<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0103-9989</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista USP]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. USP]]></abbrev-journal-title>
<issn>0103-9989</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Coordenadoria de Comunicação Social (CCS) da USP]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0103-99892011000200017</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Obstáculos ao investimento em P&D de empresas estrangeiras no Brasil]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Queiroz]]></surname>
<given-names><![CDATA[Sérgio]]></given-names>
</name>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Unicamp Instituto de Geociências Departamento de Política Científica e Tecnológica]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>05</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>05</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<numero>89</numero>
<fpage>244</fpage>
<lpage>255</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://rusp.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-99892011000200017&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><self-uri xlink:href="http://rusp.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0103-99892011000200017&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><self-uri xlink:href="http://rusp.scielo.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0103-99892011000200017&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[O objetivo deste artigo é apontar para a presença de certas barreiras ao investimento em P&D de empresas estrangeiras no Brasil, assim como discutir condições para sua superação. Seu ponto de partida é o de que as subsidiárias brasileiras de empresas internacionais, que, em seu conjunto, já participam significativamente do esforço total de P&D empresarial, poderiam ampliar ainda mais essa participação no futuro desde que essas barreiras ao investimento em P&D externo possam ser contornadas. As conclusões principais são de que são boas as perspectivas de atração de investimentos em P&D "orientados pelo mercado". O que, no passado relativamente recente, constituía uma barreira hoje se tornou uma vantagem em decorrência do peso crescente das grandes economias emergentes no mercado global. Quanto aos investimentos em P&D "orientados pela tecnologia", persistem muitas dificuldades para o país tornar-se atraente, especialmente com relação à formação de recursos humanos de alto nível e à presença de instituições acadêmicas sólidas e de clusters tecnológicos de certo porte.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article aims at pointing some barriers of foreign companies to the investment in R&D in Brazil, and at discussing some conditions for overcoming them. It starts with the point that the Brazilian branches of international companies, which as a whole already take a significant part in the whole effort of corporate R&D, could extend their future participation provided that a way is found through the investment barriers in external R&D. The main conclusions are that there are good perspectives for attracting "market-oriented" R&D investments. That, which in recent past was seen as a hindrance, is now an advantage due to the growing weight of the big emerging economies in the global market. As regards the investments in "technology-oriented" R&D, many difficulties to make the country attractive persist, especially in relation to training high-level human resources and to the presence of solid academic institutions and technological clusters of a certain size.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[empresas estrangeiras]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[investimentos em P&D]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[mercado]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[clusters]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[foreign companies]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[investment in R&D]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[market]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[clusters]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><a name="top"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4">    <b>Obst&aacute;culos ao investimento em P&amp;D de empresas estrangeiras no    Brasil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>S&eacute;rgio    Queiroz</b> </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Professor do Departamento    de Pol&iacute;tica Cient&iacute;fica e Tecnol&oacute;gica do Instituto de Geoci&ecirc;ncias    da Unicamp</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b> </font>  </p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O objetivo deste    artigo &eacute; apontar para a presen&ccedil;a de certas barreiras ao investimento    em P&amp;D de empresas estrangeiras no Brasil, assim como discutir condi&ccedil;&otilde;es    para sua supera&ccedil;&atilde;o. Seu ponto de partida &eacute; o de que as    subsidi&aacute;rias brasileiras de empresas internacionais, que, em seu conjunto,    j&aacute; participam significativamente do esfor&ccedil;o total de P&amp;D empresarial,    poderiam ampliar ainda mais essa participa&ccedil;&atilde;o no futuro desde    que essas barreiras ao investimento em P&amp;D externo possam ser contornadas.    