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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Nowadays oil and coal account for most of world energy generation. The near future offers few perspectives of change in the world energy matrix. The process of fossil fuel combustion used today is extremely inefficient, as a good deal of ener-gy is wasted. While a technological revolution in the energy area doesn't come, we have to work on raising the efficiency level, and on understanding better this wonderful raw material which oil is. We have history to teach us: at the end of the XIX century the main product obtained from oil was kerosene for lighting, and gas was thrown away. The biggest doubt is still about the potential for innovation in the oil area, which is already very developed. That is true as regards the use of oil as fuel, but not as a supplier of raw materials. Today Petrobras has become a new sponsor and organizer of scientific and technological research in the area of oil and energy in Brazil, focusing on the future of the oil industry.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><a name="top"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4">    <b>Petr&oacute;leo: energia do presente, mat&eacute;ria-prima do futuro?</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Claudio Augusto    Oller Nascimento<sup>I</sup>; Lincoln Fernando Lautenschlager Moro<sup>II</sup></b>    </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Professor    titular do Departamento de Engenharia Qu&iacute;mica da Escola Polit&eacute;cnica    da USP    <br>   <sup>II</sup>Coordenador executivo do Centro de Excel&ecirc;ncia em Tecnologia    de Automa&ccedil;&atilde;o Industrial (Cetai) da Petrobras</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Hoje, o petr&oacute;leo    e o carv&atilde;o s&atilde;o respons&aacute;veis pela maior parte de gera&ccedil;&atilde;o    de energia no mundo. No futuro pr&oacute;ximo h&aacute; poucas perspectivas    de mudan&ccedil;as da matriz energ&eacute;tica mundial. O processo de combust&atilde;o    de combust&iacute;veis f&oacute;sseis atualmente empregados &eacute; extremamente    ineficiente sendo boa parte da energia perdida. Enquanto uma revolu&ccedil;&atilde;o    tecnol&oacute;gica na &aacute;rea de energia n&atilde;o chega, temos que trabalhar    na efici&ecirc;ncia e melhor conhecer essa maravilhosa mat&eacute;ria-prima    que &eacute; o petr&oacute;leo. A hist&oacute;ria nos ensina: no fim do s&eacute;culo    XIX o principal produto obtido do petr&oacute;leo era o querosene para ilumina&ccedil;&atilde;o,    e a gasolina era jogada fora. A grande d&uacute;vida ainda &eacute; sobre o    potencial de inova&ccedil;&atilde;o nessa &aacute;rea j&aacute; t&atilde;o desenvolvida    que &eacute; a do petr&oacute;leo. Isso &eacute; verdade em termos do uso de    petr&oacute;leo como combust&iacute;vel mas n&atilde;o como um supridor de mat&eacute;rias-primas.    A Petrobras hoje tornou-se um novo financiador e organizador de pesquisas cient&iacute;ficas    e tecnol&oacute;gicas na &aacute;rea de petr&oacute;leo e energia no Brasil,    focando o futuro da ind&uacute;stria do petr&oacute;leo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave</b>:    petr&oacute;leo, t&eacute;cnicas de qu&iacute;mica anal&iacute;tica, refinaria    de petr&oacute;leo.