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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article examines the Brazilian scenario of computer activities as a science - and not just as a tool, which is the prevailing view of those who do not work in this area. It starts with some historical data and a quantitative presentation of our scientific production and human resource formation; and ends with a qualitative analysis. Thus, it shows that in this area the good Brazilian groups are comparable to first-rate foreign groups - both quantitatively and qualitatively. Such comparison of positive aspects is also extended to the problems found, here and all around the world, with attracting young people and in multidisciplinary training. The article stresses the singular role of the Brazilian Computer Society as a driving propeller of big nationwide research networks, and highlights Brazilian initiatives in this area, which has achieved world repercussion.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><a name="top"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4">    <b>Computa&ccedil;&atilde;o: o terceiro pilar</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Claudia Bauzer    Medeiros</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Professora do Instituto    de Computa&ccedil;&atilde;o da Unicamp</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O artigo examina    o cen&aacute;rio brasileiro das atividades em computa&ccedil;&atilde;o como    ci&ecirc;ncia (e n&atilde;o como instrumento, que &eacute; a vis&atilde;o dominante    dos que n&atilde;o trabalham na &aacute;rea). Come&ccedil;ando por dados hist&oacute;ricos    e uma apresenta&ccedil;&atilde;o quantitativa da nossa produ&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica e forma&ccedil;&atilde;o de recursos humanos, termina com    uma an&aacute;lise qualitativa, mostrando que, na &aacute;rea, os bons grupos    brasileiros s&atilde;o compar&aacute;veis a grupos de ponta estrangeiros - quantitativa    e qualitativamente. Essa compara&ccedil;&atilde;o dos aspectos positivos tamb&eacute;m    se estende aos problemas enfrentados, aqui e em todo o mundo, na atra&ccedil;&atilde;o    de jovens e na forma&ccedil;&atilde;o multidisciplinar. O artigo enfatiza o    papel singular da Sociedade Brasileira de Computa&ccedil;&atilde;o como impulsionadora    de grandes redes de pesquisa com abrang&ecirc;ncia nacional, e destaca iniciativas    brasileiras na &aacute;rea que t&ecirc;m obtido repercuss&atilde;o mundial.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b>    computa&ccedil;&atilde;o, ci&ecirc;ncia, Sociedade Brasileira de Computa&ccedil;&atilde;o.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font>  </p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">This article examines    the Brazilian scenario of computer activities as a science - and not just as    a tool, which is the prevailing view of those who do not work in this area.    It starts with some historical data and a quantitative presentation of our scientific    production and human resource formation; and ends with a qualitative analysis.    Thus, it shows that in this area the good Brazilian groups are comparable to    first-rate foreign groups - both quantitatively and qualitatively. Such comparison    of positive aspects is also extended to the problems found, here and all around    the world, with attracting young people and in multidisciplinary training. The    article stresses the singular role of the Brazilian Computer Society as a driving    propeller of big nationwide research networks, and highlights Brazilian initiatives    in this area, which has achieved world repercussion.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b>    computing, science, Brazilian Computer Society.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>VIS&Atilde;O    GERAL</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A computa&ccedil;&atilde;o    revolucionou a pesquisa cient&iacute;fica, sendo hoje reconhecida como o "terceiro    pilar" a sustentar tal pesquisa, junto com os pilares da teoria e da experimenta&ccedil;&atilde;o<a name="top1"></a><a href="#back1"><sup>1</sup></a>.    Os primeiros departamentos de computa&ccedil;&atilde;o no mundo surgiram na    d&eacute;cada de 60, a partir quer de departamentos de matem&aacute;tica (como    na Universidade de Waterloo, em 1967) quer de engenharia el&eacute;trica (como    no MIT, em 1975). Ainda outros combinaram diferentes &aacute;reas - por exemplo,    em Carnegie Mellon, o departamento criado em 1965 uniu professores de matem&aacute;tica,    engenharia el&eacute;trica e psicologia (tornando-se assim um dos pioneiros    mundiais em intelig&ecirc;ncia artificial). Na Am&eacute;rica do Norte, a designa&ccedil;&atilde;o    preferencial usa a palavra "computa&ccedil;&atilde;o" (ci&ecirc;ncia ou engenharia,    geralmente conforme a origem); na Europa, o termo mais comum &eacute; "inform&aacute;tica".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No Brasil, a primeira    turma de gradua&ccedil;&atilde;o (em Ci&ecirc;ncia da Computa&ccedil;&atilde;o)    formou-se na Unicamp (curso criado em 1969) e o primeiro programa de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o    (em Inform&aacute;tica) foi criado em 1968 na PUC Rio, seguido rapidamente pelo    segundo programa, em 1970, na Coppe-UFRJ (em Engenharia e Sistemas de Computa&ccedil;&atilde;o).    Independentemente do nome usado, a pesquisa na &aacute;rea est&aacute; cada    vez mais abrangente, indo desde <i>hardware</i> e nanotecnologia at&eacute;    aspectos cognitivos na intera&ccedil;&atilde;o homem-computador.