As conclus&otilde;es principais s&atilde;o de que s&atilde;o boas as perspectivas    de atra&ccedil;&atilde;o de investimentos em P&amp;D "orientados pelo mercado".    O que, no passado relativamente recente, constitu&iacute;a uma barreira hoje    se tornou uma vantagem em decorr&ecirc;ncia do peso crescente das grandes economias    emergentes no mercado global. Quanto aos investimentos em P&amp;D "orientados    pela tecnologia", persistem muitas dificuldades para o pa&iacute;s tornar-se    atraente, especialmente com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; forma&ccedil;&atilde;o    de recursos humanos de alto n&iacute;vel e &agrave; presen&ccedil;a de institui&ccedil;&otilde;es    acad&ecirc;micas s&oacute;lidas e de <i>clusters</i> tecnol&oacute;gicos de    certo porte.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b>    empresas estrangeiras, investimentos em P&amp;D, mercado, <i>clusters</i>.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font>  </p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">This article aims    at pointing some barriers of foreign companies to the investment in R&amp;D    in Brazil, and at discussing some conditions for overcoming them.    <br>   It starts with the point that the Brazilian branches of international companies,    which as a whole already take a significant part in the whole effort of corporate    R&amp;D, could extend their future participation provided that a way is found    through the investment barriers in external R&amp;D.    <br>   The main conclusions are that there are good perspectives for attracting "market-oriented"    R&amp;D investments. That, which in recent past was seen as a hindrance, is    now an advantage due to the growing weight of the big emerging economies in    the global market.    <br>   As regards the investments in "technology-oriented" R&amp;D, many difficulties    to make the country attractive persist, especially in relation to training high-level    human resources and to the presence of solid academic institutions and technological    clusters of a certain size.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b>    foreign companies, investment in R&amp;D, market, clusters.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As empresas estrangeiras    estabelecidas no Brasil t&ecirc;m hoje participa&ccedil;&atilde;o importante    nas atividades de P&amp;D empresariais e podem vir a ter um papel ainda maior    no futuro.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O objetivo deste    artigo &eacute; mostrar a exist&ecirc;ncia de algumas barreiras - e discutir    condi&ccedil;&otilde;es para sua supera&ccedil;&atilde;o - que impedem a concretiza&ccedil;&atilde;o    dessa atua&ccedil;&atilde;o mais relevante das subsidi&aacute;rias estrangeiras    no sistema nacional de inova&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O artigo mostra    que existem oportunidades para ampliar os investimentos em P&amp;D dessas empresas    no pa&iacute;s e ao mesmo tempo dificuldades a superar se o objetivo for atrair    investimentos motivados n&atilde;o apenas pelo mercado mas tamb&eacute;m pela    oferta interna de fatores relevantes para o desenvolvimento tecnol&oacute;gico.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>O BAIXO GASTO    EMPRESARIAL EM P&amp;D E O PAPEL DAS EMPRESAS ESTRANGEIRAS</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Um conhecido indicador    da fragilidade do sistema de inova&ccedil;&atilde;o do Brasil &eacute; o pequeno    gasto em P&amp;D como propor&ccedil;&atilde;o do PIB. Como mostra a <a href="#f1">Figura    1</a>, esse n&uacute;mero - 1,1% do PIB - est&aacute; muito abaixo da m&eacute;dia    dos pa&iacute;ses da OCDE, embora acima de pa&iacute;ses como R&uacute;ssia,    &Iacute;ndia ou M&eacute;xico.</font></p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rusp/n89/17f01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ocorre que o desafio    maior para ampliar esse percentual n&atilde;o est&aacute; no gasto p&uacute;blico    em P&amp;D, em torno de 0,6% do PIB, mais ou menos em linha com o que se observa    em grande parte dos pa&iacute;ses da OCDE. &Eacute; o gasto empresarial, em    torno de 0,5% do PIB, que se encontra muito abaixo de um n&iacute;vel aceit&aacute;vel,    al&eacute;m de ter aumentado lentamente entre 1996 e 2006 (<a href="/img/revistas/rusp/n89/17f02.jpg">Figura    2</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">H&aacute; muita    controv&eacute;rsia em torno das raz&otilde;es do fraco engajamento das empresas    instaladas no Brasil em atividades de P&amp;D. A explica&ccedil;&atilde;o mais    comum aponta o ambiente econ&ocirc;mico pouco competitivo do pa&iacute;s, heran&ccedil;a    de um modelo de industrializa&ccedil;&atilde;o caracterizado por forte protecionismo    e pelo fechamento ao com&eacute;rcio exterior. A limitada competi&ccedil;&atilde;o    implica uma atitude de acomoda&ccedil;&atilde;o por parte dos empres&aacute;rios,    que teriam poucos incentivos para inovar. &Eacute; certo que essas condi&ccedil;&otilde;es    econ&ocirc;micas come&ccedil;aram a mudar a partir do final dos anos 80 e in&iacute;cio    dos 90 com a maior abertura &agrave; competi&ccedil;&atilde;o internacional,    mas os efeitos da antiga estrutura tendem a persistir por um longo per&iacute;odo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Invoca-se tamb&eacute;m    a estrutura industrial com pequena participa&ccedil;&atilde;o de setores intensivos    em tecnologia. Diferentemente dos tigres asi&aacute;ticos, que conquistaram    uma forte posi&ccedil;&atilde;o na ind&uacute;stria eletr&ocirc;nica, na inform&aacute;tica    e nas telecomunica&ccedil;&otilde;es, o pa&iacute;s concentrou sua for&ccedil;a    industrial na metal-mec&acirc;nica. Com a exce&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria    aeron&aacute;utica, em que na verdade sobressai uma &uacute;nica empresa, a    Embraer, os setores intensivos em tecnologia s&atilde;o fr&aacute;geis no Brasil,    o que naturalmente puxa para baixo o investimento total em P&amp;D quando se    compara com outros pa&iacute;ses.