos    (ligados a metrologia, calibra&ccedil;&atilde;o, testes de produtos e processos,    etc.) e pesquisas tecnol&oacute;gicas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em um sistema em    que se vincula o financiamento de inova&ccedil;&atilde;o para as empresas &agrave;    participa&ccedil;&atilde;o das ICTs p&uacute;blicas, como no caso brasileiro,    os institutos podem ser adequados para fomentar a produ&ccedil;&atilde;o de    inova&ccedil;&atilde;o, por meio do oferecimento de servi&ccedil;os como o escalonamento    de tecnologias e as provas de conceito, al&eacute;m dos testes de produtos entre    outros servi&ccedil;os (ver parte central da <a href="#f2">Figura 2</a>). Eles    tamb&eacute;m podem cooperar com as universidades nas pesquisas mais b&aacute;sicas    e tirar proveito dos conhecimentos acumulados na academia para realizarem esfor&ccedil;os    de pesquisa tecnol&oacute;gica que tragam novas solu&ccedil;&otilde;es para    as empresas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m disso,    para que o sistema proposto funcione bem, &eacute; preciso tamb&eacute;m que    se formem agentes de inova&ccedil;&atilde;o, pessoas que convivam nesses tr&ecirc;s    ambientes (empresas, ICTs e universidades), com o objetivo de identificar demandas    e oportunidades.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No caso espec&iacute;fico    dos institutos, para assumirem as fun&ccedil;&otilde;es de um conector entre    universidades e empresas e atuar mais ativamente nas fases intermedi&aacute;rias    do processo de inova&ccedil;&atilde;o, eles precisam desenvolver capacita&ccedil;&otilde;es    espec&iacute;ficas. Entre elas: capacita&ccedil;&otilde;es gerenciais de forma    geral; capacidade de gerir projetos que envolvam diferentes parceiros; habilidade    de coordenar as diferentes expectativas dos parceiros; capacidade de comunica&ccedil;&atilde;o;    capacidade de organizar projetos que sejam atraentes aos clientes, com o oferecimento    de servi&ccedil;os completos que possam envolver diferentes etapas como a solu&ccedil;&atilde;o    de problemas de pesquisa aplicada e tecnol&oacute;gica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por ter experi&ecirc;ncia    na presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os tecnol&oacute;gicos e nas fases    intermedi&aacute;rias do processo de inova&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de    conviver nos mundos da academia e da ind&uacute;stria, os institutos podem se    capacitar para articular iniciativas ou projetos cujos desafios - cient&iacute;ficos,    tecnol&oacute;gicos e financeiros - demandem a participa&ccedil;&atilde;o das    empresas, de ag&ecirc;ncias governamentais e de outras institui&ccedil;&otilde;es    de pesquisa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m de    assumirem compromissos de pesquisa, relacionados a etapas espec&iacute;ficas    dos projetos, os institutos podem atuar como gestores de todo o processo. Eles    seriam os articuladores da inova&ccedil;&atilde;o, na forma de um <i>broker</i>    de atividades, demandas e gest&atilde;o. O fato de uma institui&ccedil;&atilde;o    p&uacute;blica assumir essa fun&ccedil;&atilde;o pode viabilizar o financiamento    de projetos de grande porte, tendo em vista os programas p&uacute;blicos de    fomento abordados na se&ccedil;&atilde;o anterior, possibilitando a alavancagem    de recursos para a inova&ccedil;&atilde;o. Ainda, eles podem trazer maior seguran&ccedil;a    para os potenciais parceiros, facilitando a negocia&ccedil;&atilde;o entre os    atores privados. Por outro lado, a institui&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica    coordenadora precisa ser reconhecida por sua compet&ecirc;ncia t&eacute;cnica    na &aacute;rea dos projetos selecionados e ser altamente eficiente na sua administra&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esse modelo parece    adequado para a estrutura&ccedil;&atilde;o de pesquisas pr&eacute;-competitivas,    em que &eacute; mais f&aacute;cil a associa&ccedil;&atilde;o entre empresas    em um mesmo projeto, uma vez que os resultados das pesquisas ainda precisar&atilde;o    de investimentos posteriores para se tornar produto final.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O Instituto de    Pesquisas Tecnol&oacute;gicas - IPT assumiu esse modelo para articular grandes    iniciativas. Para isso criou uma diretoria dedicada a construir esses projetos.    O formato adotado teve como base os conceitos acima descritos e a experi&ecirc;ncia    com o laborat&oacute;rio de estruturas leves em S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos    (descrito abaixo). A duas experi&ecirc;ncias do IPT no modelo proposto s&atilde;o    apresentadas na se&ccedil;&atilde;o seguinte.