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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>TEXTOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="back"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Diversidade    e pluralidade: o negro na sociedade brasileira</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Jo&atilde;o    Baptista Borges Pereira</b> </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Professor em&eacute;rito    da USP e professor pleno de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o da Universidade    Presbiteriana Mackenzie</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A hist&oacute;ria    do Brasil registra o que hoje ningu&eacute;m desconhece: a constru&ccedil;&atilde;o    hist&oacute;rica do pa&iacute;s come&ccedil;a com o cimento da pluralidade de    povos, representada esquematicamente pelas popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas,    pelos brancos, predominantemente portugueses, pelos negros escravizados em </font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Aacute;frica desde    o s&eacute;culo XVI at&eacute; o s&eacute;culo XIX. Apenas a partir de 1875,    data-s&iacute;mbolo do in&iacute;cio do processo migrat&oacute;rio com a vinda    de imigrantes brancos de v&aacute;rias proced&ecirc;ncias e, anos depois, em    1908, com a chegada dos japoneses, &eacute; que essa pluralidade deixou de ser    trin&aacute;ria e se tornou complexa tal qual a conhecemos hoje.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Paradoxalmente,    o segmento negro pode ser considerado um dos grandes fatores desencadeadores    desse processo. As estat&iacute;sticas expressam em n&uacute;mero e percentuais    a preocupa&ccedil;&atilde;o que perpassava pelos pol&iacute;ticos e intelectuais    da &eacute;poca: havia um "perigoso" equil&iacute;brio entre o contingente branco    e o n&atilde;o branco na popula&ccedil;&atilde;o brasileira. Deixar que esse    desequil&iacute;brio se rompesse a favor do segmento branco por meio da reprodu&ccedil;&atilde;o    natural da popula&ccedil;&atilde;o era aguardar um processo hist&oacute;rico-biol&oacute;gico    longo e de resultados imprevis&iacute;veis, talvez indesejados. As teses a favor    da imigra&ccedil;&atilde;o de povos ideais brancos, latinos e cat&oacute;licos,    que iriam, rapidamente, fazer a balan&ccedil;a pender para o lado dos brancos,    perpassavam toda a ret&oacute;rica da &eacute;poca. Certamente, essas ideias    intencionais de branqueamento da popula&ccedil;&atilde;o, via imigra&ccedil;&atilde;o,    ficam explicitadas, saem dos subterf&uacute;gios para a cena hist&oacute;rica,    por ocasi&atilde;o da imigra&ccedil;&atilde;o de japoneses, considerados os    ant&iacute;podas dos ideais de um pa&iacute;s branco e ocidental (Dezem, 2005).    No tocante &agrave; pol&iacute;tica de branqueamento do pa&iacute;s, os amarelos,    ent&atilde;o, se igualavam aos negros. Nesse sentido &eacute; oportuno recuperar    o Decreto 528 assinado por Deodoro da Fonseca, logo no in&iacute;cio de seu    governo presidencial. Em seus tr&ecirc;s primeiros artigos, esse decreto especifica    que <i>n&atilde;o</i> teriam livre acesso aos portos brasileiros, como imigrantes,    os "ind&iacute;genas da &Aacute;sia e da &Aacute;frica" (Borges Pereira, 2000).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A busca de trabalhadores    s&eacute;rios, que sabiam ou podiam se dedicar plenamente &agrave;s tarefas    produtivas que marcaram o terceiro ciclo da economia nacional - lavouras de    caf&eacute; -, &eacute; apontada, corriqueira e enfaticamente, como o grande    fator de est&iacute;mulo &agrave; imigra&ccedil;&atilde;o estrangeira.