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outra interpreta&ccedil;&atilde;o    convencional para o reduzido gasto empresarial em P&amp;D refere-se &agrave;s    empresas de capital estrangeiro, respons&aacute;veis por parcela significativa    do produto industrial brasileiro e que tenderiam a concentrar suas atividades    tecnol&oacute;gicas nos pa&iacute;ses de origem ou em outros pa&iacute;ses desenvolvidos    e portanto n&atilde;o realizar aqui esse tipo de atividade (Anpei, 2004).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">H&aacute; dois    problemas com esse argumento. O primeiro, de ordem emp&iacute;rica, &eacute;    o fato de empresas estrangeiras responderem por aproximadamente 46-47% do gasto    empresarial em P&amp;D, segundo dados da Pintec<a name="top1"></a><a href="#back1"><sup>1</sup></a>.    Isso significa que essas empresas tomadas em conjunto realizam um esfor&ccedil;o    em P&amp;D similar ao das empresas de capital nacional, sendo que nos setores    em que predominam, como o automobil&iacute;stico, esse esfor&ccedil;o &eacute;    ainda mais not&aacute;vel. Esse fato torna as empresas multinacionais (EMNs)    agentes relevantes do sistema nacional de inova&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O segundo problema    &eacute; que o argumento est&aacute; baseado no que poder&iacute;amos chamar    de "vis&atilde;o tradicional" das atividades de P&amp;D das EMNs, em que estas    centralizam a P&amp;D e transferem a tecnologia para suas filiais, as quais    se limitam a adapt&aacute;-la aos mercados e condi&ccedil;&otilde;es de produ&ccedil;&atilde;o    locais. Nessa perspectiva, que descreve razoavelmente o que se passava no mundo    at&eacute; o final dos anos 70, as compet&ecirc;ncias centrais concentram-se    nos pa&iacute;ses de origem e as responsabilidades tecnol&oacute;gicas das subsidi&aacute;rias    s&atilde;o muito limitadas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em contraponto,    podemos apresentar uma "nova vis&atilde;o", caracter&iacute;stica de um modelo    mais descentralizado de produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento e de inova&ccedil;&atilde;o    tecnol&oacute;gica adotado mais recentemente e com intensidade crescente pelas    EMNs (Gammeltoft, 2005). Nele, embora as atividades mais sofisticadas, mais    intensivas em ci&ecirc;ncia, permane&ccedil;am firmemente ancoradas nos pa&iacute;ses    de origem, as subsidi&aacute;rias ganham novas compet&ecirc;ncias e responsabilidades    nas redes de P&amp;D que resultam da crescente globaliza&ccedil;&atilde;o da    fun&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica das EMNs.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esse novo quadro    implica que as empresas de capital estrangeiro podem, e devem, assumir no Brasil    uma parcela importante da responsabilidade de reverter essa situa&ccedil;&atilde;o    de baixo comprometimento das empresas com esfor&ccedil;os para inovar, notadamente    P&amp;D. As pol&iacute;ticas p&uacute;blicas n&atilde;o podem ignorar o desempenho    j&aacute; observado das EMNs nessa &aacute;rea, nem tampouco a oportunidade    de ampliar de forma significativa essa atua&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>BARREIRAS &Agrave;    EXPANS&Atilde;O DA P&amp;D EXTERNA</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">H&aacute; algum    tempo se reconhece a import&acirc;ncia do mercado como fator de atra&ccedil;&atilde;o    do Investimento Direto Estrangeiro (IDE) em geral, e do IDE em P&amp;D em particular    (Dunning, 1993; Pearce e Singh, 1992). O tamanho e o dinamismo de mercados externos    funcionam como poderosas for&ccedil;as "centr&iacute;fugas" para que as EMNs    realizem atividades de P&amp;D fora de seus pa&iacute;ses de origem, buscando    n&atilde;o apenas adaptar melhor seus produtos existentes &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es    locais mas tamb&eacute;m criar novos produtos mais adequados a essas condi&ccedil;&otilde;es.