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Passados quarenta    anos, a produ&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica brasileira &eacute; internacionalmente    competitiva, e o n&uacute;mero de mestres e doutores formados vem crescendo    a cada ano, como mostra a <a href="#t1">Tabela 1</a>. Esses n&uacute;meros s&atilde;o    ainda mais expressivos se considerarmos que todo o resto da Am&eacute;rica Latina,    exclu&iacute;do o M&eacute;xico, forma cerca de trinta doutores por ano, sendo    que em v&aacute;rios dos pa&iacute;ses da regi&atilde;o n&atilde;o se faz pesquisa    em computa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rusp/n89/10t01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A produ&ccedil;&atilde;o    intelectual dos docentes dos bons programas brasileiros &eacute; compar&aacute;vel    &agrave; de programas de excel&ecirc;ncia na Am&eacute;rica do Norte ou Europa<a name="top2"></a><a href="#back2"><sup>2</sup></a>.    As mesmas conclus&otilde;es foram obtidas por Laender et al. (2008), que comparam    os oito melhores programas brasileiros e 22 programas norte-americanos e europeus    de primeira linha, mostrando que a taxa anual m&eacute;dia de publica&ccedil;&otilde;es    e o n&uacute;mero de alunos formados na p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o,    por ano, por docente, s&atilde;o da mesma ordem de grandeza. Para isso, usaram    uma base de 52 mil artigos, com cerca de 2.000 autores.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os programas mais    antigos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o tiveram um papel importante na    forma&ccedil;&atilde;o da massa cr&iacute;tica da pesquisa brasileira, ainda    mais relevante porque a computa&ccedil;&atilde;o &eacute; um ramo cient&iacute;fico    recente. Em alguns casos, tais programas permitiram crescimento dessa massa    cr&iacute;tica em n&iacute;vel regional (notadamente a UFRGS para a Regi&atilde;o    Sul, ou a UFPE, no Nordeste). J&aacute; a PUC-Rio e, em menor grau, a Coppe    t&ecirc;m ex-alunos em quase todos os principais departamentos brasileiros.    Se o maior volume de pesquisa se concentra em sete universidades (PUC-Rio, UFMG,    UFPE, UFRJ, UFRGS, Unicamp e USP), v&aacute;rias outras exercem lideran&ccedil;a    regional - por exemplo, a Ufam, a UFMS ou a UFRN. Os principais focos de C&amp;T    est&atilde;o no eixo S&atilde;o Paulo-Campinas-S&atilde;o Carlos, e nas cidades    de Belo Horizonte, Recife, Rio e Porto Alegre.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Inicialmente concentrados    em poucos locais, os programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o j&aacute;    atingiram quase todos os estados do Brasil. A <a href="#f1">Figura 1</a> ordena    alfabeticamente as cidades onde havia programas na &aacute;rea em 1999 e em    2009. Em 1999, 15 cidades sediavam 22 programas (sendo tr&ecirc;s no Rio). J&aacute;    os 52 programas de 2009 estavam distribu&iacute;dos em 32 cidades, com v&aacute;rios    no Rio (cinco programas), Recife e Fortaleza (com quatro programas cada uma).</font></p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rusp/n89/10f01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esse crescimento    foi acompanhado por um aumento expressivo de publica&ccedil;&otilde;es. Os gr&aacute;ficos    das <a href="/img/revistas/rusp/n89/10f02.jpg">Figuras 2</a> e <a href="/img/revistas/rusp/n89/10f03.jpg">3</a>    mostram a evolu&ccedil;&atilde;o, em quarenta anos, das publica&ccedil;&otilde;es    em peri&oacute;dicos e artigos completos em congressos, at&eacute; junho de    2010. Foram feitos a partir de minera&ccedil;&atilde;o de dados no Lattes dos    docentes cadastrados nos programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em    computa&ccedil;&atilde;o no tri&ecirc;nio 2007-09. Essa minera&ccedil;&atilde;o    foi realizada usando o programa scriptLattes, desenvolvido no IME-USP (Mena-Chalco    &amp; Cesar Jr., 2009). Os gr&aacute;ficos mostram dados parciais (pois s&oacute;    consideram o Lattes dos docentes cadastrados em um tri&ecirc;nio). Ainda assim,    ilustram a evolu&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica e o perfil de pesquisa da    &aacute;rea, que valoriza artigos em anais de congressos. A taxa global &eacute;    de 4,1 artigos em congressos para cada artigo em peri&oacute;dico. Nos &uacute;ltimos    cinco anos, a taxa variou em torno de 3,4, enquanto em centros de excel&ecirc;ncia    americanos varia de 1,3 (Cornell) a 3 (Ucla)<a name="top3"></a><a href="#back3"><sup>3</sup></a>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Apenas a partir    da d&eacute;cada de 90 a pesquisa em computa&ccedil;&atilde;o no Brasil passou    a adquirir caracter&iacute;sticas realmente multi-institucionais, especialmente    com os editais Protem-CC do CNPq, que fomentaram redes com grupos consolidados    e grupos emergentes. Ao final da d&eacute;cada, come&ccedil;aram a surgir projetos    multidisciplinares, envolvendo outros dom&iacute;nios do conhecimento, refletindo    uma tend&ecirc;ncia mundial.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dado esse panorama,    qual o retrato da pesquisa na &aacute;rea no Brasil?