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>O negro na sociedade brasileira</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Essa pol&iacute;tica    levada a cabo pelo governo da &eacute;poca mal dissimulava a ideia de que o    negro era o contraponto do ideal aspirado. Na fase escravocrata, nos dois ciclos    econ&ocirc;micos anteriores pelos quais o pa&iacute;s havia passado, ele fora    o ator social subjugado que atuava na cena da produ&ccedil;&atilde;o do a&ccedil;&uacute;car    e da explora&ccedil;&atilde;o dos min&eacute;rios. Na grande planta&ccedil;&atilde;o,    que iria alicer&ccedil;ar e construir a elite pol&iacute;tica dominante da Rep&uacute;blica,    o rec&eacute;m-liberto, taxado de mau trabalhador agr&iacute;cola, sai da cena    rural a caminho das incipientes cidades, em busca de um espa&ccedil;o em uma    estrutura ocupacional pouco diversificada e pouco recept&iacute;vel &agrave;    m&atilde;o de obra desqualificada. Nesse instante hist&oacute;rico, segundo    Florestan Fernandes, &eacute; que a mulher negra encontra seu nicho de ganho    em casas de fam&iacute;lias brancas mais abastadas, tornando-se, em oposi&ccedil;&atilde;o    ao homem, o ser que trabalha e com o seu trabalho sustenta a sua casa (Fernandes,    1964). &Eacute; essa situa&ccedil;&atilde;o de precariedade socioecon&ocirc;mica    que coloca a mulher na chefia da fam&iacute;lia e fornece os ingredientes para    que o imagin&aacute;rio brasileiro construa a figura do homem negro como indiv&iacute;duo    pregui&ccedil;oso, desinteressado do trabalho, vivendo &agrave;s expensas da    mulher.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tal situa&ccedil;&atilde;o    &eacute; captada pela sensibilidade do negro, que a transmite por interm&eacute;dio    da m&uacute;sica, um dos &uacute;nicos recursos que essa popula&ccedil;&atilde;o    discriminada encontrava para expressar seus anseios e denunciar os problemas    que envolviam a ent&atilde;o autodenominada "ra&ccedil;a". Samba de autor an&ocirc;nimo    ou composi&ccedil;&atilde;o coletiva, que segundo Jo&atilde;o da Baiana, um    dos "heroicos" desse g&ecirc;nero musical, teria sido composto no come&ccedil;o    do s&eacute;culo, expressa muito bem esses dilemas nas festas da Penha:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">"Roel&aacute;.    Roel&aacute;    <br>   Vamo vadi&aacute; minha nega (pois) amanh&atilde; eu    <br>   &#91;vou embora    <br>   que &eacute; que eu vou lev&aacute;?    <br>   Levo pena e saudades    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   cora&ccedil;&atilde;o pra te am&aacute;    <br>   C&ecirc; de mim pode fal&aacute;: meu amor n&atilde;o tem    <br>   &#91;dinheiro    <br>   n&atilde;o vai roub&aacute; pra me d&aacute;    <br>   no tempo que ele podia    <br>   me tratava muito bem    <br>   hoje est&aacute; desempregado    <br>   n&atilde;o d&aacute; porque n&atilde;o tem    <br>   Quando a pol&iacute;cia vier e souber    <br>   quem paga casa pro homem &eacute; mulher    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   O que &eacute; que eu tenho com a pol&iacute;cia?    <br>   quem manda em mim sou eu    <br>   hoje est&aacute; desempregado    <br>   Ele tamb&eacute;m j&aacute; me deu"    <br>   (Borges Pereira, 2001).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A associa&ccedil;&atilde;o    entre essas duas buscas - a do branqueamento/ocidentaliza&ccedil;&atilde;o do    pa&iacute;s e a do perfil ideal do <i>Homo economicus</i> (para usar express&atilde;o    meio fora de moda) - marca todo o projeto e a pol&iacute;tica imigrantistas    do Brasil, encurralando, consequentemente, a popula&ccedil;&atilde;o negra na    vida nacional. A reflex&atilde;o acad&ecirc;mica ou intelectual, desde o transcorrer    dos s&eacute;culos XIX e XX, esteve diretamente influenciando essa ret&oacute;rica    e essa pol&iacute;tica. Seria oportuno lembrar que nessa &eacute;poca o mulato    Nina Rodrigues, professor de medicina legal da Universidade da Bahia, antecipando    teses de um Brasil dual, t&atilde;o festejadas nas d&eacute;cadas de 50 e 60    (s&eacute;culo XX), apontava em suas pesquisas e reflex&otilde;es a exist&ecirc;ncia    de dois Brasis a se contraporem: de um lado, um Brasil arcaico, pobre, sem perspectivas    de progresso; de outro, um Brasil moderno, rico ou mais rico, pautado pelos    ideais do progresso. O Brasil primeiro era o Brasil onde predominavam os negros;    o Brasil segundo fora colonizado pelos imigrantes brancos - o Brasil Meridional.