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nowadays oil and    coal account for most of world energy generation. The near future offers few    perspectives of change in the world energy matrix. The process of fossil fuel    combustion used today is extremely inefficient, as a good deal of ener-gy is    wasted. While a technological revolution in the energy area doesn't come, we    have to work on raising the efficiency level, and on understanding better this    wonderful raw material which oil is. We have history to teach us: at the end    of the XIX century the main product obtained from oil was kerosene for lighting,    and gas was thrown away. The biggest doubt is still about the potential for    innovation in the oil area, which is already very developed. That is true as    regards the use of oil as fuel, but not as a supplier of raw materials. Today    Petrobras has become a new sponsor and organizer of scientific and technological    research in the area of oil and energy in Brazil, focusing on the future of    the oil industry.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b>    oil, analytical chemistry techniques, oil refinery.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Petr&oacute;leo:    uma Hist&oacute;ria Mundial de Conquistas, Poder e Dinheiro</i>, do jornalista    Daniel Yergin (2010), &eacute; uma leitura interessante da hist&oacute;ria do    petr&oacute;leo que deveria ser quase obrigat&oacute;ria para os pesquisadores.    Al&eacute;m de in&uacute;meras curiosidades, tais como a origem do nome da companhia    Shell, batizada por Jacob, seu fundador, que revolucionou o transporte de petr&oacute;leo    atrav&eacute;s de navios-tanques (pois at&eacute; ent&atilde;o o petr&oacute;leo    era transportado em barris, origem da medida de petr&oacute;leo em barris),    em homenagem a seu pai, um comerciante de conchas em Londres.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O aumento da procura    do petr&oacute;leo no s&eacute;culo XIX se deu principalmente frente &agrave;    necessidade de querosene para ilumina&ccedil;&atilde;o em substitui&ccedil;&atilde;o    ao &oacute;leo de baleia, que se tornava cada vez mais caro. Produtos como a    gasolina ou o diesel eram simplesmente descartados. Na &eacute;poca, o querosene    de qualidade era aquele que n&atilde;o incorporava fra&ccedil;&otilde;es correspondentes    &agrave; gasolina, pois haveria probabilidade de explos&atilde;o, ou de diesel,    que geraria uma chama fuliginosa. A cor azul preponderante em companhias de    petr&oacute;leo veio da cor das latas de querosene, que n&atilde;o explodiam    (selo de qualidade). Talvez daqui a 50-100 anos, olhando para tr&aacute;s, diremos:    que desperd&iacute;cio queimar essa mat&eacute;ria-prima t&atilde;o rica!</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O petr&oacute;leo,    de fato, &eacute; uma mat&eacute;ria-prima extremamente rica e diversificada,    pois o n&uacute;mero de componentes chega a mais de 40 mil subst&acirc;ncias.    Em fun&ccedil;&atilde;o dessa grande complexidade, na ind&uacute;stria de refino    de petr&oacute;leo, a maior parte do processamento se baseia em informa&ccedil;&otilde;es    f&iacute;sico-qu&iacute;micas relativamente simples, tais como viscosidade,    densidade (ºAPI) e curva de destila&ccedil;&atilde;o. Grande parte das fra&ccedil;&otilde;es    do petr&oacute;leo obtidas no processo de refino (gasolina, diesel, &oacute;leo    pesado, querosene, GLP - g&aacute;s liquefeito de petr&oacute;leo) &eacute;    empregada em processos de combust&atilde;o para gerar energia ou para movimentar    cargas e pessoas. Apenas uma pequena parte &eacute; empregada como mat&eacute;ria-prima    na ind&uacute;stria petroqu&iacute;mica.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nos &uacute;ltimos    10-15 anos est&aacute; ocorrendo uma grande evolu&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea    de qu&iacute;mica anal&iacute;tica voltada para a ind&uacute;stria de processos.    