</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>SOCIEDADE BRASILEIRA    DE COMPUTA&Ccedil;&Atilde;O E A ORGANIZA&Ccedil;&Atilde;O DA PESQUISA NO BRASIL</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Qualquer estudo    sobre pesquisa em computa&ccedil;&atilde;o, no Brasil, precisa levar em conta    as atividades da Sociedade Brasileira de Computa&ccedil;&atilde;o (SBC). Fundada    em 1978, tem cerca de 13 mil s&oacute;cios (dos quais mais de 90% da academia)    e 290 s&oacute;cios institucionais (empresas e universidades). Anualmente promove    quarenta eventos cient&iacute;ficos e apoia mais vinte, com participantes majoritariamente    oriundos de institui&ccedil;&otilde;es de ensino e pesquisa no Brasil.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Agrave; semelhan&ccedil;a    das grandes sociedades cient&iacute;ficas internacionais na &aacute;rea, os    s&oacute;cios podem se filiar a uma ou mais das 24 "comiss&otilde;es especiais",    grupos tem&aacute;ticos associados a grandes linhas de pesquisa em computa&ccedil;&atilde;o    - como engenharia de <i>software</i>, ou circuitos integrados. Grande parte    dos eventos promovidos s&atilde;o ligados a tais linhas, podendo ser de tr&ecirc;s    tipos: congressos e simp&oacute;sios (com publica&ccedil;&atilde;o de artigos    a partir de sele&ccedil;&atilde;o por pares); concursos de teses, disserta&ccedil;&otilde;es    ou trabalhos de inicia&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica (publicando os melhores    trabalhos); e escolas regionais, em n&iacute;vel de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o    ou gradua&ccedil;&atilde;o, com cursos ministrados por brasileiros e estrangeiros    convidados.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A <a href="#t2">Tabela    2</a> mostra dados para as duas primeiras categorias, de 2009 a outubro de 2010.    Os n&uacute;meros entre par&ecirc;nteses indicam o total de trabalhos submetidos:    por exemplo, em 2009 houve 1.687 trabalhos publicados em eventos (dentre 4.767    submetidos) e 171 trabalhos de alunos selecionados para concorrerem a pr&ecirc;mios    (dentre 454 submetidos). Os dados foram extra&iacute;dos da base de artigos    do sistema Jems, usado pela SBC para gerenciar a submiss&atilde;o, avalia&ccedil;&atilde;o    e publica&ccedil;&atilde;o de todos os trabalhos dos eventos que patrocina ou    apoia.</font></p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/rusp/n89/10t02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A <a href="/img/revistas/rusp/n89/10t03.jpg">Tabela    3</a> detalha os artigos segundo as comiss&otilde;es especiais que organizaram    o evento correspondente e permite identificar algumas &ecirc;nfases da pesquisa    no Brasil. Mostra, por exemplo, maior concentra&ccedil;&atilde;o de submiss&otilde;es    em linhas como engenharia de <i>software</i> ou redes (bem representadas na    maioria dos departamentos), e linhas com menos pesquisadores - como realidade    virtual ou processamento de linguagem natural.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Trata-se de um    retrato apenas parcial da distribui&ccedil;&atilde;o da pesquisa e do n&iacute;vel    de competi&ccedil;&atilde;o para aceita&ccedil;&atilde;o de artigos. Primeiramente,    algumas linhas importantes n&atilde;o t&ecirc;m comiss&atilde;o associada (especialmente    em teoria). Em segundo lugar, determinadas comiss&otilde;es (por exemplo, redes)    cobrem v&aacute;rias linhas de pesquisa que, nesta an&aacute;lise, desaparecem.    Linhas reconhecidas internacionalmente - como rob&oacute;tica - envolvem v&aacute;rios    assuntos computacionais, com pesquisa publicada em grande n&uacute;mero de eventos    (de interfaces a <i>hardwares</i>). Al&eacute;m disso, certas comiss&otilde;es    podem organizar eventos como parte de um congresso maior (por exemplo, m&eacute;todos    formais dentro de um evento de engenharia de <i>software</i>). Finalmente, h&aacute;    linhas eminentemente multidisciplinares (bioinform&aacute;tica, geoinform&aacute;tica)    cujas publica&ccedil;&otilde;es se dispersam em eventos de muitas sociedades.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De fato, v&aacute;rias    outras sociedades cient&iacute;ficas tamb&eacute;m promovem eventos com forte    liga&ccedil;&atilde;o com pesquisa em computa&ccedil;&atilde;o - como a Sociedade    Brasileira de Matem&aacute;tica Aplicada e Computacional (SBMAC), ou a Sociedade    Brasileira de Microeletr&ocirc;nica (SBMicro). Esta &uacute;ltima realiza v&aacute;rias    atividades em conjunto com a SBC, no &acirc;mbito da comiss&atilde;o de circuitos    integrados. Al&eacute;m de divulgar pesquisa, eventos em linhas mais aplicadas    (como bancos de dados ou redes), fomentam transfer&ecirc;ncia de tecnologia,    atraindo profissionais de empresas. Por exemplo, alguns padr&otilde;es de qualidade    de <i>software</i> adotados no Brasil foram desenvolvidos sob lideran&ccedil;a    da Coppe e disseminados em simp&oacute;sios associados &agrave; engenharia de    <i>software</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Embora aqui atuemos    num grande leque de linhas, em quais nos destacamos internacionalmente?</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>ALGUNS DESTAQUES    INTERNACIONAIS E NACIONAIS</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Neste cen&aacute;rio    de pesquisa, linhas mais tradicionais de atua&ccedil;&atilde;o convivem com    o surgimento constante de novas dire&ccedil;&otilde;es. Somos, por exemplo,    reconhecidos mundialmente por pesquisa associada &agrave; <i>web</i> e &agrave;    bioinform&aacute;tica (ambas, como sabido, muito recentes). Temos ainda reconhecimento    em linhas mais consolidadas (por exemplo, combinat&oacute;ria). Os par&aacute;grafos    a seguir ilustram exemplos do impacto mundial ou nacional da pesquisa brasileira.