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outros autores    destacaram tamb&eacute;m a import&acirc;ncia dos fatores relacionados &agrave;    "oferta" de tecnologia na atra&ccedil;&atilde;o de atividades de P&amp;D (Florida,    1997; Kummerle, 1997). No caso dos EUA, analisado por Florida (1997), &eacute;    muito evidente que a exist&ecirc;ncia de institui&ccedil;&otilde;es acad&ecirc;micas    de longa tradi&ccedil;&atilde;o, recursos humanos ultraqualificados e <i>clusters</i>    tecnol&oacute;gicos de fronteira s&atilde;o enormes atrativos para a P&amp;D    <i>technology-oriented</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em <i>survey</i>    com 88 respondentes para um trabalho sobre a atua&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica    de subsidi&aacute;rias de EMNs no Brasil (Queiroz et al., 2007), o levantamento    sobre a import&acirc;ncia relativa dos fatores de atra&ccedil;&atilde;o de investimentos    em P&amp;D destacou a oferta de m&atilde;o-de-obra qualificada e o tamanho de    mercado, como se v&ecirc; na <a href="/img/revistas/rusp/n89/17t01.jpg">Tabela 1</a><a name="top2"></a><a href="#back2"><sup>2</sup></a>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tomando como ponto    de partida a discuss&atilde;o sobre investimentos em P&amp;D <i>market-oriented</i>    ou <i>technology-oriented</i> e os fatores de atra&ccedil;&atilde;o relevantes    em cada caso, e tamb&eacute;m os resultados emp&iacute;ricos para o caso brasileiro    encontrados no estudo acima mencionado, vamos concentrar nossa an&aacute;lise    da presen&ccedil;a - ou aus&ecirc;ncia - de barreiras ao IDE externo em P&amp;D    em quatro elementos: 1) mercado; 2) financiamento e incentivos a P&amp;D; 3)    recursos humanos; e 4) ci&ecirc;ncia e institui&ccedil;&otilde;es acad&ecirc;micas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>MERCADO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como j&aacute;    se observou acima, tamanho e dinamismo do mercado s&atilde;o reconhecidamente    fatores importantes na atra&ccedil;&atilde;o de IDE em atividades tecnol&oacute;gicas.    Nos investimentos do tipo <i>market-oriented</i>, em que a motiva&ccedil;&atilde;o    principal &eacute; adaptar/customizar/criar produtos para o mercado local al&eacute;m    de oferecer suporte &agrave; manufatura, &eacute; evidente que existe uma rela&ccedil;&atilde;o    direta entre o tamanho da opera&ccedil;&atilde;o estrangeira, medida por vendas    e produ&ccedil;&atilde;o, e a disposi&ccedil;&atilde;o da corpora&ccedil;&atilde;o    multinacional de realizar P&amp;D local.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Observando-se o    hist&oacute;rico recente da economia brasileira, da d&eacute;cada perdida dos    80 at&eacute; muito recentemente, em que pese a razo&aacute;vel dimens&atilde;o    do mercado brasileiro, o fraco dinamismo n&atilde;o encorajava iniciativas mais    ousadas em mat&eacute;ria de investimentos em P&amp;D.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A situa&ccedil;&atilde;o    atual se apresenta diferente. A retomada do crescimento sustent&aacute;vel ainda    n&atilde;o se encontra consolidada, mas o pa&iacute;s se beneficia de um novo    estatuto de que as grandes economias emergentes - em especial, o grupo chamado    BRIC (Brasil, R&uacute;ssia, &Iacute;ndia e China) - passaram a desfrutar nos    anos 2000. China e &Iacute;ndia particularmente tornaram-se protagonistas de    primeira grandeza na cena da P&amp;D global. Observadores atentos v&ecirc;m    mostrando como os dois gigantes da &Aacute;sia posicionaram-se como polos expressivos    de atra&ccedil;&atilde;o de IDE em P&amp;D por parte das EMNs (Bruche, 2009;    Couto et alii, 2006). A China passou de 50 centros de P&amp;D de EMNs em 2000    para algo pr&oacute;ximo dos 1.100 no final de 2007. A &Iacute;ndia foi de aproximadamente    100 laborat&oacute;rios de P&amp;D de filiais em 2000 para quase 600 no fim    de 2007.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na bibliografia    sobre globaliza&ccedil;&atilde;o da P&amp;D havia uma interessante discuss&atilde;o    nos anos 90 sobre o car&aacute;ter verdadeiramente global desse processo. Alguns    autores argumentavam com base em determinadas evid&ecirc;ncias que se tratava    muito mais de "triadiza&ccedil;&atilde;o", no sentido de restringir-se &agrave;    tr&iacute;ade EUA-Europa-Jap&atilde;o, do que de globaliza&ccedil;&atilde;o    (Patel e Pavitt, 2000).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A import&acirc;ncia    crescente dos pa&iacute;ses emergentes no crescimento global futuro tende a    refor&ccedil;ar a necessidade das EMNs de ir al&eacute;m da tr&iacute;ade e    criar produtos e desenvolver processos adequados a esses mercados. Pa&iacute;ses    com grandes mercados e em forte expans&atilde;o ter&atilde;o cada vez mais poder    de atra&ccedil;&atilde;o de IDE em P&amp;D.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O caso da China    &eacute; muito evidente mas o Brasil, em menor escala, segue caminho semelhante.    Como exemplo, em novembro de 2010 a GE anunciou a instala&ccedil;&atilde;o no    Rio de Janeiro de seu quinto centro global de P&amp;D, al&eacute;m dos EUA,    Alemanha, China e &Iacute;ndia. Ser&aacute; um investimento de US$ 100 milh&otilde;es    que dever&aacute; empregar 200 cientistas e engenheiros em um prazo de dois    anos. Uma das &aacute;reas priorit&aacute;rias do centro ser&aacute; a cadeia    energ&eacute;tica, especialmente associada a g&aacute;s e petr&oacute;leo, para    as quais se espera uma enorme expans&atilde;o do mercado brasileiro no rastro    do desenvolvimento do Pr&eacute;-sal.