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esse deveria ser,    na opini&atilde;o desse autor, o Brasil ideal, o pa&iacute;s a ser constru&iacute;do.    H&aacute; no pensamento de Nina Rodrigues, como se sabe, profundas influ&ecirc;ncias    das escolas criminol&oacute;gicas italiana e, principalmente, francesa. &Eacute;    um pensamento que flui de uma intensa e sistem&aacute;tica biologiza&ccedil;&atilde;o    do mundo, caracter&iacute;stica do s&eacute;culo XIX, do qual brotam as teses    racistas (Nina Rodrigues, 1935).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esse tipo de pensamento,    sempre desfavor&aacute;vel ao negro, perdurou pelos anos seguintes nos cen&aacute;rios    intelectuais e pol&iacute;ticos do pa&iacute;s, pelo menos at&eacute; o final    dos anos 20 (s&eacute;culo XX), sendo pouco a pouco, at&eacute; os dias atuais,    bloqueado por uma cr&iacute;tica sistem&aacute;tica da quest&atilde;o racial    brasileira (Seyferth, 1996).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Alcan&ccedil;ado    por essa dupla discrimina&ccedil;&atilde;o - ra&ccedil;a e vagabundagem -, o    negro se viu sistematicamente colocado &agrave; margem das esferas mais significativas    da sociedade. Encurralado, sobrou-lhe como &uacute;nico e semipermitido espa&ccedil;o    social para desenvolver sua sociabilidade entre os seus pares os eventos e prec&aacute;rios    redutos l&uacute;dico-religiosos que o grupo mesmo criara, &agrave;s vezes dentro    de modelos adotados pelas camadas brancas. Essa alternativa, &agrave;s vezes,    apenas tolerada ou mesmo proibida pela repress&atilde;o policial at&eacute;    o final da d&eacute;cada de 20, transformava o negro ref&eacute;m em seu pr&oacute;prio    mundo. No primeiro samba gravado com esse r&oacute;tulo, em 1917 - "Pelo Telefone"    -, o compositor Donga denuncia essa iniquidade de que era v&iacute;tima a popula&ccedil;&atilde;o    negra do Rio de Janeiro. O mesmo compositor relata em entrevista pormenorizada    essa a&ccedil;&atilde;o policialesca contra as reuni&otilde;es festivas do negro    e a busca de abrigo do grupo nos tradicionais terreiros de candombl&eacute;    da ex-capital (Borges Pereira, 1997). Ironicamente, essa alternativa de sociabilidade    que lhe foi franqueada, ou semifranqueada, agrega &agrave; imagem do negro mais    um quesito que refor&ccedil;a a ideia de homem vagabundo - a do homem l&uacute;dico    e m&aacute;gico, apenas preocupado com as coisas sem import&acirc;ncia, improdutivas,    de uma na&ccedil;&atilde;o que se orientava j&aacute; pelas linhas de um futuro    capitalismo. E, assim, constr&oacute;i-se na sociedade nacional a "identidade    deteriorada" do negro brasileiro (Goffman, 1975).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>REDEFININDO    A IDENTIDADE</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A rea&ccedil;&atilde;o    dos negros a essa imagem estigmatizada se d&aacute;, de forma titubeante, com    uma incipiente imprensa, nos prim&oacute;rdios da d&eacute;cada de 10 (s&eacute;culo    XX).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Essa imprensa manifestava    grande preocupa&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica, ao tentar ensinar aos negros    como viver entre brancos, como dominar suas maneiras de se trajar, suas etiquetas,    como se portar civilizadamente &agrave; mesa de refei&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m    disso, observa-se nesses jornais cont&iacute;nuo apelo ao bom comportamento    em bailes, evitando transform&aacute;-los em "frege". Al&eacute;m disso, nota-se    ao lado de elencar locais e dias festivos, principalmente "reuni&otilde;es dan&ccedil;antes",    n&iacute;tida preocupa&ccedil;&atilde;o em alertar os negros para a necessidade    de cultivar o trabalho e n&atilde;o apenas o lazer (Pinto, 1993). O comportamento    da mulher negra &eacute;, tamb&eacute;m, uma preocupa&ccedil;&atilde;o constante,    quase puritana, nesses jornais. &Eacute; como se a mulher fosse a precipitadora    de situa&ccedil;&otilde;es morais indesej&aacute;veis, que poderiam macular    a imagem do grupo (Queiroz Jr., 1975).