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A <a href="/img/revistas/rusp/n89/10t03.jpg">Tabela    3</a> mostra que existe massa cr&iacute;tica de pesquisa em todas as grandes    linhas reconhecidas internacionalmente - lembrando que n&atilde;o h&aacute;    comiss&atilde;o especial em teoria da computa&ccedil;&atilde;o, em que o Brasil    tem grupos excelentes. Entretanto, n&atilde;o permite apreender como est&atilde;o    distribu&iacute;das. Todos os grandes departamentos possuem grupos importantes    em quase todas as linhas, e muitas delas est&atilde;o bem representadas na maioria    dos programas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Certos grupos,    no entanto, se destacam em algumas linhas. Um bom exemplo &eacute; a UFMG, que    sedia o principal grupo brasileiro em recupera&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o,    ger&ecirc;ncia de dados na <i>web</i> e minera&ccedil;&atilde;o de dados, com    reconhecimento internacional. Al&eacute;m de produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica    de destaque, tal pesquisa j&aacute; produziu iniciativas bem-sucedidas de transfer&ecirc;ncia    de tecnologia, incluindo as empresas Miner Technology Group, vendida para o    grupo Folha de S. Paulo/UOL em 1999, e a Akwan Information Technologies, adquirida    pelo Google em 2005. Esta &uacute;ltima, inclusive, transformou-se no centro    de pesquisa e desenvolvimento da empresa americana na Am&eacute;rica Latina,    fazendo de Belo Horizonte um polo de pesquisa em tecnologias da <i>web</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mais um exemplo    de proje&ccedil;&atilde;o internacional &eacute; a bioinform&aacute;tica, impulsionada    pelo sucesso do programa Genoma da Fapesp. A pesquisa em computa&ccedil;&atilde;o    daquele programa foi desenvolvida no IC-Unicamp, permitindo a montagem e a anota&ccedil;&atilde;o    do genoma da bact&eacute;ria <i>Xylella fastidiosa</i>, causadora da praga do    amarelinho, que ataca os laranjais. Reuniu 34 laborat&oacute;rios, envolvendo    pesquisadores em v&aacute;rias &aacute;reas (como biologia, bioquimica e fitopatologia).    Al&eacute;m de ser um dos projetos pioneiros, no Brasil, de pesquisa cooperativa    multidisciplinar envolvendo uma grande rede virtual de cientistas, tamb&eacute;m    deu origem &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o    em bioinform&aacute;tica oferecidos conjuntamente por departamentos de ci&ecirc;ncias    exatas e ci&ecirc;ncias da vida. A par disso, tamb&eacute;m estimulou a cria&ccedil;&atilde;o    de empresas, notadamente a Allelyx, hoje o bra&ccedil;o de pesquisa da Monsanto    no Brasil.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ainda outra linha    de pesquisa de impacto internacional est&aacute; associada a linguagens, com    destaque para Lua, linguagem extens&iacute;vel e de alto desempenho, criada    na PUC-Rio. Um sinal desse reconhecimento &eacute; que foi uma das doze linguagens    destacadas em 2007 pela confer&ecirc;ncia sobre hist&oacute;ria de linguagens    de programa&ccedil;&atilde;o da Associa&ccedil;&atilde;o Americana de Computa&ccedil;&atilde;o    (ACM), realizada a cada quinze anos. Adotada principalmente para programa&ccedil;&atilde;o    de jogos, &aacute;rea em que vem se tornando padr&atilde;o mundial, tem tido    tamb&eacute;m aceita&ccedil;&atilde;o em grandes empresas (por exemplo, Cisco    ou Olivetti) no desenvolvimento de outros tipos de sistema. Destaca-se ainda    na programa&ccedil;&atilde;o de aplica&ccedil;&otilde;es interativas para TV    digital - al&eacute;m de fazer parte do padr&atilde;o brasileiro, &eacute; usada    com esse fim fora do Brasil. Outra linguagem com visibilidade internacional    &eacute; o ArchC, desenvolvido no IC-Unicamp, para a &aacute;rea de <i>hardware</i>,    utilizado tanto em universidades (por exemplo Cambridge e Bologna) como em empresas    (Philips e Texas Instruments) dentro e fora do pa&iacute;s.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A pesquisa em <i>software</i>    na linha de redes de computadores permitiu que o Brasil desenvolvesse seu pr&oacute;prio    padr&atilde;o de <i>middleware</i><a name="top4"></a><a href="#back4"><sup>4</sup></a>    para TV digital (Ginga), criado na PUC-Rio em parceria com a UFPB. O Ginga-NCL    &eacute; um subsistema do Ginga que se transformou em padr&atilde;o mundial    para IPTV (sistema em que a transmiss&atilde;o de sinais usa o protocolo IP    desenvolvido para a Internet). Ainda h&aacute; v&aacute;rios outros exemplos    de reconhecimento internacional do trabalho brasileiro - como a primeira m&aacute;quina    paralela brasileira, desenvolvida na Coppe em 1990, ou toda a pesquisa em <i>software</i>    livre, em que estamos nos tornando l&iacute;deres de P&amp;D.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Se os par&aacute;grafos    anteriores exemplificam pesquisa brasileira com impacto em todo o mundo, nossa    pesquisa, em v&aacute;rios outros dom&iacute;nios, vem criando polos de excel&ecirc;ncia    no Brasil, em que certas institui&ccedil;&otilde;es se destacam em alguma &aacute;rea    espec&iacute;fica, atraindo p&oacute;s-graduandos de toda a Am&eacute;rica Latina.    P&oacute;s-doutorandos americanos e europeus v&ecirc;m ao Brasil para se aperfei&ccedil;oar    em teoria da computa&ccedil;&atilde;o, especialmente em otimiza&ccedil;&atilde;o,    combinat&oacute;ria e teoria dos grafos, concentrada em tr&ecirc;s grandes grupos,    que formaram a base dos demais grupos brasileiros na &aacute;rea - IME-USP,    Coppe e IC-Unicamp.