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em suma, at&eacute;    um per&iacute;odo relativamente recente, o fator mercado foi um obst&aacute;culo    &agrave; expans&atilde;o das atividades tecnol&oacute;gicas das empresas estrangeiras    no Brasil. Presentemente, pode-se dizer que &eacute; um elemento a favor dessa    expans&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>FINANCIAMENTO    E INCENTIVOS A P&amp;D</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Chama a aten&ccedil;&atilde;o    na <a href="/img/revistas/rusp/n89/17t01.jpg">Tabela 1</a> a pouca import&acirc;ncia atribu&iacute;da    pelas filiais de EMNs instaladas no Brasil &agrave; quest&atilde;o do financiamento    para P&amp;D. Contrariamente ao que o senso comum poderia sugerir, as EMNs n&atilde;o    parecem considerar que a disponibilidade de linhas de cr&eacute;dito para P&amp;D    seja um fator relevante na decis&atilde;o de iniciar ou ampliar essas atividades.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na verdade, esse    resultado n&atilde;o chega a surpreender. Primeiro, porque, dadas a escala relativamente    restrita em que essas empresas hoje se engajam em P&amp;D e a natural preocupa&ccedil;&atilde;o    em manter sob reserva as informa&ccedil;&otilde;es sobre essas atividades, o    uso de recursos pr&oacute;prios parece atender melhor a suas necessidades.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo, porque,    junto com os incentivos fiscais (mais bem posicionados na <a href="/img/revistas/rusp/n89/17t01.jpg">Tabela    1</a>), fatores como disponibilidade de cr&eacute;dito para P&amp;D representam,    quando muito, a "cereja do bolo", um eventual crit&eacute;rio de desempate na    hora de tomar a decis&atilde;o sobre realizar ou n&atilde;o determinado investimento.    Hoje em dia, a disputa acirrada por IDE em P&amp;D tem tornado a concess&atilde;o    desses benef&iacute;cios uma pr&aacute;tica generalizada de muitos pa&iacute;ses    e regi&otilde;es. Desse modo, s&atilde;o os outros fatores, como mercado, custo    e qualidade da m&atilde;o-de-obra etc., que ser&atilde;o principalmente considerados    pelas EMNs.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As pol&iacute;ticas    de atra&ccedil;&atilde;o de IDE em P&amp;D tendem a sobrevalorizar o papel dos    incentivos fiscais e financeiros. Dada a competi&ccedil;&atilde;o internacional,    &eacute; certo que esse elemento n&atilde;o pode ser ignorado, mas sua aus&ecirc;ncia    ou debilidade n&atilde;o podem ser consideradas barreiras a P&amp;D estrangeira.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>DISPONIBILIDADE    DE RECURSOS HUMANOS QUALIFICADOS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esse &eacute; um    fator decisivo para o investimento em P&amp;D das empresas estrangeiras. No    caso da P&amp;D <i>technology-oriented</i> a exist&ecirc;ncia de recursos humanos    de alto n&iacute;vel &eacute; um elemento relacionado &agrave; oferta tecnol&oacute;gica    evidentemente importante. Mas tamb&eacute;m no caso das atividades <i>market-oriented</i>    a disponibilidade de m&atilde;o-de-obra qualificada &eacute; um fator relevante,    j&aacute; que &eacute; um insumo fundamental de toda atividade de P&amp;D.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O estudo sobre    atividades tecnol&oacute;gicas em filiais de EMNs acima mencionado realizou    tamb&eacute;m entrevistas presenciais junto a um conjunto de subsidi&aacute;rias    em que se procurou explorar em maior detalhe determinados aspectos levantados    a partir do <i>survey</i>. Um deles refere-se &agrave; quest&atilde;o da disponibilidade    de m&atilde;o-de-obra para P&amp;D, em que as empresas reafirmaram a import&acirc;ncia    desse fator, consideraram adequada a qualidade dos recursos humanos aqui formados    (60% de 47 entrevistados), por&eacute;m 57% deles consideraram insuficiente    a quantidade de m&atilde;o-de-obra qualificada dispon&iacute;vel frente &agrave;s    necessidades do pa&iacute;s.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De fato, a defici&ecirc;ncia    brasileira nessa mat&eacute;ria pode representar uma s&eacute;ria barreira ao    investimento externo em P&amp;D. As empresas costumam implantar seus laborat&oacute;rios    de pesquisa com um n&uacute;mero inicial pequeno de cientistas e engenheiros    mas frequentemente querem escalar essas atividades entre dois e cinco anos,    o que pode implicar dobrar ou triplicar esse contingente nesse per&iacute;odo.    Se a disponibilidade de recursos humanos de alto n&iacute;vel for restrita,    as empresas temem o aumento de custos que a inevit&aacute;vel disputa com outros    demandantes acarretar&aacute;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O n&uacute;mero    total de doutores formados no Brasil - 10.705 em 2008, segundo CGEE (2010) -    &eacute; bastante expressivo. No entanto, o n&uacute;mero de doutores por mil    habitantes situa-se em um patamar muito aqu&eacute;m dos pa&iacute;ses avan&ccedil;ados:    1,4 doutor por mil habitantes na faixa et&aacute;ria entre 25 e 64 anos de idade,    comparado aos 15,4 da Alemanha, por exemplo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ainda mais preocupante    &eacute; o baixo percentual de doutores formados em engenharia - apenas 11,4%    em 2008 - e o fato de que a participa&ccedil;&atilde;o dos doutores formados    em ci&ecirc;ncias exatas e engenharias reduziu-se entre 1996 e 2008 (CGEE, 2010).