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>CASOS DO IPT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O IPT tem tomado    v&aacute;rias iniciativas para aumentar sua contribui&ccedil;&atilde;o na produ&ccedil;&atilde;o    de inova&ccedil;&atilde;o, o que inclui se capacitar para atuar como um conector    entre universidades e empresas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entre as iniciativas    mais importantes est&aacute; a moderniza&ccedil;&atilde;o da sua administra&ccedil;&atilde;o,    de modo a se criar uma estrutura adequada para dar suporte aos novos programas.    Nesse intuito foram criadas a Diretoria de Inova&ccedil;&atilde;o e a Ger&ecirc;ncia    de Gest&atilde;o Estrat&eacute;gica (GGT). Entre as atribui&ccedil;&otilde;es    da nova diretoria est&atilde;o a articula&ccedil;&atilde;o e o gerenciamento    de novos projetos; o relacionamento institucional (com universidades e entidades    de fomento); a divulga&ccedil;&atilde;o do modelo de atua&ccedil;&atilde;o do    instituto como um conector entre universidades e empresas; e a defini&ccedil;&atilde;o    de temas relevantes de projetos a serem desenvolvidos no novo modelo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">J&aacute; a nova    GGT tem a miss&atilde;o de atuar como um escrit&oacute;rio de projetos (apoiando    a elabora&ccedil;&atilde;o de planos de neg&oacute;cios, a realiza&ccedil;&atilde;o    de contratos, a estrutura&ccedil;&atilde;o de novos neg&oacute;cios etc.), realizar    a prospec&ccedil;&atilde;o de novas tecnologias e a&ccedil;&otilde;es ligadas    &agrave; intelig&ecirc;ncia de mercado (como a gest&atilde;o de contas-chave,    a negocia&ccedil;&atilde;o de termos de propriedade intelectual etc.).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O IPT criou o programa    de bolsas de inicia&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica para fomentar trabalhos    conjuntos com a universidade. As bolsas de inicia&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica    t&ecirc;m como objetivo a forma&ccedil;&atilde;o de estudantes de n&iacute;vel    superior em atividades de P&amp;D&amp;I. As pesquisas s&atilde;o realizadas    com a orienta&ccedil;&atilde;o de pesquisadores do IPT e da universidade. Em    dois anos foram oferecidas 40 bolsas. A ideia &eacute; que a iniciativa sirva    como uma experi&ecirc;ncia piloto para o lan&ccedil;amento de um programa de    bolsas de mestrado e doutorado com as mesmas caracter&iacute;sticas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No entanto, os    maiores esfor&ccedil;os t&ecirc;m sido para a estrutura&ccedil;&atilde;o dos    projetos cooperativos envolvendo universidades, empresas e outros parceiros.    Para come&ccedil;ar a atuar no novo modelo, a diretoria do Instituto realizou    uma s&eacute;rie de apresenta&ccedil;&otilde;es e discuss&otilde;es com potenciais    parceiros (empresas, ag&ecirc;ncias de fomento e &oacute;rg&atilde;os de governo)    e no pr&oacute;prio instituto (com os pesquisadores e junto ao Conselho de Orienta&ccedil;&atilde;o    e Conselho de Administra&ccedil;&atilde;o), al&eacute;m da divulga&ccedil;&atilde;o    na m&iacute;dia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dois projetos foram    estruturados no novo modelo, o Laborat&oacute;rio de Estruturas Leves (LEL),    em S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, e o Projeto de Gaseifica&ccedil;&atilde;o    de Biomassa, em Piracicaba.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O LEL foi criado    com o objetivo de pesquisar materiais comp&oacute;sitos para o desenvolvimento    de estruturas leves com aplica&ccedil;&atilde;o na ind&uacute;stria de aeronaves,    atendendo tamb&eacute;m ind&uacute;strias que demandam materiais de alto desempenho,    como a naval, a automobil&iacute;stica e a de petr&oacute;leo e g&aacute;s.    O valor do projeto &eacute; de R$ 90,5 milh&otilde;es e participam dele: governo    do estado de S&atilde;o Paulo, BNDES, Embraer, Fapesp, Finep, universidades    FEI, ITA, USP, Unicamp e Unesp, o instituto de Pesquisas Energ&eacute;ticas    e Nucleares (Ipen) e o Instituto de Aeron&aacute;utica e Espa&ccedil;o (IAE)    e a Prefeitura Municipal de S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em Piracicaba,    tem-se o desenvolvimento de uma planta piloto de gaseifica&ccedil;&atilde;o    de biomassa, para a gera&ccedil;&atilde;o de um g&aacute;s de s&iacute;ntese    com alto potencial de gera&ccedil;&atilde;o de energia el&eacute;trica, produtos    qu&iacute;micos, combust&iacute;veis l&iacute;quidos e gasosos. Seu objetivo    &eacute; desenvolver os conhecimentos tecnol&oacute;gicos para a constru&ccedil;&atilde;o    de plantas em escalas industriais. O projeto &eacute; de R$ 80 milh&otilde;es,    financiado com recursos do BNDES/Funtec, Finep, governo do estado de S&atilde;o    Paulo e empresas parceiras. Participam dele o IPT, o Centro de Tecnologia Canavieira    (CTC), o Laborat&oacute;rio Nacional de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia do Bioetanol    (CTBE), a Esalq/USP e as empresas Cosan, Ideom, Oxiteno e Petrobras.