Isso abre espa&ccedil;o para um melhor aproveitamento das fra&ccedil;&otilde;es    do petr&oacute;leo para utiliza&ccedil;&otilde;es mais nobres como, por exemplo,    mat&eacute;rias-primas para a ind&uacute;stria petroqu&iacute;mica. A transfer&ecirc;ncia    para a &aacute;rea tecnol&oacute;gica de conhecimentos mais relacionados &agrave;    qu&iacute;mica, tais como espectrometrias (infravermelho pr&oacute;ximo, fluoresc&ecirc;ncia),    espectrometrias de massa (FT, Maldi TOF, ION-TOF) e resson&acirc;ncia magn&eacute;tica    nuclear, come&ccedil;a a ter um enorme reflexo na cadeia da ind&uacute;stria    de petr&oacute;leo, iniciando mudan&ccedil;as de conceitos de processo e otimiza&ccedil;&atilde;o    nesse setor industrial.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Genomas e proteomas    que est&atilde;o revolucionando o conhecimento na &aacute;rea biol&oacute;gica    come&ccedil;am a ter seu an&aacute;logo na &aacute;rea de petr&oacute;leo, a    petrole&ocirc;mica. A diversidade e a quantidade de subst&acirc;ncias existentes    no petr&oacute;leo t&ecirc;m tudo a ver com a sua origem: microbiana.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3 "><b>IND&Uacute;STRIA DO PETR&Oacute;LEO - CONHECER MELHOR O PETR&Oacute;LEO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Atualmente, na    &aacute;rea de refino de petr&oacute;leo, as informa&ccedil;&otilde;es que se    utilizam para guiar o processo de refino s&atilde;o basicamente dados de propriedades    f&iacute;sico-qu&iacute;micas (viscosidade, densidade, curva de destila&ccedil;&atilde;o).    Essa caracteriza&ccedil;&atilde;o est&aacute; se mostrando cada vez mais insuficiente,    especialmente em pa&iacute;ses como o Brasil, onde &eacute; frequente a mudan&ccedil;a    do tipo de petr&oacute;leo processado (em m&eacute;dia a cada tr&ecirc;s dias    muda a proced&ecirc;ncia do petr&oacute;leo). Embora a mudan&ccedil;a n&atilde;o    possa ultrapassar certos limites operacionais, ou seja, &eacute; necess&aacute;rio    manter algumas propriedades dentro de certas faixas (por exemplo, densidade,    o conhecido ºAPI), a distribui&ccedil;&atilde;o dos produtos tende a ser diferente,    assim como sua qualidade, o que pode gerar correntes fora de especifica&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Informa&ccedil;&otilde;es    moleculares come&ccedil;am a ser empregadas na identifica&ccedil;&atilde;o de    petr&oacute;leos e na previs&atilde;o de suas propriedades f&iacute;sico-qu&iacute;micas,    o que &eacute; feito, normalmente, por meio de <i>softwares</i>. Essa tecnologia    come&ccedil;a a ser implantada em refinarias no Brasil, mas ainda de maneira    t&iacute;mida. O pr&oacute;ximo passo ser&aacute; conseguir adequar o processo    somente a partir de informa&ccedil;&otilde;es moleculares.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A ci&ecirc;ncia    entra principalmente na etapa de identifica&ccedil;&atilde;o das subst&acirc;ncias    do petr&oacute;leo atrav&eacute;s de propriedades espectrom&eacute;tricas (NIR,    fluoresc&ecirc;ncia, Raman, espectrometria de massa - FT-IR, Maldi-TOF, IT-TOF)    e na correla&ccedil;&atilde;o entre essas informa&ccedil;&otilde;es atrav&eacute;s    de algoritmos matem&aacute;ticos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Novas oportunidades    em ci&ecirc;ncia e tecnologia se abrem na identifica&ccedil;&atilde;o das impress&otilde;es    digitais dos petr&oacute;leos (Zahlsen &amp; Eide, 2006) atrav&eacute;s da espectrometria    de massa, a qual &eacute; capaz de estabelecer padr&otilde;es do petr&oacute;leo.    