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em resumo, se n&atilde;o    houver garantia de que a oferta de recursos humanos qualificados ir&aacute;    no m&iacute;nimo acompanhar o crescimento que se espera da demanda haver&aacute;    um s&eacute;rio entrave ao investimento em P&amp;D das EMNs. &Eacute; importante    ampliar a forma&ccedil;&atilde;o no ensino superior nas &aacute;reas de ci&ecirc;ncias    e engenharias, inclusive na p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>CI&Ecirc;NCIA    E INSTITUI&Ccedil;&Otilde;ES ACAD&Ecirc;MICAS</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; comum    a observa&ccedil;&atilde;o de que existiria em nosso sistema nacional de inova&ccedil;&atilde;o    um desequil&iacute;brio entendido como um certo desenvolvimento cient&iacute;fico    que n&atilde;o &eacute; acompanhado por um desenvolvimento tecnol&oacute;gico    semelhante. Em apoio a tal suposi&ccedil;&atilde;o s&atilde;o apresentados dados    sobre a produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica brasileira, que vem crescendo    consistentemente nas duas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, em contraste com o    baixo e estagnado n&uacute;mero de patentes brasileiras depositadas no USPTO    ou no EPO.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; ineg&aacute;vel    que por esses indicadores a ci&ecirc;ncia brasileira parece estar avan&ccedil;ando    mais rapidamente do que a tecnologia. No entanto, da perspectiva do que um sistema    cient&iacute;fico sofisticado, com institui&ccedil;&otilde;es acad&ecirc;micas    de longa tradi&ccedil;&atilde;o, pode representar como elemento de atra&ccedil;&atilde;o    para atividades de P&amp;D de EMNs, o Brasil continua muito longe do que se    oferece nos pa&iacute;ses desenvolvidos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A <a href="/img/revistas/rusp/n89/17f03.jpg">Figura    3</a> registra significativo crescimento da publica&ccedil;&atilde;o de artigos    cient&iacute;ficos brasileiros, que j&aacute; representam mais de 2% da produ&ccedil;&atilde;o    mundial.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Todavia, para se    ter na devida perspectiva o longo caminho ainda a percorrer, a <a href="/img/revistas/rusp/n89/17f04.jpg">Figura    4</a> mostra o n&uacute;mero de artigos cient&iacute;ficos por milh&atilde;o    de habitantes. Como se v&ecirc;, o Brasil est&aacute; muito mais pr&oacute;ximo    da Argentina, &Aacute;frica do Sul e Rom&ecirc;nia do que da m&eacute;dia dos    pa&iacute;ses da OCDE.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O fato &eacute;    que, no Brasil, poucas unidades, no interior de poucas institui&ccedil;&otilde;es    acad&ecirc;micas ou de outros institutos de pesquisa, fazem ci&ecirc;ncia na    fronteira do conhecimento, justamente aquela que seria capaz de interessar &agrave;s    empresas que investem em P&amp;D <i>technology-oriented</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Diferentemente    do que a no&ccedil;&atilde;o do sistema de inova&ccedil;&atilde;o "desequilibrado"    sugere, a fragilidade da ci&ecirc;ncia e das institui&ccedil;&otilde;es acad&ecirc;micas    brasileiras de modo geral constitui uma barreira ao IDE em P&amp;D, ao menos    &agrave;quele direcionado ao aproveitamento dos elementos de "oferta" tecnol&oacute;gica    do pa&iacute;s hospedeiro. Em setores em que a P&amp;D &eacute; <i>market-oriented</i>,    ou tipicamente direcionada pela "demanda", como por exemplo o automobil&iacute;stico,    essa fragilidade n&atilde;o afeta tanto as decis&otilde;es de investimento.    Mas em setores como o farmac&ecirc;utico, que precisam se articular com a ci&ecirc;ncia    mais avan&ccedil;ada, a possibilidade de atrair algo mais do que est&aacute;gios    de pesquisa cl&iacute;nica &eacute; muito mais remota.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>CONCLUS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As perspectivas    para atrair investimentos tecnol&oacute;gicos de empresas estrangeiras induzidos    pelo mercado s&atilde;o muito promissoras, diferentemente do que ocorria no    passado. Entretanto, existem fatores conjunturais, como a excessiva valoriza&ccedil;&atilde;o    cambial, que podem atrapalhar no curto e m&eacute;dio prazos a consolida&ccedil;&atilde;o    da retomada do crescimento industrial e eventualmente limitar a expans&atilde;o    da produ&ccedil;&atilde;o local, o que afetaria tamb&eacute;m os investimentos    em P&amp;D das EMNs.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como exemplo, o    Brasil caminha para se tornar brevemente o quarto mercado mundial de autom&oacute;veis,    atr&aacute;s da China, EUA e Jap&atilde;o. Mas, se n&atilde;o reverter esses    desajustes conjunturais, n&atilde;o passar&aacute; da posi&ccedil;&atilde;o    de sexto produtor, podendo mesmo cair uma ou duas posi&ccedil;&otilde;es. Desse    modo, ter&aacute; dificuldade para consolidar sua condi&ccedil;&atilde;o como    polo de produ&ccedil;&atilde;o e de desenvolvimento de autom&oacute;veis que    as grandes montadoras estariam, em princ&iacute;pio, dispostas a lhe atribuir.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De todo modo, em    mat&eacute;ria de P&amp;D <i>market-oriented</i> o pa&iacute;s se depara com    boas oportunidades. Mesmo que n&atilde;o se possa comparar aos dois gigantes    da &Aacute;sia, existem expectativas fundamentadas de amplia&ccedil;&atilde;o    dos investimentos estrangeiros em P&amp;D em setores como metal&uacute;rgico,    m&aacute;quinas e equipamentos, automobil&iacute;stica, produ&ccedil;&atilde;o    de g&aacute;s e petr&oacute;leo etc.