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na linha de sistemas    embarcados, um exemplo de modelo de coopera&ccedil;&atilde;o nacional premiada    internacionalmente &eacute; a Rede Brazil-IP, concebida em 2003 no IC-Unicamp    e originalmente financiada pelo CNPq. As universidades participantes (USP, UFRGS,    UFPE, UFMG, UNB, UFCG e PUCRS), lideradas pela Unicamp, desenvolveram os maiores    circuitos integrados digitais j&aacute; projetados por universidades brasileiras.    Alguns dos circuitos estavam tamb&eacute;m entre os maiores j&aacute; projetados    no pa&iacute;s, pondo o Brasil no seleto clube de pa&iacute;ses capazes de obter    propriedade intelectual de <i>software</i> para projeto de circuitos. O sucesso    do projeto transformou-o em um programa nacional do CNPq, hoje administrado    pela UPFE.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A UFRGS tem o principal    grupo em microeletr&ocirc;nica, em especial em projeto de circuitos integrados    e desenvolvimento de ferramentas de <i>software</i> para projeto de circuitos.    Formou grande n&uacute;mero de mestres e doutores, colaborando para a cria&ccedil;&atilde;o    de massa cr&iacute;tica no estado. Gra&ccedil;as a isso, o governo federal decidiu    implantar em Porto Alegre o Ceitec, vinculado ao MCT, que ter&aacute; a primeira    f&aacute;brica latino-americana de circuitos integrados e servir&aacute; como    centro de pesquisa em microeletr&ocirc;nica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em mais um exemplo,    resultados da pesquisa em lingu&iacute;stica computacional est&atilde;o sendo    adotados por grandes empresas de <i>software</i>. Um exemplo &eacute; o ReGra,    corretor gramatical para a l&iacute;ngua portuguesa desenvolvido pelo ICMC-USP    em parceria com a Itautec, comprado pela Microsoft e incorporado &agrave;s ferramentas    do Office desde 2000. O CoGrOO, corretor gramatical desenvolvido como <i>software</i>    livre no IME-USP, foi incorporado ao Open Office.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por fim, h&aacute;    iniciativas de sucesso de coopera&ccedil;&atilde;o academia-ind&uacute;stria,    com origem em departamentos de computa&ccedil;&atilde;o. Dessas, merecem men&ccedil;&atilde;o    o Cesar (em Recife) e o Tecnopuc (em Porto Alegre). O primeiro nasceu de uma    iniciativa do CIn-UFPE para realizar a transfer&ecirc;ncia de conhecimento em    TIC<a name="top5"></a><a href="#back5"><sup>5</sup></a> entre a universidade    e a sociedade. O CIn e o Cesar trabalham tamb&eacute;m na cria&ccedil;&atilde;o    de uma nova gera&ccedil;&atilde;o de empreendedores, incentivando a inova&ccedil;&atilde;o    em empresas. Com isso, reverteram a tend&ecirc;ncia de migra&ccedil;&atilde;o    para o Sul-Sudeste de jovens qualificados. Junto com iniciativas governamentais    na regi&atilde;o (como o Porto Digital de Pernambuco) e a cria&ccedil;&atilde;o    de alguns programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o de &oacute;timo n&iacute;vel    (por exemplo, em Fortaleza ou Natal), grande parte da Regi&atilde;o Nordeste    tem polos importantes de pesquisa e inova&ccedil;&atilde;o em TIC, n&atilde;o    mais podendo ser vista como desfavorecida nessa &aacute;rea.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O Tecnopuc &eacute;    o parque cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico da PUCRS, com empresas e entidades    em TIC, eletroeletr&ocirc;nica, energia, f&iacute;sica e biotecnologia. O estreitamento    das rela&ccedil;&otilde;es da universidade com as empresas localizadas no parque    vem diversificando e ampliando pesquisas avan&ccedil;adas em computa&ccedil;&atilde;o.    Como reflexo dessas atividades, v&aacute;rias ind&uacute;strias t&ecirc;m mostrado    interesse em absorver mestres e doutores.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como se reflete    no Brasil a tend&ecirc;ncia mundial de pesquisa multidisciplinar?</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>A MULTIDISCIPLINARIDADE    COMO BASE</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Muitas das grandes    descobertas cient&iacute;ficas recentes s&atilde;o resultado do trabalho de    equipes multidisciplinares que envolvem cientistas da computa&ccedil;&atilde;o.    Essa constata&ccedil;&atilde;o vem motivando in&uacute;meras iniciativas importantes    no Brasil e no mundo, duas delas merecendo destaque - o surgimento da chamada    <i>eScience</i> e os Grandes Desafios em Computa&ccedil;&atilde;o propostos    pela SBC.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O termo <i>eScience</i>    designa pesquisa avan&ccedil;ada em computa&ccedil;&atilde;o cujo objetivo &eacute;    contribuir para acelerar (ou at&eacute; possibilitar) a pesquisa em todos os    dom&iacute;nios - das ci&ecirc;ncias exatas at&eacute; as humanas e as artes.    A eScience &eacute; eminentemente colaborativa, combinando v&aacute;rias linhas    da computa&ccedil;&atilde;o a outras &aacute;reas do conhecimento. As principais    necessidades envolvem a chamada "<i>data-intensive science</i>", em que imensos    volumes de dados gerados por observa&ccedil;&otilde;es, experimentos, sensores    e equipamentos cient&iacute;ficos precisam ser organizados, processados, analisados    e visualizados, permitindo simula&ccedil;&otilde;es, constru&ccedil;&atilde;o    de modelos e valida&ccedil;&atilde;o de hip&oacute;teses.