A petroleoma estabelece novos par&acirc;metros no conhecimento do petr&oacute;leo,    empregando t&eacute;cnicas de espectrometria de massa transformada de Fourier,    cujas novas tecnologias apresentam enorme precis&atilde;o (Marshall &amp; Rodgers,    2008; Mullins et al., 2007; Qian, 2001). Estudos mostram que tamb&eacute;m &eacute;    poss&iacute;vel identificar petr&oacute;leos com espectrometria de fluoresc&ecirc;ncia    (Al-Muhareb et al., 2007, Lopes-Genjo et al., 2008) para a caracteriza&ccedil;&atilde;o    e obten&ccedil;&atilde;o de suas impress&otilde;es digitais. Al&eacute;m disso,    a espectrometria do infravermelho pr&oacute;ximo (NIR) j&aacute; demonstrou    sua utilidade na identifica&ccedil;&atilde;o em tempo real do petr&oacute;leo    que est&aacute; sendo processado em refinaria (Falla et al., 2006).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para que todas    essas informa&ccedil;&otilde;es e como utiliz&aacute;-las?</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para tentar responder    a essa pergunta, mostramos dois exemplos que est&atilde;o muito pr&oacute;ximos    a n&oacute;s pela ampla divulga&ccedil;&atilde;o que tiveram em jornais e televis&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Exemplo interessante    que conhecemos no nosso cotidiano, e ultimamente muito divulgado na m&iacute;dia,    &eacute; relacionado com a quantidade de enxofre contido no diesel. &Eacute;    sabido que um problema ambiental, principalmente urbano, &eacute; a qualidade    do diesel empregado em regi&otilde;es metropolitanas. O enxofre por si s&oacute;    &eacute; um poluente, pois sua combust&atilde;o gera &oacute;xidos que, ao se    combinarem com a umidade do ar, provocam a chamada chuva &aacute;cida (que cont&eacute;m    &aacute;cidos sulf&uacute;rico e sulfuroso). Al&eacute;m disso, a utiliza&ccedil;&atilde;o    de combust&iacute;veis com baixo teor de enxofre &eacute; condi&ccedil;&atilde;o    necess&aacute;ria para a ado&ccedil;&atilde;o de motores a ciclo diesel mais    eficientes e dotados de sofisticados sistemas de redu&ccedil;&atilde;o de poluentes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O processo industrial    da retirada desse enxofre do &oacute;leo diesel &eacute; feito atrav&eacute;s    de hidrogena&ccedil;&atilde;o do &oacute;leo a altas press&otilde;es e temperaturas    (quanto maior a quantidade de enxofre a ser removida, mais severa tem que ser    a rea&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica, isto &eacute;, maiores temperatura e    press&atilde;o). Esse processo tecnol&oacute;gico &eacute; muito bem conhecido,    mas a maior severidade nas rea&ccedil;&otilde;es significa tamb&eacute;m maiores    custos econ&ocirc;micos e ambientais. Mas por que tamb&eacute;m ambientais?    Porque, para aumentar a severidade, gastamos mais energia (produzindo mais CO<sub>2</sub>)    e, com isso, temos um aparente paradoxo, pois diminu&iacute;mos o enxofre, mas    aumentamos a emiss&atilde;o de CO<sub>2</sub>! Nesse ponto &eacute; onde se    pode encontrar a diferen&ccedil;a entre conhecer e n&atilde;o conhecer a composi&ccedil;&atilde;o    detalhada do petr&oacute;leo, j&aacute; que ele &eacute; constitu&iacute;do    por milhares de subst&acirc;ncias e, dentre elas, centenas e centenas de compostos    contendo enxofre. As reatividades desses compostos sulfurados n&atilde;o s&atilde;o    iguais e, portanto, podemos escolher petr&oacute;leos que tenham uma composi&ccedil;&atilde;o    com compostos de enxofre mais reativos, o que resultar&aacute; em condi&ccedil;&otilde;es    de processo menos severas (temperaturas e press&otilde;es mais baixas). Tudo    isso significar&aacute; menos enxofre no combust&iacute;vel e menos emiss&atilde;o    de CO<sub>2</sub> no processamento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outro exemplo s&atilde;o    os derrames de petr&oacute;leo. Em muitos deles se conhece claramente a proced&ecirc;ncia,    tais como os que ocorreram no Golfo do M&eacute;xico, na Ba&iacute;a da Guanabara    e tantos outros. No entanto, muitos derrames n&atilde;o s&atilde;o facilmente    identificados. Como consequ&ecirc;ncia n&atilde;o se consegue determinar os    respons&aacute;veis, o que tamb&eacute;m pode impedir que se tomem medidas para    evitar a repeti&ccedil;&atilde;o dessas ocorr&ecirc;ncias.