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A organiza&ccedil;&atilde;o    dos projetos tem trazido v&aacute;rios desafios. Entre eles est&atilde;o: a    defini&ccedil;&atilde;o de fornecedores, a busca de parceiros privados, o levantamento    de recursos financeiros, a defini&ccedil;&atilde;o de escopo dos projetos, o    modo de participa&ccedil;&atilde;o da universidade, a transfer&ecirc;ncia da    tecnologia para as empresas e a gest&atilde;o do sistema como um todo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No caso do projeto    de gaseifica&ccedil;&atilde;o, por exemplo, suas atividades est&atilde;o organizadas,    inicialmente, em quatro principais temas que demandam compet&ecirc;ncias diversas,    al&eacute;m da necessidade de desenvolv&ecirc;-los de forma coordenada. S&atilde;o    eles:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#149; A governan&ccedil;a    - compreende a defini&ccedil;&atilde;o das regras de intera&ccedil;&atilde;o    entre os parceiros do projeto. Nesse tema est&atilde;o as negocia&ccedil;&otilde;es    para a defini&ccedil;&atilde;o do modelo de neg&oacute;cio (se por meio da cria&ccedil;&atilde;o    de SPE, cons&oacute;rcio ou conv&ecirc;nio entre os parceiros), os termos do    contrato entre as partes, o regimento interno da planta piloto etc.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#149; O planejamento    tecnol&oacute;gico da planta piloto - s&atilde;o as a&ccedil;&otilde;es relacionadas    &agrave;s escolhas a partir da an&aacute;lise das tecnologias dispon&iacute;veis.    Envolve o estudo das principais rotas tecnol&oacute;gicas de gaseifica&ccedil;&atilde;o,    por meio de publica&ccedil;&otilde;es e patentes; os estudos de viabilidade    econ&ocirc;mica para as diferentes rotas; o levantamento de experi&ecirc;ncias    internacionais, incluindo visitas a alguns projetos no exterior (como Choren,    Siemens e Karls-ruhe na Alemanha, Varnamo na Su&eacute;cia e NREL nos EUA);    contatos e apresenta&ccedil;&otilde;es do projeto para empresas de engenharia    e potenciais fornecedores de equipamentos. Al&eacute;m desses, h&aacute; a negocia&ccedil;&atilde;o    da &aacute;rea onde ser&aacute; instalada a planta piloto.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#149; A coopera&ccedil;&atilde;o    com a universidade - tem o objetivo de promover pesquisas que possibilitem a    forma&ccedil;&atilde;o de massa cr&iacute;tica necess&aacute;ria para o desenvolvimento    futuro da rota tecnol&oacute;gica no pa&iacute;s. As atividades envolvem o levantamento    inicial de temas a serem pesquisados pelas universidades e as negocia&ccedil;&otilde;es    com as empresas e ag&ecirc;ncias de fomento para o lan&ccedil;amento de editais    conjuntos em temas relevantes para o projeto.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#149; O financiamento    - envolve as negocia&ccedil;&otilde;es dos recursos financeiros junto a ag&ecirc;ncias    de fomento e as contrapartidas, econ&ocirc;micas e financeiras, de governo,    das empresas e demais institui&ccedil;&otilde;es parceiras.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A organiza&ccedil;&atilde;o    dos projetos tem trazido v&aacute;rios desafios ao IPT e seus parceiros. As    decis&otilde;es relacionadas a ambos os projetos tem ocorrido por meio de comit&ecirc;s    gestores dos quais participam os parceiros.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por outro lado,    observa-se que o modelo proposto proporciona as vantagens de aplica&ccedil;&atilde;o    dos recursos p&uacute;blicos dispon&iacute;veis para a inova&ccedil;&atilde;o    com uma maior efici&ecirc;ncia, uma vez que as tarefas s&atilde;o distribu&iacute;das    e n&atilde;o h&aacute; duplica&ccedil;&atilde;o de esfor&ccedil;os, al&eacute;m    da maior agilidade no processo. O principal aspecto observado tem sido o significativo    interesse das empresas, que encontram nesse modelo uma boa conjuga&ccedil;&atilde;o    entre a seguran&ccedil;a de usar recursos p&uacute;blicos n&atilde;o reembols&aacute;veis    com a maior efici&ecirc;ncia e velocidade do processo de desenvolvimento das    inova&ccedil;&otilde;es. Al&eacute;m disso, o grupo de empresas consegue articular    iniciativas maiores pela agrega&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias e recursos    financeiros.