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Posteriormente,    com o surgimento de uma imprensa, tamb&eacute;m alternativa, criada por imigrantes,    observa-se o delinear de confrontos identit&aacute;rios entre os rec&eacute;m-chegados    e os negros, registrados nos discursos de ambas as imprensas &eacute;tnicas    (Mello, 2005).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nos princ&iacute;pios    dos anos 20, surge o Movimento Modernista, que pode tamb&eacute;m ser visto    como movimento que conduz &agrave; exalta&ccedil;&atilde;o da negritude brasileira.    Os atores sociais que atuaram com destaque nesse movimento que pretendia ser    de renova&ccedil;&atilde;o da cultura nacional n&atilde;o eram negros, a n&atilde;o    ser que se categorize como tal M&aacute;rio de Andrade, portador, como se sabe,    de ineg&aacute;veis tra&ccedil;os negroides. Dentre os que aderiram ou mesmo    fizeram o movimento, simbolizado na Semana de Arte Moderna de S&atilde;o Paulo,    em 1922, h&aacute; grande presen&ccedil;a de italianos, ou descendentes de primeira    gera&ccedil;&atilde;o de imigrantes peninsulares. Assim, Menotti Del Picchia    inagura, em 1917, a po&eacute;tica de exalta&ccedil;&atilde;o do negro com seu    cl&aacute;ssico poema - <i>Juca Mulato</i>. Nessa linhagem tem&aacute;tica situam-se    C&acirc;ndido Portinari, com os seus tipos humanos amesti&ccedil;ados, curtidos    pelo trabalho, como que cheirando a suor. Di Cavalcanti dedica-se &agrave; glorifica&ccedil;&atilde;o    est&eacute;tica da mulata, enquanto Jorge de Lima faz apologia po&eacute;tica    de sua "negra ful&ocirc;". Francisco Mignone, alertado por M&aacute;rio de Andrade,    alimenta sua inspira&ccedil;&atilde;o musical a partir de express&otilde;es    da cultura negra. Destaca-se no repert&oacute;rio de Mignone, dentro dessa tem&aacute;tica,    a composi&ccedil;&atilde;o <i>Quarta Sinf&ocirc;nica para piano e orquestra</i>,    baseada na m&uacute;sica de uma escola de samba do Rio de Janeiro.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como se deduz,    n&atilde;o h&aacute; a presen&ccedil;a do homem negro, mas sim a exalta&ccedil;&atilde;o    do que se entendia ent&atilde;o por cultura negra como sin&ocirc;nimo de popular    e folcl&oacute;rico, dando consequentemente maior visibilidade ao negro tomado    como esp&eacute;cie de autenticidade nacional de brasilidade. Todavia, &eacute;    de se registrar que, mesmo ausente como ator social, a identidade do negro ganha    contornos positivos por interm&eacute;dio do modernismo da d&eacute;cada de    20 (s&eacute;culo XX). Afinal, a identidade de um grupo se constr&oacute;i,    passando inevitavelmente pela cultura a ele associada, l&oacute;gica ou historicamente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O negro como ator    social ressurge na transi&ccedil;&atilde;o da d&eacute;cada de 30 (s&eacute;culo    XX) na figura da Frente Negra Brasileira, idealizada e liderada por Arlindo    Veiga dos Santos, professor da Faculdade de Filosofia S&atilde;o Bento e jornalista    do <i>Correio Paulistano</i>. Sua proposta de luta era a ascens&atilde;o do    grupo negro na sociedade brasileira, paradoxalmente, dentro de um ide&aacute;rio    conservador, diria mesmo, &agrave; direita desse pensamento. Nesse ponto, a    FNB se aproximava muito de uma organiza&ccedil;&atilde;o paramilitar, esp&eacute;cie    de face negra do patrionovismo que unia um catolicismo antiliberal e nacionalista    