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Exemplos de iniciativas    brasileiras bem-sucedidas em eScience incluem a bioinform&aacute;tica, a geoinform&aacute;tica,    a modelagem de clima (por exemplo, no CPTEC-Inpe), sistemas de biodiversidade    (na Unicamp) ou lingu&iacute;stica computacional. H&aacute;, igualmente, v&aacute;rios    grupos multidisciplinares envolvendo cientistas da computa&ccedil;&atilde;o    dedicados a trabalho com redes de sensores - por exemplo, em monitoramento ambiental    (Inpe, LNCC, Ufam, UFMG), gest&atilde;o de qualidade da &aacute;gua (UFCG, Unifor,    USP), ou agricultura (UFMS, Unicamp, USP). Destaca-se tamb&eacute;m a pesquisa    em <i>work-flows</i> cient&iacute;ficos (UFRJ, Unicamp) visando apoiar especifica&ccedil;&atilde;o    e execu&ccedil;&atilde;o distribu&iacute;da de experimentos. Exemplos mais recentes    da eScience brasileira incluem pesquisas em bioenergia e qu&iacute;mica computacional.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A proposta de cinco    Grandes Desafios de Pesquisa em Computa&ccedil;&atilde;o para o Brasil (2006-2016)    (Medeiros, 2008) partiu de uma iniciativa da SBC, envolvendo trinta dos principais    pesquisadores brasileiros na &aacute;rea, seguindo um modelo bem-sucedido praticado    nos EUA e Europa. Tais desafios abordam alguns dos grandes problemas em aberto    em todo o mundo e v&ecirc;m servindo para oferecer temas de editais de pesquisa    do CNPq e da Fapesp e motivar eventos cient&iacute;ficos. O recente edital 09/2010    do CNPq teve cerca de 160 projetos multidisciplinares submetidos, indicando    o envolvimento da comunidade de pesquisa com tais temas. S&atilde;o eles:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1) gest&atilde;o    da informa&ccedil;&atilde;o em grandes volumes de dados multim&iacute;dia distribu&iacute;dos;</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2) modelagem computacional    de sistemas complexos artificiais, naturais e socioculturais e da intera&ccedil;&atilde;o    homem-natureza;</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3) impactos para    a &aacute;rea da computa&ccedil;&atilde;o da transi&ccedil;&atilde;o do sil&iacute;cio    para novas tecnologias;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4) acesso participativo    e universal do cidad&atilde;o brasileiro ao conhecimento;</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5) desenvolvimento    tecnol&oacute;gico de qualidade: sistemas dispon&iacute;veis, corretos, seguros,    escal&aacute;veis, persistentes e ub&iacute;quos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os dois primeiros    est&atilde;o diretamente associados a focos centrais de eScience. O terceiro    est&aacute; ligado ao fato de que novos tipos de computadores, n&atilde;o baseados    em tecnologia de sil&iacute;cio (como computadores qu&acirc;nticos), exigir&atilde;o    uma revolu&ccedil;&atilde;o em P&amp;D. O quarto desafio aborda principalmente    quest&otilde;es de intera&ccedil;&atilde;o homem-computador e a necessidade    de permitir a todos acesso ao mundo digital. O quinto trata de quest&otilde;es    associadas ao desenvolvimento de <i>software</i> confi&aacute;vel.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Todos exigem coopera&ccedil;&atilde;o    dentro da computa&ccedil;&atilde;o e com v&aacute;rias outras &aacute;reas do    conhecimento. Cada um deles engloba um grande conjunto de t&oacute;picos de    pesquisa de ponta. V&aacute;rias linhas de pesquisa em computa&ccedil;&atilde;o    aparecem na descri&ccedil;&atilde;o de todos esses desafios - algumas das quest&otilde;es    a serem abordadas com maior ou menor &ecirc;nfase em todos eles envolvem redes    de computadores, gerenciamento de dados, desenvolvimento de <i>software</i>,    projeto de algoritmos e estruturas de dados, <i>design</i> de interfaces e novos    dispositivos e arquiteturas de computadores.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O movimento internacional    em eScience e a identifica&ccedil;&atilde;o dos Grandes Desafios no Brasil refletem    algumas das preocupa&ccedil;&otilde;es que v&ecirc;m sendo enfrentadas pela    &aacute;rea, no mundo. Destacam-se quest&otilde;es de colabora&ccedil;&atilde;o    multidisciplinar, forma&ccedil;&atilde;o de pesquisadores com esse perfil e    a necessidade de absor&ccedil;&atilde;o de doutores pela ind&uacute;stria.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como tais quest&otilde;es    est&atilde;o sendo tratadas, e quais as tend&ecirc;ncias no Brasil e no mundo?</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>TEND&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A colabora&ccedil;&atilde;o    multidisciplinar se defronta com uma s&eacute;rie de desafios - um dos maiores,    a forma&ccedil;&atilde;o de pesquisadores com conhecimento de computa&ccedil;&atilde;o    e de algum outro dom&iacute;nio, que possam trabalhar nas duas frentes. Esse    &eacute; um requisito crescente de in&uacute;meras &aacute;reas de pesquisa,    no Brasil, a come&ccedil;ar pela pr&oacute;pria computa&ccedil;&atilde;o, que    vem participando cada vez mais de parcerias com outras &aacute;reas. Essa demanda    vem sendo parcialmente atendida pela cria&ccedil;&atilde;o de novos cursos na    gradua&ccedil;&atilde;o - por exemplo, na UFABC ou na USP - e, mais ainda, dentro    de projetos de pesquisa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No entanto, se    j&aacute; dispomos de uma base acad&ecirc;mica competitiva em computa&ccedil;&atilde;o,    com pesquisa e inova&ccedil;&atilde;o, enfrentamos os mesmos problemas que os    pa&iacute;ses do primeiro mundo: aqui e l&aacute;, a demanda crescente por profissionais    qualificados, no mercado, n&atilde;o tem sido acompanhada por aumento na procura    por cursos de gradua&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o &eacute; s&oacute; o mercado    que se ressente da falta de m&atilde;o-de-obra. Em todo o mundo, os grandes    grupos de pesquisa em computa&ccedil;&atilde;o est&atilde;o come&ccedil;ando    a sentir os efeitos da diminui&ccedil;&atilde;o de ingressantes na gradua&ccedil;&atilde;o,    que vem se refletindo paulatinamente em queda na procura pela p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o.    