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com rela&ccedil;&atilde;o    a P&amp;D <i>technology-oriented</i>, &eacute; preciso reconhecer as fragilidades    dos elementos de "oferta" tecnol&oacute;gica do pa&iacute;s e trabalhar para    super&aacute;-las. Sem amplia&ccedil;&atilde;o significativa da forma&ccedil;&atilde;o    de recursos humanos de alto n&iacute;vel e sem a consolida&ccedil;&atilde;o    de institui&ccedil;&otilde;es acad&ecirc;micas e de <i>clusters</i> tecnol&oacute;gicos    de certo porte, dificilmente o pa&iacute;s ter&aacute; condi&ccedil;&otilde;es    de competir com os pa&iacute;ses avan&ccedil;ados, ou mesmo pa&iacute;ses como    Cingapura ou Taiwan, na atra&ccedil;&atilde;o de P&amp;D de setores como farmac&ecirc;utica,    eletr&ocirc;nica, instrumenta&ccedil;&atilde;o, entre outros.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>BIBLIOGRAFIA</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ANPEI. <i>Como    Alavancar a Inova&ccedil;&atilde;o nas Empresas</i>. S&atilde;o Paulo, junho    de 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=004105&pid=S0103-9989201100020001700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BRITO CRUZ, C.    H. e CHAIMOVICH, H. (2010). Unesco Science Report 2010 - The Current Status    of Science around the World, cap. 5 Brazil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=004107&pid=S0103-9989201100020001700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BRUCHE, G. "The    Emergence of China and India as New Competitors in MNCs' Innovation Networks",    in <i>Competition &amp; Change</i>. vol. 13. nº 3, September 2009, pp. 267-88.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=004109&pid=S0103-9989201100020001700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">CGEE. Doutores    2010: Estudos da Demografia da Base T&eacute;cnico-cient&iacute;fica Brasileira,    Centro de Gest&atilde;o e Estudos Estrat&eacute;gicos (CGEE), Bras&iacute;lia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=004111&pid=S0103-9989201100020001700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">COUTO, V. et alii.    <i>The Globalization of White-Collar Work: The Facts and Fallout of Next-generation    Offshoring, Offshoring Research Network</i>. Duke - The Fuqua School of Business,    2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=004113&pid=S0103-9989201100020001700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">DUNNING, J. H.    <i>Multinational Enterprises and the Global Economy</i>, Addison-Wesley, UK,    1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=004115&pid=S0103-9989201100020001700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">FLORIDA, R. "The    Globalization of R&amp;D: Results of a Survey of Foreign-affiliated R&amp;D    Laboratories in the USA", in <i>Research Policy</i> 26, 1997, pp. 85-103.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=004117&pid=S0103-9989201100020001700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">GAMMELTOFT, Peter.    Internationalisation of R&amp;D: Trends, Drivers, and Managerial Challenges,    Druid Tenth Anniversary Summer Conference 2005 on Dynamics of Industry and Innovation:    Organizations, Networks and Systems, Copenhagen, Denmark, June 27-29, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=004119&pid=S0103-9989201100020001700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">KUMMERLE, W. "Building    effective R&amp;D capabilities abroad", in <i>Harvard Business Review</i>, mar.-abr.,    1997, pp. 61-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=004121&pid=S0103-9989201100020001700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">NATIONAL SCIENCE    BOARD. <i>Science and Engineering Indicators</i>. Volume 1, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=004123&pid=S0103-9989201100020001700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">OECD. <i>Science,    Technology and Industry Outlook</i> 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=004125&pid=S0103-9989201100020001700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">OECD. <i>Science,    Technology and Industry Outlook</i> 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=004127&pid=S0103-9989201100020001700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">PATEL, P. and PAVITT,    K. "National Systems of Innovation Under Strain: the Internationalisation of    Corporate R&amp;D", in R. Barrel, G. Mason and M. Mahony (eds.). <i>Productivity,    Innovation and Economic Performance</i> . Cambridge University Press, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=004129&pid=S0103-9989201100020001700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">PEARCE, R. e SINGH,    S. <i>Globalising Research and Development</i>, MacMillan, Londres, 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=004131&pid=S0103-9989201100020001700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">QUEIROZ, S. et    alii. <i>Pol&iacute;ticas de Desenvolvimento de Atividades Tecnol&oacute;gicas    em Filiais Brasileiras de Multinacionais</i>. Fapesp, Relat&oacute;rio Cient&iacute;fico.    Campinas, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=004133&pid=S0103-9989201100020001700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back1"></a><a href="#top1">1</a>    A Pintec, a pesquisa de inova&ccedil;&atilde;o do IBGE, registrou uma participa&ccedil;&atilde;o    de 47% das empresas estrangeiras no total de gastos empresariais em P&amp;D    no Brasil em 2003 e uma participa&ccedil;&atilde;o de 46% em 2005.    <br>   <a name="back2"></a><a href="#top2">2</a> Para a ordena&ccedil;&atilde;o observada    nessa tabela, os fatores foram classificados para dois dos n&iacute;veis de    import&acirc;ncia adotados - import&acirc;ncia cr&iacute;tica e muita import&acirc;ncia.    Ao primeiro lugar foi computado 1 ponto, ao segundo, 2 pontos e assim sucessivamente    at&eacute; o n&uacute;mero total de fatores, somando-se ent&atilde;o a pontua&ccedil;&atilde;o    obtida por fator nos dois n&iacute;veis de import&acirc;ncia. A partir dessa    soma os fatores foram ordenados seguindo o crit&eacute;rio menor pontua&ccedil;&atilde;o,    maior import&acirc;ncia.</font></p>      ]]></body>