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Um dos efeitos    poluentes do manuseio do petr&oacute;leo, que &eacute; pouco divulgado, est&aacute;    relacionado &agrave; lavagem de navios-tanques, que deveria ser realizada em    alto-mar, mas muitas vezes ocorre pr&oacute;ximo &agrave; costa. Como se pode    identificar a origem desse petr&oacute;leo? Entra a&iacute; o conhecimento das    impress&otilde;es digitais, que permite identificar a origem do petr&oacute;leo    mesmo que este permane&ccedil;a alguns dias no mar. T&eacute;cnicas de fluoresc&ecirc;ncia,    FT-IR, CG-MS permitem uma identifica&ccedil;&atilde;o bem precisa (podendo-se    construir os petroleomas).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mesmo assim, em    certos casos a identifica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel,    em especial quando fra&ccedil;&otilde;es do petr&oacute;leo foram submetidas    a alguns tipos de processamento qu&iacute;mico, como, por exemplo, o craqueamento,    que destr&oacute;i a estrutura original do petr&oacute;leo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na f&iacute;sica,    uma das &aacute;reas de grande desenvolvimento s&atilde;o as tecnologias empregando    <i>laser</i>. Sistemas a <i>laser</i> denominados de Lidar (<i>light detection    and ranging</i>) ou tamb&eacute;m, algumas vezes, de radar <i>laser</i>, j&aacute;    s&atilde;o utilizados para determina&ccedil;&atilde;o de aeross&oacute;is na    alta atmosfera (em dias claros e dependendo da pot&ecirc;ncia do <i>laser</i>    pode-se medir a mais de 30 km de altura), na &aacute;rea ambiental, para monitoramento    de poluentes em cidades (Berlin tinha um sistema desse tipo). Esse sistema come&ccedil;a    a ter aplica&ccedil;&otilde;es n&atilde;o somente no monitoramento de poluentes    (a princ&iacute;pio pode detectar qualquer subst&acirc;ncia que absorva ou em    sistemas particulados que difratem o <i>laser</i>). A grande vantagem &eacute;    que se pode operar o sistema a dist&acirc;ncia, pois ele funciona de modo semelhante    a um radar. Essa tecnologia pode se tornar uma ferramenta importante n&atilde;o    s&oacute; na monitora&ccedil;&atilde;o de poluentes mas no aprimoramento de    processos industriais. Uma das dificuldades nesse campo na &aacute;rea industrial    &eacute; a possibilidade de se medir gases e part&iacute;culas de chamin&eacute;s,    de tochas (<i>flare</i>). Essas medidas apresentam atualmente s&eacute;rias    dificuldades tecnol&oacute;gicas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Medidas precisas    desses efluentes gasosos e particulados podem ser importantes no controle do    processo e, portanto, na diminui&ccedil;&atilde;o das emiss&otilde;es de produtos    n&atilde;o desej&aacute;veis na atmosfera.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>IND&Uacute;STRIA    DE PETR&Oacute;LEO -</b> </font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>O    PROCESSAMENTO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Grande parte dos    processos da ind&uacute;stria do petr&oacute;leo &eacute; bem conhecida. As    inova&ccedil;&otilde;es nessa &aacute;rea s&atilde;o mais fact&iacute;veis de    serem aplicadas na integra&ccedil;&atilde;o dos v&aacute;rios processos que    a comp&otilde;em. Grandes avan&ccedil;os cient&iacute;ficos e tecnol&oacute;gicos    j&aacute; v&ecirc;m acontecendo na &aacute;rea de controle e otimiza&ccedil;&atilde;o    de processos. Os primeiros passos nessas mudan&ccedil;as de conceitos iniciaram-se    com o advento da instrumenta&ccedil;&atilde;o digital e dos sistemas digitais    de controle (cerca de trinta anos atr&aacute;s). O controle passou de mono para    multivari&aacute;vel. Sistemas chamados de controle avan&ccedil;ado s&atilde;o    hoje uma realidade tecnol&oacute;gica amplamente utilizada no mundo todo, sendo    que na Petrobras &eacute; feita com tecnologia nacional. Processos individuais    na &aacute;rea de refino s&atilde;o, em sua maioria, controlados por meio de    sistemas multivari&aacute;veis e, hoje, come&ccedil;a-se a aplicar sistema de    otimiza&ccedil;&atilde;o, integrando-o ao sistema de controle avan&ccedil;ado.