Nos EUA, por exemplo, o n&uacute;mero de PhDs concedidos na &aacute;rea diminuiu    em cerca de 7% nos anos 2008 e 2009 (Zweben, 2010). Essa queda &eacute; tanto    mais marcante se considerarmos que, desde 2000, mais de 50% dos ingressantes    em programas de doutorado no EUA s&atilde;o estrangeiros.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para reverter tal    queda, desde meados dos anos 2000, as principais universidades norte-americanas    iniciaram grandes modifica&ccedil;&otilde;es nos curr&iacute;culos de gradua&ccedil;&atilde;o    em ci&ecirc;ncia e em engenharia de computa&ccedil;&atilde;o. Tais universidades    criaram, inclusive, programas especiais para atrair jovens j&aacute; no ensino    m&eacute;dio. H&aacute;, ainda, a&ccedil;&otilde;es em n&iacute;vel nacional    nos EUA para engajar mais jovens em atividades de computa&ccedil;&atilde;o,    apoiadas fortemente por pol&iacute;ticas de governo. O ensino de computa&ccedil;&atilde;o    como ci&ecirc;ncia (e n&atilde;o como instrumento) vem sendo tratado com a mesma    prioridade que o de matem&aacute;tica e de ingl&ecirc;s. A raz&atilde;o principal    dessa preocupa&ccedil;&atilde;o &eacute; que TICs s&atilde;o consideradas estrat&eacute;gicas    para impulsionar o progresso cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico. A resolu&ccedil;&atilde;o    558/2009 do Congresso americano destaca o papel crucial da ci&ecirc;ncia da    computa&ccedil;&atilde;o na transforma&ccedil;&atilde;o da sociedade e para    "permitir inova&ccedil;&atilde;o em todas as disciplinas de ci&ecirc;ncia, tecnologia,    engenharia e matem&aacute;tica".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No Brasil, a queda    na procura pela gradua-&ccedil;&atilde;o j&aacute; &eacute; sentida, embora    em menor escala, aos poucos contribuindo para modificar o perfil dos candidatos    &agrave; p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o. H&aacute; diferen&ccedil;as marcantes    entre os que buscam o mestrado e os interessados no doutorado, influenciadas    por dois fatores: os altos sal&aacute;rios no mercado (principalmente nas regi&otilde;es    Sul e Sudeste) e o fato de que as universidades s&atilde;o o grande empregador    de rec&eacute;m-doutores na &aacute;rea.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O primeiro fator    dificulta a manuten&ccedil;&atilde;o de alunos em tempo integral no mestrado,    ao mesmo tempo em que contribui para atrair candidatos com outras forma&ccedil;&otilde;es,    que veem no mestrado uma forma de complementar seu conhecimento e ter acesso    a bons sal&aacute;rios. Al&eacute;m dos interessados em pesquisa, o mestrado    tamb&eacute;m atrai os que desejam lecionar em cursos que n&atilde;o exigem    doutorado do corpo docente. Assim, mesmo havendo queda na demanda pela gradua&ccedil;&atilde;o,    continua o interesse, no Brasil, por forma&ccedil;&atilde;o avan&ccedil;ada.    Isso, ali&aacute;s, &eacute; comprovado pelos n&uacute;meros do Poscomp - um    exame aplicado pela SBC em todas as regi&otilde;es do pa&iacute;s. Os resultados    desse exame s&atilde;o usados pela grande maioria dos programas brasileiros    de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em computa&ccedil;&atilde;o para subsidiar    a sele&ccedil;&atilde;o dos candidatos. Iniciado em 2000, desde 2003 h&aacute;    entre 5 mil e 6 mil inscritos anualmente para realizar o exame. Desde 2006,    tamb&eacute;m vem sendo oferecido no Peru, resultado de um acordo entre a SBC    e a Sociedade Peruana, que nele viu uma forma de permitir avalia&ccedil;&atilde;o    mais adequada, no Brasil, de alunos peruanos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Se o mestrado &eacute;    visto por muitos como meio de aperfei&ccedil;oamento profissional, o mesmo j&aacute;    n&atilde;o ocorre no doutorado. Como quase s&oacute; universidades empregam    rec&eacute;m-doutores em computa&ccedil;&atilde;o no Brasil, praticamente n&atilde;o    h&aacute; doutorandos que pensem em desenvolver pesquisa em ind&uacute;strias.    Isso &eacute; tanto mais preocupante quando se observa, por exemplo, o cen&aacute;rio    norte-americano - desde 1990 a ind&uacute;stria daquele pa&iacute;s empregou    a cada ano entre 30 e 60% dos rec&eacute;m-doutores em computa&ccedil;&atilde;o.    No per&iacute;odo, exceto entre 2000 e 2004, a ind&uacute;stria sempre empregou    mais rec&eacute;m-doutores que as universidades (Zweben, 2010). J&aacute; no    Brasil, o grande n&uacute;mero de concursos para vagas docentes em 2009 e 2010    permitiu absorver os novos doutores, mas esse cen&aacute;rio n&atilde;o deve    perdurar.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os rec&eacute;m-doutores    americanos t&ecirc;m v&aacute;rios tipos de demanda do setor privado. Grandes    empresas do ramo - como a Microsoft Research, o Google ou a IBM - mant&ecirc;m    centros de pesquisa de primeira linha, com produ&ccedil;&atilde;o significativa    de artigos influentes e de patentes. Doutores em computa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o    tamb&eacute;m demandados, por exemplo, por ind&uacute;strias farmac&ecirc;uticas    (em qu&iacute;mica computacional), ou no setor aeroespacial.