a um projeto pol&iacute;tico igualmente antiliberal e nacionalista, nas vizinhan&ccedil;as    do integralismo de Pl&iacute;nio Salgado. Al&eacute;m do mais, a Frente Negra    Brasileira, em sua proposta original, pregava o retorno do pa&iacute;s ao regime    mon&aacute;rquico, ao mesmo tempo em que criticava o projeto imigrantista que    havia beneficiado os estrangeiros e deixado o negro &agrave; merc&ecirc; de    suas pr&oacute;prias desditas. Ao tentar se transformar em partido pol&iacute;tico,    a FNB foi desfeita por Vargas; antes, por&eacute;m, j&aacute; estava internamente    dilacerada por confrontos entre militantes de esquerda e militantes de direita    (Malatian, 1990). Muitos frentenegrinos (autonomina&ccedil;&atilde;o) formaram,    cada qual em suas posi&ccedil;&otilde;es ideol&oacute;gicas, a milit&acirc;ncia    negra posterior, denominada hoje "velha milit&acirc;ncia" em oposi&ccedil;&atilde;o    aos que, na gera&ccedil;&atilde;o de 70, assumiram a lideran&ccedil;a do "protesto"    negro (Cuti, 1992; tamb&eacute;m Lucr&eacute;cio, 1987). Cabe observar que foram    os "velhos militantes" que contribu&iacute;ram com suas hist&oacute;rias de    vida para que Roger Bastide e Florestan Fernandes realizassem a primeira pesquisa    sociol&oacute;gica sobre a quest&atilde;o racial, na d&eacute;cada de 50 (Bastide    &amp; Fernandes, 2006).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No final da d&eacute;cada    de 40, per&iacute;odo da Segunda Guerra Mundial, Abdias do Nascimento cria o    Teatro Experimental do Negro (TEM), encenando pe&ccedil;as de repert&oacute;rio    cl&aacute;ssico do teatro universal. O TEM permaneceu como um marco na hist&oacute;ria    da redefini&ccedil;&atilde;o da identidade do grupo. Por&eacute;m, &eacute;    preciso reconhecer que a mensagem transmitida pelo teatro de Abdias n&atilde;o    alcan&ccedil;ava a popula&ccedil;&atilde;o que seria por ela beneficiada, pois    era uma mensagem que sa&iacute;a das esferas da cultura erudita &agrave; qual    o negro n&atilde;o tivera ainda acesso. De qualquer forma, ao estudioso, o TEM    denuncia os sinais da identifica&ccedil;&atilde;o de uma identidade &eacute;tnica    a uma identidade de classe m&eacute;dia, que &eacute; hoje uma das chaves para    se entender esse processo identit&aacute;rio complexo, porque pleno de dilemas    e contradi&ccedil;&otilde;es entre "ra&ccedil;a", "classe" e "g&ecirc;nero"    (Soares, 2004).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>O MOVIMENTO    REATIVO NEGRO NA HIST&Oacute;RIA PRESENTE</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na noite do dia    7 de julho de 1978, um grupo de jovens negros protestou na escadaria do Teatro    Municipal de S&atilde;o Paulo contra dois atos discriminat&oacute;rios: o primeiro    referia-se &agrave; proibi&ccedil;&atilde;o de adolescentes negros de praticarem    nata&ccedil;&atilde;o em um clube da cidade; o segundo era endere&ccedil;ado    ao regime militar que dominava ditatorialmente o pa&iacute;s e fora respons&aacute;vel    pela pris&atilde;o e morte de um oper&aacute;rio negro. Nascia, assim, o Movimento    Negro Unificado (MNU) que, dentro de um referencial ideol&oacute;gico marxista,    propunha reverter a situa&ccedil;&atilde;o do grupo na sociedade brasileira    a partir de uma reconstru&ccedil;&atilde;o da identidade do negro. Isso significava,    entre outras coisas, a elimina&ccedil;&atilde;o da cena social da tradicional    "identidade deteriorada", substituindo-a por uma imagem positiva da qual o pr&oacute;prio    grupo deveria se orgulhar.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Da agenda do MNU    constava:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1) Redefinir, a    partir da pr&oacute;pria est&eacute;tica, a imagem do negro, enquanto express&atilde;o    de um corpo n&atilde;o branco. Entram nesse item as preocupa&ccedil;&otilde;es    com a beleza negra, principal, mas n&atilde;o exclusivamente, com a beleza feminina.    