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O grande desafio    hoje nessa &aacute;rea &eacute; a intera&ccedil;&atilde;o dos v&aacute;rios    processos na otimiza&ccedil;&atilde;o global, pois esta n&atilde;o resulta simplesmente    da "soma" das otimiza&ccedil;&otilde;es individuais dos processos. A forte depend&ecirc;ncia    entre os processos em uma refinaria de petr&oacute;leo (pois os v&aacute;rios    processos trocam entre si energia e mat&eacute;ria) representa um grande desafio    cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico. Nesse est&aacute;gio, come&ccedil;a-se    a pensar em sistemas contendo milhares de vari&aacute;veis (ao inv&eacute;s    de apenas algumas dezenas) e, como os processos na sua grande maioria s&atilde;o    n&atilde;o lineares (mais dif&iacute;ceis de resolver matematicamente), o desafio    que desponta &eacute; a necessidade de ferramentas matem&aacute;ticas mais poderosas    e eficientes do que as que se conhece hoje na &aacute;rea de engenharia. O desafio    seguinte envolve a integra&ccedil;&atilde;o entre produ&ccedil;&atilde;o e consumo    de produtos em sistemas contendo v&aacute;rias refinarias, petr&oacute;leos    vindos de v&aacute;rios locais e com caracter&iacute;sticas diferentes, resultando    em um gigantesco problema de otimiza&ccedil;&atilde;o. Devido &agrave; abrang&ecirc;ncia    desses problemas, mesmo pequenas melhorias nessas &aacute;reas significam grandes    ganhos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>A REFINARIA    DO FUTURO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No m&eacute;dio    prazo a refinaria do futuro ser&aacute; um sistema em que todos os processos    ser&atilde;o integrados e os controles de processos n&atilde;o ser&atilde;o    mais individualizados, mas sim integrados, visando &agrave; otimiza&ccedil;&atilde;o    global. Isso propiciar&aacute; enormes ganhos energ&eacute;ticos e ambientais    e diminuir&aacute; significativamente a energia e as mat&eacute;rias-primas    consumidas no processamento do petr&oacute;leo. Para se ter uma ideia, para    cada m<sup>3</sup> de petr&oacute;leo processado chega-se a usar 1 m<sup>3</sup>    de &aacute;gua. Uma &uacute;nica refinaria pode usar mais &aacute;gua que uma    cidade de 200 mil habitantes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No m&eacute;dio    prazo &eacute; altamente prov&aacute;vel que o principal objetivo de uma refinaria    seja ainda a produ&ccedil;&atilde;o de combust&iacute;veis. No entanto, haver&aacute;    um aumento significativo na obten&ccedil;&atilde;o de mat&eacute;rias-primas    contidas no petr&oacute;leo para uso na ind&uacute;stria petroqu&iacute;mica.    Nessa refinaria do futuro a opera&ccedil;&atilde;o das unidades se basear&aacute;    em informa&ccedil;&otilde;es moleculares do petr&oacute;leo e ser&aacute; constitu&iacute;da    de sistemas totalmente integrados de energia e massa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esse futuro depender&aacute;    de uma aplica&ccedil;&atilde;o maci&ccedil;a da engenharia de processos que,    por defini&ccedil;&atilde;o, &eacute; uma &aacute;rea transversal &agrave;s    ci&ecirc;ncias b&aacute;sicas, pois, para ser aplicada, exige muito conhecimento    qu&iacute;mico, dominado pelos qu&iacute;micos e n&atilde;o pelos engenheiros,    e muito conhecimento matem&aacute;tico, necess&aacute;rio &agrave; solu&ccedil;&atilde;o    de sistemas n&atilde;o lineares com milhares de vari&aacute;veis, al&eacute;m    de, cada vez mais, muito conhecimento na &aacute;rea ambiental.