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No Brasil, n&atilde;o    h&aacute; essa cultura (fato, ali&aacute;s, comum a todas as &aacute;reas).    Um artigo recente (Brito Cruz, 2010) destaca a preocupa&ccedil;&atilde;o com    os dados da Pintec (Pesquisa de Inova&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica) divulgados    pelo IBGE, mostrando que o n&uacute;mero de pesquisadores que trabalham em empresas    no Brasil diminuiu entre 2005 e 2008. Ainda assim, nem todos os pesquisadores    t&ecirc;m doutorado. A mesma fonte indica que os principais investidores em    pesquisa s&atilde;o as ind&uacute;strias automotoras e de combust&iacute;veis.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ci&ecirc;ncia,    tecnologia e inova&ccedil;&atilde;o, principalmente concentradas nas universidades    brasileiras, s&atilde;o caracter&iacute;stica de alguns centros de pesquisa,    que tamb&eacute;m procuram doutores em computa&ccedil;&atilde;o. Destaques no    setor p&uacute;blico s&atilde;o o Inpe (geoinform&aacute;tica, modelagem computacional,    processamento de imagens), o LNCC (modelagem, sistemas de alto desempenho) ou    o Cenpes (modelagem, computa&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica e processamento    de imagens). No setor privado os destaques incluem o Google em Belo Horizonte,    o CPqD em Campinas e, desde 2010, a IBM (Rio e S&atilde;o Paulo). Finalmente,    alguns rec&eacute;m-doutores t&ecirc;m encontrado emprego fora da academia em    novas linhas - como bioinform&aacute;tica ou computa&ccedil;&atilde;o forense.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Se quisermos ser    competitivos em n&iacute;vel mundial na produ&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia    e tecnologia, h&aacute; que se modificar o quadro atual, introduzindo-se o ensino    da ci&ecirc;ncia da computa&ccedil;&atilde;o j&aacute; no ensino m&eacute;dio    e incentivando investimento de empresas na cria&ccedil;&atilde;o de ambientes    de pesquisa que reconhe&ccedil;am na computa&ccedil;&atilde;o o indispens&aacute;vel    terceiro pilar.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>BIBLIOGRAFIA</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BRITO CRUZ, C.    H.; CHAIMOVICH, H. "Brazil", in <i>Unesco Science Report 2010</i>. S. Schneegans/Unesco,    2010, pp. 103-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002919&pid=S0103-9989201100020001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">LAENDER, A. H.    F.; LUCENA, C. J. P.; MALDONADO, J. C.; SOUZA E SILVA, E.; ZIVIANI, N. "Assessing    the Research and Education Quality of the Top Brazilian Computer Science Graduate    Programs", in <i>ACM SIGCSE Bulletin</i>, 40(2), junho/2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002921&pid=S0103-9989201100020001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">MEDEIROS, C. M.    B. "Grand Research Challenges in Computer Science in Brazil", in <i>IEEE Computer</i>,    v. 41, 2008, pp. 79-85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002923&pid=S0103-9989201100020001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">MENA-CHALCO, J.    P.; CESAR JR., R. C. "ScriptLattes: an Open-source Knowledge Extraction System    from the Lattes Platform", in <i>Journal of the Brazilian Computer Society</i>,    15(4), dez./ 2009</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002925&pid=S0103-9989201100020001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ZWEBEN, S. "The    Taulbee Report 2008-2009", in <i>Computing Research News</i>, CRA, Maio/2010,    pp. 7-24.Este artigo recebeu contribui&ccedil;&otilde;es de in&uacute;meros    pesquisadores, incluindo o f&oacute;rum de coordenadores de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o    da SBC. Os dados num&eacute;ricos do Jems foram filtrados pelo professor Lisandro    Granville.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=002926&pid=S0103-9989201100020001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back1"></a><a href="#top1">1</a>    Computational Science: Ensuring America&acute;s Competitiveness. PITAC Report    to the President, EUA, Junho de 2005. Acesso em: <a href="http://www.nitrd.gov/pitac/reports/20050609_computational/computational.pdf" target="_blank">http://www.nitrd.gov/pitac/reports/20050609_computational/computational.pdf</a>.    <br>   <a name="back2"></a><a href="#top2">2</a> Ver: Relat&oacute;rio de avalia&ccedil;&atilde;o    2007-2009, Ci&ecirc;ncia da Computa&ccedil;&atilde;o. Acesso em: <a href="http://www.capes.gov.br/images/stories/download/avaliacao/COMPUTACAO_05mar10.pdf" target="_blank">http://www.capes.gov.br/images/stories/download/avaliacao/COMPUTACAO_05    mar 10.pdf</a>.    <br>   <a name="back3"></a><a href="#top3">3</a> Ver: Relat&oacute;rio de avalia&ccedil;&atilde;o    2007-2009, Ci&ecirc;ncia da Computa&ccedil;&atilde;o. Acesso em: <a href="http://www.capes.gov.br/images/stories/download/avaliacao/COMPUTACAO_05mar10.pdf" target="_blank">http://www.capes.gov.br/images/stories/download/avaliacao/COMPUTACAO_05mar    10. pdf</a>.    <br>   <a name="back4"></a><a href="#top4">4</a> <i>Middleware</i> &eacute; uma camada    de <i>software</i> intermedi&aacute;ria entre aplica&ccedil;&otilde;es e uma    plataforma computacional, facilitando o desenvolvimento dessas aplica&ccedil;&otilde;es    - no caso, entre aplica&ccedil;&otilde;es para TV digital e a plataforma do    receptor.    <br>   <a name="back5"></a><a href="#top5">5</a> Tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o    e comunica&ccedil;&atilde;o.</font></p>      ]]></body>
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