Ganham destaque, como express&atilde;o dessa nova identidade ligada &agrave;    est&eacute;tica negra, os cosm&eacute;ticos e o cabelo. Tais preocupa&ccedil;&otilde;es    abrem brechas no mercado consumidor, gerando sal&otilde;es de beleza &eacute;tnicos    nas principais cidades brasileiras e ind&uacute;strias de cosm&eacute;ticos    que, por sua vez, estimulam uma publicidade que tem como alvo o grupo negro    (Gomes, 2006).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2) Eliminar os    quarenta r&oacute;tulos pelos quais em diferentes regi&otilde;es do pa&iacute;s    se nominavam o preto e seus mesti&ccedil;os (Harris, 1967). Para tal seria adotado    o termo abrangente "negro". Essa estrat&eacute;gia de nomina&ccedil;&atilde;o    &uacute;nica procurava alcan&ccedil;ar dois objetivos politicamente relevantes    para o grupo: em primeiro lugar o n&uacute;mero e o percentual da popula&ccedil;&atilde;o    n&atilde;o branca, doravante chamada negra, cresceria a ponto de recuperar o    equil&iacute;brio registrado no final do s&eacute;culo XIX. Em segundo lugar,    se construiria a rede de solidariedade intergrupal, cuja aus&ecirc;ncia impedia    uma a&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica conjunta. Enfim, tentava-se com essa    estrat&eacute;gia eliminar as dist&acirc;ncias entre g&ecirc;nero, religi&atilde;o    e pol&iacute;ticas partid&aacute;rias (Valente, 1986).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3) Estabelecer    propostas positivas de valoriza&ccedil;&atilde;o dos quilombolas, de exalta&ccedil;&atilde;o    do her&oacute;i m&iacute;tico Zumbi, de est&iacute;mulo e cria&ccedil;&atilde;o    da Semana da Consci&ecirc;ncia Negra; colaborar para o esmaecimento no imagin&aacute;rio    negro e nacional do dia 13 de maio como s&iacute;mbolo de uma reden&ccedil;&atilde;o    outorgada; exaltar a cultura chamada negra no pa&iacute;s em que se destacam    como express&otilde;es diacr&iacute;ticas a m&uacute;sica, as religi&otilde;es    afro e a fertiliza&ccedil;&atilde;o da cultura brasileira a partir das contribui&ccedil;&otilde;es    dos negros.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4) Vigiar, at&eacute;    o policiamento, os meios de comunica&ccedil;&atilde;o de massa, em especial    a TV, para, a um s&oacute; tempo, aumentar, positivamente, a visibilidade do    negro nas telas e eliminar, se poss&iacute;vel, de uma vez, a imagem negativa    do negro malandro, sem escr&uacute;pulos, ris&iacute;vel, enfim, do "negro caricatural",    que se perpetua e incomoda o grupo desde a fase do r&aacute;dio (Borges Pereira,    2001; tamb&eacute;m Fonseca, 1994). Essa vigil&acirc;ncia saneadora alcan&ccedil;a    at&eacute; os artistas negros que se prestam a representar tais pap&eacute;is    (Ara&uacute;jo, 2000).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5) Eleger a educa&ccedil;&atilde;o    superior, universit&aacute;ria, como um dos mais poderosos recursos para reverter    os sinais. Essa ideia, impregnada fortemente por uma m&iacute;stica do poder    da escola num processo de ascens&atilde;o social, parece ser unanimidade entre    os negros, militantes ou n&atilde;o. &Eacute; poss&iacute;vel distinguir na    busca desse objetivo duas estrat&eacute;gias do grupo. A primeira, reatualizando    uma estrat&eacute;gia da autodenominada <i>elite negra</i> das d&eacute;cadas    de 40 e 50 (s&eacute;culo XIX), usa--se a negocia&ccedil;&atilde;o com representantes    de camadas mais privilegiadas da popula&ccedil;&atilde;o branca (pol&iacute;ticos,    empres&aacute;rios, profissionais liberais, institui&ccedil;&otilde;es de ensino)    para concretizar os ideais desse segmento. A segunda, ao inv&eacute;s de negocia&ccedil;&atilde;o,    prefere uma estrat&eacute;gia baseada na contesta&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica    e at&eacute; mesmo no conflito ao topar com os entraves sociais a sua projetada    trajet&oacute;ria. Dessa &uacute;ltima estrat&eacute;gia, marcada por anseios    de camadas mais carentes do grupo negro, nascem as reivindica&ccedil;&otilde;es    de cotas raciais junto &agrave;s universidades p&uacute;blicas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">6) Finalmente,    n&atilde;o aceitar a pluraliza&ccedil;&atilde;o do movimento negro: ele &eacute;    &uacute;nico, embora comporte v&aacute;rias faces, atuando cada qual em seu    tempo, cada qual em seu lugar, cada qual com suas estrat&eacute;gias de luta    (Borges Pereira, 2007).