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A refinaria do    futuro, no longo prazo, n&atilde;o ser&aacute; mais um supridor de combust&iacute;vel    para queima e produ&ccedil;&atilde;o de energia, mas sim uma provedora de mat&eacute;rias-primas    para a ind&uacute;stria petroqu&iacute;mica e qu&iacute;mica e ser&aacute; integrada    em uma cadeia envolvendo mat&eacute;rias-primas renov&aacute;veis. No futuro    poderemos usar cada um dos milhares de subst&acirc;ncias contidas no petr&oacute;leo    do modo mais nobre poss&iacute;vel, evitando ao m&aacute;ximo sua simples queima    para produ&ccedil;&atilde;o de energia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>A PETROBRAS    COMO INDUTOR DE PESQUISA CIENT&Iacute;FICA E TECNOL&Oacute;GICA</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A Petrobras, a    partir de 1992, iniciou um processo de identifica&ccedil;&atilde;o em sua estrutura    de pesquisa (comparando internacionalmente) das &aacute;reas de desenvolvimento    tecnol&oacute;gico dentro da empresa. Na &eacute;poca, sete dessas &aacute;reas    foram consideradas de excel&ecirc;ncia comparadas &agrave;s tecnologias existentes.    A partir dessas an&aacute;lises, em 1996 a Petrobras iniciou a implanta&ccedil;&atilde;o,    dentro de sua estrutura de P&amp;D, dos centros de excel&ecirc;ncia tecnol&oacute;gicos.    Esses centros possuem uma estrutura na qual as universidades t&ecirc;m um papel    importante e, nesse contexto, existe, para cada um desses centros, uma universidade    &acirc;ncora.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Poucos desses centros    est&atilde;o localizados fisicamente fora da Petrobras. Podemos citar o Centro    de Excel&ecirc;ncia em Automa&ccedil;&atilde;o Industrial localizado na Escola    Polit&eacute;cnica da USP.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com o fim do monop&oacute;lio    do petr&oacute;leo, foi criada a Ag&ecirc;ncia Nacional de Petr&oacute;leo (ANP)    e, dentro dos contratos de concess&atilde;o, havia a exig&ecirc;ncia de investimento    em P&amp;D na &aacute;rea de petr&oacute;leo. Esses recursos poderiam ser aplicados    nas estruturas internas de pesquisa da Petrobras (at&eacute; o valor de 50%)    e a outra parte (no m&iacute;nimo 50%) em universidades e institui&ccedil;&otilde;es    de pesquisas. Esses recursos referem-se a um percentual (1%) da produ&ccedil;&atilde;o    de petr&oacute;leo dos chamados po&ccedil;os com grande produtividade. Desses    recursos, 40% deveriam ser aplicados nas &aacute;reas do Nordeste, Norte e Centro-Oeste    do Brasil e 60% no Sul e Sudeste. Um volume substancial de recursos come&ccedil;ou    a ser investido nas universidades brasileiras. A Petrobras criou um conjunto    de redes de pesquisa em temas sobre diversos assuntos da &aacute;rea da empresa    e muitos deles relacionados com os centros de excel&ecirc;ncia existentes. Cerca    de 42 redes foram criadas. Essas redes de pesquisa foram organizadas pelo Centro    de Pesquisa da Petrobras (Cenpes). Em uma primeira etapa, a Petrobras priorizou    projetos com o objetivo de montar infraestrutura de pesquisa em grande parte    das universidades de pesquisa brasileiras. Na segunda etapa iniciou-se o desenvolvimento    de projetos de P&amp;D</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em recente artigo    publicado na <i>Science</i> (3 de dezembro de 2010), com o t&iacute;tulo de    "Brazilian Science: Riding a Gusher", de Antonio Regalado, &eacute; mostrado    o volume de recursos que a Petrobras est&aacute; investindo por ano em P&amp;D    (um bilh&atilde;o de d&oacute;lares), incluindo cerca de 225 milh&otilde;es    de d&oacute;lares nas universidades brasileiras. O diretor da Coppe-UFRJ, Segen    Farid Estefen, declarou que a institui&ccedil;&atilde;o recebe cerca de 60 milh&otilde;es    de d&oacute;lares da Petrobras por ano.