<REFERENCES></REFERENCES<back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>ANPEI</collab>
<source><![CDATA[Como Alavancar a Inovação nas Empresas]]></source>
<year>junh</year>
<month>o </month>
<day>de</day>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BRITO CRUZ]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[CHAIMOVICH]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Unesco Science Report 2010: The Current Status of Science around the World]]></source>
<year>2010</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BRUCHE]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA["The Emergence of China and India as New Competitors in MNCs' Innovation Networks"]]></article-title>
<source><![CDATA[Competition & Change]]></source>
<year>Sept</year>
<month>em</month>
<day>be</day>
<volume>13</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>267-88</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>CGEE</collab>
<source><![CDATA[Doutores 2010: Estudos da Demografia da Base Técnico-científica Brasileira]]></source>
<year></year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Centro de Gestão e Estudos Estratégicos]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[COUTO]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Globalization of White-Collar Work: The Facts and Fallout of Next-generation Offshoring, Offshoring Research Network]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-name><![CDATA[The Fuqua School of Business]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[DUNNING]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Multinational Enterprises and the Global Economy]]></source>
<year>1993</year>
<publisher-loc><![CDATA[^eUK UK]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Addison-Wesley]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FLORIDA]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA["The Globalization of R&D: Results of a Survey of Foreign-affiliated R&D Laboratories in the USA"]]></article-title>
<source><![CDATA[Research Policy]]></source>
<year>1997</year>
<volume>26</volume>
<page-range>85-103</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[GAMMELTOFT]]></surname>
<given-names><![CDATA[Peter.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Internationalisation of R&D: Trends, Drivers, and Managerial Challenges, Druid Tenth Anniversary Summer Conference 2005 on Dynamics of Industry and Innovation]]></source>
<year>June</year>
<month> 2</month>
<day>7-</day>
<publisher-loc><![CDATA[Copenhagen ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Organizations, Networks and Systems]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[KUMMERLE]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA["Building effective R&D capabilities abroad"]]></article-title>
<source><![CDATA[Harvard Business Review]]></source>
<year>mar.</year>
<month>-a</month>
<day>br</day>
<page-range>61-70</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="journal">
<source><![CDATA[Science and Engineering Indicators]]></source>
<year>2008</year>
<volume>1</volume>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>OECD</collab>
<source><![CDATA[Science, Technology and Industry Outlook]]></source>
<year>2008</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>OECD</collab>
<source><![CDATA[Science, Technology and Industry Outlook]]></source>
<year>2010</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[PATEL]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[PAVITT]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA["National Systems of Innovation Under Strain: the Internationalisation of Corporate R&D"]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Barrel]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mason]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mahony]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Productivity, Innovation and Economic Performance]]></source>
<year>2000</year>
<publisher-name><![CDATA[Cambridge University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[PEARCE]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[SINGH]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Globalising Research and Development]]></source>
<year>1992</year>
<publisher-loc><![CDATA[Londres ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[MacMillan]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[QUEIROZ]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Políticas de Desenvolvimento de Atividades Tecnológicas em Filiais Brasileiras de Multinacionais]]></source>
<year>2007</year>
<publisher-loc><![CDATA[Campinas ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Fapesp]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