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os pr&oacute;prios    militantes atuais reconhecem ser esta uma agenda ambiciosa, ainda que admitam    que a imagem que se tem do negro hoje n&atilde;o seja mais a desgastada imagem    de d&eacute;cadas atr&aacute;s. E o que &eacute; mais relevante: o negro j&aacute;    se liberta da ideologia reflexa, da imagem do espelho do "outro", historicamente    constru&iacute;da desde tempos pret&eacute;ritos. Em outras palavras, o negro    j&aacute; se v&ecirc; com seu pr&oacute;prio e renovado olhar, embora saiba    que resta muito a se fazer. Por negros e por brancos, a favor de negros e brancos,    em busca de uma cidadania plena - pedra de toque de um Brasil plenamente democr&aacute;tico.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>BIBLIOGRAFIA</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ARA&Uacute;JO,    Joel Zito. <i>A Nega&ccedil;&atilde;o do Brasil. O Negro na Telenovela Brasileira</i>.    S&atilde;o Paulo, Senac, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=004347&pid=S0103-9989201100020001900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BASTIDE, Roger;    FERNANDES, Florestan. <i>Brancos e Negros em S&atilde;o Paulo</i>. 4ª ed. 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"Os    Imigrantes na Constru&ccedil;&atilde;o Hist&oacute;rica da Pluralidade &Eacute;tnica    Brasileira", in <i>Revista USP</i>, nº 46. S&atilde;o Paulo, 2000, pp. 6-29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=004353&pid=S0103-9989201100020001900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">________. <i>Cor,    Profiss&atilde;o e Mobilidade - o Negro e o R&aacute;dio de S&atilde;o Paulo.</i>    2ª ed. 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S&atilde;o    Paulo, FFLCH-USP, 1964.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=004363&pid=S0103-9989201100020001900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">FONSECA, Dagoberto    J. <i>A Piada: Discurso Sutil da Exclus&atilde;o. Um Estudo Ris&iacute;vel no    "Racismo &agrave; Brasileira"</i>. 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S&atilde;o Paulo, USP, 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=004381&pid=S0103-9989201100020001900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">QUEIROZ JR., Te&oacute;filo.    <i>Preconceito de Cor e a Mulata na Literatura Brasileira</i>. 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"Coloniza&ccedil;&atilde;o, Imigra&ccedil;&atilde;o e a Quest&atilde;o Racial    no Brasil", in <i>Revista USP</i>, nº 53, S&atilde;o Paulo, 2002, pp. 117-48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=004389&pid=S0103-9989201100020001900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">SOARES, Reinaldo    da Silva. <i>Negros de Classe M&eacute;dia em S&atilde;o Paulo: Estilo de Vida    e Identidade &Eacute;tnica</i>. Tese de doutorado em Antropologia Social. S&atilde;o    Paulo, USP, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=004391&pid=S0103-9989201100020001900023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">________. <i>Vai-Vai    - o Cotidiano de uma Escola de Samba</i>. S&atilde;o Paulo, Booklink, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=004393&pid=S0103-9989201100020001900024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<REFERENCES></REFERENCES<back>
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