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As universidades    e institui&ccedil;&otilde;es de pesquisas paulistas n&atilde;o t&ecirc;m explorado    seu potencial de pesquisa cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica por um maior    financiamento de P&amp;D pela Petrobras. Ocorre pouca articula&ccedil;&atilde;o    institucional das universidades paulistas com a Petrobras e, como consequ&ecirc;ncia,    pouca participa&ccedil;&atilde;o nesses recursos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>BIBLIOGRAFIA</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">AL-MUHAREB, E.;    MORGAN, T. J.; HEROD, A. A.; KANDIYOTI, R. "Characterization of Petroleum Alphaltenes    by Size Exclusion Chromatography, UV-fluorescence and Mass Spectrometry", in    <i>Petroleum Science&amp;Technology</i>, vol. 25, 2007, pp. 81-91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002395&pid=S0103-9989201100020000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">FALLA, F. S.; LARINI,    C.; ROUX, G. A. L.; QUINA, F. H. ; MORO, L. F. L. e NASCIMENTO, C. A. O. "Characterization    of Crude Petroleum by NIR", in <i>Journal of Petroleum Science &amp; Engineering</i>,    v. 51, 2006, pp. 127-37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002397&pid=S0103-9989201100020000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">LOPES-GENJO, J.;    PANTOJA, P. A.; FALLA, F. S.; ROUX, G. A. G. L.; QUINA, F. H. e NASCIMENTO,    C. A. O. "Eletronic and Vibrational Spectroscopy for Remote and On-LineE Analysis    and Classification of Crude Petroleum", in Korin L. MontClaire (org.). <i>Petroleum    Science Research Progress</i>. Nova Science Publishers, 2008, pp. 187-233.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002399&pid=S0103-9989201100020000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">MARSHALL, A. G.;    RODGERS, R. P. "Petroleomics: Chemistry of the Underworld", in PNAS, vol. 105    (47), 2008, pp. 18.090-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002401&pid=S0103-9989201100020000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">MULLINS, O. C.;    SHEU, E. Y.; HAMMAMI, A.; MARSHALL, A. G. <i>Asphaltenes, Heavy Oils, and Petroleomics</i>.    Springer Science, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002403&pid=S0103-9989201100020000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">QIAN, K. "Reading    Chemical Fine Print: Resolution and Identification of 3000 Nitrogen-Containing    Aromatic Compounds from Single Electrospray Ionization Fourier Transform Ion    Cyclotron Resonance Mass Spectrum of Heavy Petroleum Crude Oil", in Energy&amp;Fuels,    vol. 15, 2001, pp. 492-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002405&pid=S0103-9989201100020000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">REGALADO, A. "Brazilian    Science: Riding a Gusher", in <i>Science</i>, v. 330, 2010, pp. 1.306-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002407&pid=S0103-9989201100020000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">YERGIN, D. <i>O    Petr&oacute;leo: uma Hist&oacute;ria Mundial de Conquistas, Poder e Dinheiro</i>.    S&atilde;o Paulo, Paz e Terra, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002409&pid=S0103-9989201100020000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
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