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As principais conclus&otilde;es    da presente an&aacute;lise s&atilde;o as seguintes:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#149; O desenvolvimento    da inova&ccedil;&atilde;o no Brasil buscou aproximar universidades e empresas,    mas careceu de modelos para estimular as fases mais custosas e cr&iacute;ticas    do processo, que s&atilde;o as fases piloto de prova de conceito.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#149; Os programas    de fomento devem prever um modelo de articula&ccedil;&atilde;o de projetos em    que as principais compet&ecirc;ncias s&atilde;o convocadas para ajudar a resolver    grandes problemas tecnol&oacute;gicos nacionais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#149; Para isso,    os institutos de pesquisa tecnol&oacute;gica podem funcionar como articuladores    entre os diversos atores do processo de inova&ccedil;&atilde;o no Brasil: governo,    empresas e universidades e ICTs.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#149; O IPT adotou    esse modelo e tem obtido bons resultados na articula&ccedil;&atilde;o de grandes    iniciativas em prol da inova&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#149; Ainda resta    o desafio de aumentar a velocidade do processo, principalmente no que se refere    aos aspectos de julgamento de propostas e aspectos jur&iacute;dicos de contra&ccedil;&atilde;o    quando h&aacute; um grande n&uacute;mero de atores envolvidos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>BIBLIOGRAFIA</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">MCT - Minist&eacute;rio    da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia. Plano de A&ccedil;&atilde;o 2007-2010. "Ci&ecirc;ncia,    Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento Nacional". Documento    s&iacute;ntese. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.mct.gov.br/upd_blob/0203/203406.pdf" target="_blank">http://www.mct.gov.br/upd_blob/0203/203406.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=003845&pid=S0103-9989201100020001400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">MCT - Minist&eacute;rio    da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia - Indicadores Nacionais de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia.    Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/9058.html" target="_blank">http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/9058.html</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=003847&pid=S0103-9989201100020001400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">MORAIS, J. M. "Uma    Avalia&ccedil;&atilde;o de Programas de Apoio &agrave; Inova&ccedil;&atilde;o    Tecnol&oacute;gica com Base nos Fundos Setoriais e na Lei de Inova&ccedil;&atilde;o",    in J. A. Negri; L. C. Kobota (orgs.). <i>Pol&iacute;ticas de Incentivo &agrave;    Inova&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica no Brasil</i>. Bras&iacute;lia, Ipea,    2008. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/livros/capitulo02_27.pdf" target="_blank">http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/livros/capitulo02_27.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=003849&pid=S0103-9989201100020001400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">QUEIROZ, S. <i>Empresas    Multinacionais e Inova&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica no Brasil</i>. S&atilde;o    Paulo, Perspectiva, v. 19, n. 2, abr.-jun./2005, pp. 51-59.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=003850&pid=S0103-9989201100020001400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">SUH, N. P. On Innovation    Strategies - An Asian Perspective. Glion Colloquium, Su&iacute;&ccedil;a, 2009.    Dispon&iacute;vel em:<a href="http://www.google.com.br/url?sa=t&source=web&cd=2&ved=0CCcQFjAB&url=http%3A%2F%2Fwww.kaist.edu%2Finclude%2Fb_download.php%3Freq_P%3Dfd%26req_DN%3Dcb4b69eb9bd10da82c15dca2f86a1385&rct=j&q=suh%20nam%20theory%20of%20innovation%20pdf%20asia&ei=43ALTZ68NoO8lQeC3vzpCw&usg=AFQjCNFlNerYAM1U2fMFYO1oNFPktr3kjg" target="_blank">http://www.google.com.br/url?sa=t&amp;source=web&amp;cd=2&amp;ved=0CCcQFjAB&amp;url=http%3    A%2F%2Fwww.kaist.edu%2Finclude%2Fb_download.php%3Freq_P%3Dfd%26req_DN%3 Dcb4b69eb9bd10da82c15dca2f86a1385&amp;rct=j&amp;q=suh%20nam%20theory%20of%20inno    vation%20pdf%20asia&amp;ei=43ALTZ68NoO8lQeC3vzpCw&amp;usg=AFQjCNFlNerYAM1U2fMFYO    1oNFPktr3kjg</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=003852&pid=S0103-9989201100020001400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
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